Lula na frente, seguido por um Bolsonaro nas pesquisas para o primeiro turno. A quatro meses da votação, essa imagem retrata tanto as eleições presidenciais deste ano quanto a disputa de 2022, embora o adversário do petista tenha mudado: antes, era Jair Bolsonaro e, agora, é seu filho Flávio.
Mesmo com o ex-presidente em prisão domiciliar, as posições dos pré-candidatos do PT e do PL se repetem nas preferências dos brasileiros, fenômeno que reflete a polarização política dominante no país nesta década. Herdeiro dos votos do pai, Flávio se mantém como um dos concorrentes mais competitivos contra Lula, embora tenha perdido pontos nas últimas semanas.
Apesar das semelhanças, a atual corrida presidencial apresenta uma série de diferenças significativas em relação a 2022 para os pré-candidatos. A principal é que, há quatro anos, Lula estava na oposição e, agora, disputa cargo no Palácio do Planalto, com a caneta na mão para tomar medidas de impacto nas urnas.
Entre os outros candidatos de quatro anos atrás, o mais bem posicionado pelo Datafolha era Ciro Gomes (PDT), que tentava sair da faixa de um dígito. Nesse aspecto, a situação agora é semelhante, mas ainda pior para Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), que patinam em torno de 5%.
Antes da divulgação desse fato, o pré-candidato do PL estava tecnicamente à frente de Lula na maioria das pesquisas. Com o vazamento do áudio, ele caiu para o segundo lugar e se distanciou do petista. Nas últimas semanas, Flávio ainda amargou mais uma onda de críticas, por causa do novo tarifaço aplicado ao Brasil pelos Estados Unidos, depois da visita que ele fez a Donald Trump.
Do ponto de vista de Flávio, o importante agora é tentar chegar ao segundo turno com Lula. Se conseguir, para conquistar o Planalto ainda terá de fazer melhor do que o pai, que cresceu na reta final e quase ultrapassou o petista, mas acabou derrotado na disputa pela reeleição.
(PLATOBR)