Após reunião dos presidentes de tribunais regionais eleitorais (TREs) com a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, ocasião em que foram apresentadas as recomendações que deverão orientar a atuação de magistrados eleitorais durante as Eleições Gerais de 2026, as magistradas e os magistrados elogiaram a iniciativa. Para eles, as instruções contribuem para o processo democrático, o equilíbrio e a transparência que o momento exige.
Para o presidente do TRE de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Júlio César Lorens, as recomendações éticas são necessárias e deveriam ser seguidas por todos. “Toda cautela, toda prudência não é uma questão necessária somente para o magistrado. Como qualquer pessoa, temos que ter cautela com as nossas atitudes, as nossas condutas".
Importância de ações
O presidente do TRE do Paraná (TRE-PR), desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, disse que, com as ações, a confiança na Justiça Eleitoral aumentará. “O TRE do Paraná vê como louvável a iniciativa do TSE de adotar parâmetros para a conduta ética dos magistrados com o objetivo de fortalecer a confiança da sociedade na Justiça Eleitoral”, afirmou.
O desembargador orientou ampliar a transparência e o acesso à informação sobre as audiências agendadas com os membros da Corte pelos advogados.
A presidente do TRE do Acre (TRE-AC), desembargadora Waldirene Cordeiro, elogiou a reunião pela transparência e inovação. “A reunião foi extremamente produtiva e estratégica. A ministra apresentou, de forma objetiva, as respostas às demandas encaminhadas pelos tribunais e compartilhou orientações sobre a postura esperada de magistradas e magistrados da Justiça Eleitoral, tanto de primeiro quanto de segundo grau”.
Para a desembargadora, houve “sensibilidade em relação às diferentes realidades enfrentadas pelos tribunais regionais eleitorais”. “A ministra também ressaltou a importância do planejamento antecipado para as Eleições 2026”, reiterou.
“As recomendações apresentadas pela ministra Cármen Lúcia na reunião com os presidentes dos TREs são adequadas, oportunas e necessárias. Traduzem o esforço da Justiça Eleitoral, cuja responsabilidade sobreleva em ano de eleições gerais, em republicanizar a democracia brasileira através do fortalecimento do Judiciário”, afirmou, por sua vez, o desembargador Paulo Velten, presidente do TRE do Maranhão (TRE-MA).
De acordo com o presidente do TRE de Goiás (TRE-GO), desembargador Luiz Cláudio Veiga Braga, a reunião com o TSE se revelou propositiva e altamente significativa para as Eleições Gerais de 2026. “Houve pertinentes recomendações sobre a conduta dos magistrados, acautelando comportamentos que possam traduzir em arranhamento da isenção que deve orientar a atuação das autoridades da Justiça Eleitoral”, afirmou.
Fortalecimento da magistratura
Para o presidente do TRE do Amapá (TRE-AP), desembargador Carmo Antônio de Souza, as instruções vão contribuir para o equilíbrio do processo eleitoral. “São recomendações que fortalecem a unidade da magistratura e evidenciam nosso dever de conduzir o processo eleitoral com equilíbrio, responsabilidade e total respeito às normas. No Amapá, seguiremos atentos a cada diretriz, assegurando um pleito transparente, seguro e alinhado aos princípios que regem a democracia.”
A presidente do TRE do Amazonas (TRE-AM), desembargadora Carla Reis, ressaltou que atuará em plena conformidade com as deliberações do TSE. “Seguiremos adotando todas as providências necessárias, em consonância com as orientações do TSE, para ampliar o número de eleitores com o cadastro regularizado até 6 de maio, prazo final de regularização eleitoral."
"Nosso compromisso é com a transparência absoluta de todo o processo eleitoral, e, para garantir a segurança jurídica do pleito, nossos magistrados estarão atentos a manter uma postura de imparcialidade e isenção", afirmou a presidente do TRE do Rio Grande do Norte (TRE-RN), desembargadora Lourdes de Azevêdo.
Imparcialidade e transparência
O presidente do TRE-BA, desembargador Abelardo da Matta, elogiou as recomendações sugeridas pela ministra Cármen Lúcia e comprometeu-se a transmiti-las para os demais magistrados. “Considerando as importantes recomendações apresentadas pela presidente Cármen Lúcia, especialmente no que tange à ética, transparência, imparcialidade e confiança pública no exercício da função jurisdicional, incluindo orientações sobre postura comedida em manifestações públicas, afastamento de conflitos de interesse e outras diretrizes éticas, as referidas orientações serão devidamente repassadas a todos os membros da corte eleitoral da Bahia, bem como aos juízes e juízas das 199 zonas eleitorais deste Regional”, informou o magistrado.
Para o presidente do TRE-PE, Fernando Cerqueira, essas recomendações representam um marco para a magistratura. "Foi um encontro extremamente produtivo. As recomendações da ministra serão seguidas pelo TRE de Pernambuco. São orientações necessárias, que chegam em momento oportuno para magistratura eleitoral e que devem ser encaradas como um marco para toda a magistratura", frisou.
A presidente do TRE-CE, desembargadora Maria Iraneide Moura Silva, disse que as medidas vão aumentar a confiança no processo eleitoral. “Depois de tratar de assuntos direcionados às Eleições 2026 com relação à conduta ética dos magistrados, cadastro eleitoral, entre outros, a ministra Cármen Lúcia ouviu as demandas contidas nos relatórios que os presidentes apresentaram para o melhor funcionamento do processo eleitoral”, afirmou a magistrada.
Uniformização de condutas
A ministra Cármen Lúcia ressaltou que, com a adoção das recomendações, será possível buscar a uniformização de condutas, havendo, dessa forma, o fortalecimento da credibilidade institucional no período eleitoral.
As normas reforçam a necessidade de transparência, ética e imparcialidade na atuação de magistradas e magistrados da Justiça Eleitoral, com a garantia de publicidade das audiências e de divulgação prévia das agendas, a adoção de postura comedida em manifestações públicas ou privadas, o afastamento de eventos que possam gerar conflito de interesses e a abstenção de posicionamentos ou sinalizações políticas, inclusive nas redes sociais.
Também vedam o recebimento de presentes ou favores, determinam o impedimento em processos que envolvam escritórios de advocacia com vínculo do magistrado, restringem o exercício de atividades não judiciais que comprometam as funções institucionais e asseguram que apenas autoridades competentes divulguem atos judiciais e administrativos, reafirmando a transparência como princípio republicano essencial e garantindo ao eleitorado o direito à informação segura e baseada em fatos.