Por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito.
Informações falsas, robôs, redução dos mecanismos de checagem de fatos pelas grandes big techs e o ambiente de ataques gratuitos e xingamentos nas redes sociais levam marqueteiros e especialistas em campanha eleitoral a reverem os conceitos a respeito do domínio dessas redes na corrida eleitoral. Há entre eles o sentimento de que o eleitor está um pouco cansado desse modelo das redes e tem tudo para voltar ao horário eleitoral de rádio e tevê — não aos programas, mas às inserções no meio da programação. Isso sem contar debates e sabatinas promovidos pela imprensa. O eleitor está cansando da polarização e do uso das redes no ambiente político. Caberá a cada candidato dosar sua campanha de forma a não ficar tão dependente do “piscinão” que se tornaram as redes sociais.
Embora as redes sociais comecem a ser vistas com algum cuidado pelos especialistas, o investimento na campanha digital ainda deverá ser maior, uma vez que é preciso garantir a preferência de visualização para os conteúdos da própria campanha nos sites de busca e nas redes sociais, em especial, as transmissões ao vivo. Porém, tem muita gente que vai hesitar em colocar todos os ovos, no caso, recursos, na cesta das redes. Afinal, se o eleitor estiver mesmo cansado, não será ali o melhor lugar para garantir votos.