quarta-feira, 18 de março de 2026

QUEM SÃO AS DUAS MULHERES NO PÁREO PARA DIRETORIA DO BANCO CENTRAL

 

Duas mulheres também estão no páreo para serem escolhidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) já havia indicado o economista Tiago Cavalcanti para o posto, mas Lula quer avaliar outros nomes. A primeira é Carolina Pancotto Bohrer, servidora de carreira da autoridade monetária e atualmente chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro.

Carolina tem sólida formação em Direito. Fez graduação na USP e mestrado e doutorado na Universidade Federal de Santa Catarina. Ingressou no BC em agosto de 2010 e passou a maior parte da carreira na Diretoria de Organização do Sistema Financeiro. Foi assessora sênior, chefe de gabinete e é chefe do departamento desde julho de 2021. Toda a análise técnica que embasou a liquidação do banco Master passou por ela, que é considerada uma técnica preparada para assumir o cargo de diretora. 

A outra candidata é Marina Palma Copola, atualmente diretora da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Ela também tem sólida formação em Direito. Fez graduação, mestrado e doutorado na USP. É especialista em Direito Econômico e Direito Comercial. Chegou ao cargo indicada pela Fazenda e tem proximidade com o ministro e com o secretário-executivo, Dario Durigan, que deve assumir a pasta nesta semana, com a provável saída de Haddad para se candidatar a governador de São Paulo. 

Quando a discussão sobre o BC expandir o poder de regulação para alcançar os fundos de investimentos ganhou força, Marina se posicionou contra a proposta. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ela afirmou que a proximidade da indústria de fundos com um regulador de conduta, a CVM, é “infinitamente maior” do que com um regulador prudencial, o BC. Segundo ela, não faria sentido transferir essa regulação para a autoridade monetária.

A ida de Marina para o BC, entretanto, depende de um arranjo para a CVM, que está com três diretorias vagas. Dois nomes já estão no Senado aguardando sabatina. A ida de Marina para o BC depende da aprovação dessas indicações pelos senadores.

(PLATOBR)