quarta-feira, 7 de outubro de 2026

CHAGAS E ALCIDES FALAM EM VINDA DE LULA E FLÁVIO BOSLSONARO AO CEARÁ NESTE 2º TURNO

 

A disputa para o segundo turno das eleições presidenciais, no último domingo deste mês, tem um lastro de 18 dias para acontecer a partir desta quarta-feira (7).

Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) passaram os dois últimos dias organizando estratégias das respectivas campanhas e, segundo aliados no Ceará, consideram vim ao Estado nas próximas semanas.

Coordenador da campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e eleito senador suplente no último domingo (4), Chagas Vieira (PT) disse nesta terça-feira (6) ao O Estado que há “grande possibilidade de Lula”, mas que “ainda não está fechado”.

Chagas está em Brasília participando de encontros entre estrategistas ligados ao presidente Lula, que terminou a disputa do primeiro turno em segundo lugar; Derrotado nas urnas ao Senado, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) afirmou, em conversa também nesta terça com jornalistas, na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), que Flávio Bolsonaro virá ao Estado.

Assim como a ausência de data para que Lula venha, o mesmo cenário, apontou Alcides, se estende ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio, que venceu massivamente em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, contudo, perdeu em todo o Nordeste. “Vamos fazer uma grande campanha para ele […] Chegou a hora da mudança”, argumentou Alcides.

O deputado estadual concorreu ao pleito ao lado de Ciro Gomes (PSDB), que não conseguiu vencer, após ver cerca de 53% dos eleitores que foram votar escolherem a permanência de Elmano.

O gestor reeleito, após sua vitória, afirmou que a base governista local vai atuar para ampliar em cerca de, pelo menos, sete pontos percentuais a votação de Lula no Estado.

Eleitos ao seu lado para o Senado, Cid Gomes (PSB), reeleito, e Luizianne Lins (Rede) se somaram ao senador Camilo Santana (PT) para ampliar a margem de Lula nos próximos dias.

“Não preciso de Ciro”
Do lado oposicionista, segundo o deputado estadual Felipe Mota (União Brasil), a aliança aguarda posicionamento de Ciro Gomes sobre se haverá apoio a Flávio Bolsonaro. Em visita a Fortaleza no mês passado, o senador chegou a dizer que não precisaria do apoio de Ciro, pois venceria ao Palácio do Planalto “no primeiro turno”.

Até pelo menos o meio desta tarde, o tucano não havia se manifestado sobre sua derrota. No dia 4, Lula somou cerca de 63% dos votos. O objetivo é passar dos 70%. O Ceará tem, ao todo, 7 milhões de eleitores.

No primeiro turno, em passagem por Fortaleza em 29 de setembro, Lula fez um apelo para que pessoas com mais de 70 anos fossem às urnas. 

“Agora é convencer”
Em coletiva de imprensa por ocasião da retomada dos trabalhos legislativos da Alece, o presidente da Casa, Romeu Aldigueri (PSB), deputado reeleito, argumentou que, com foco na reeleição de Lula, a “estratégia é conversar com cada um, com a imprensa, andar, fazer campanha de rua, convencer [sobre] o momento importante entre uma nação segura, respeitada, ou a barbárie”.

Romeu voltou a se referir a expressões como “terra sem lei” ao citar o ambiente digital, principal espaço de confluência da direita mais radical.

“A presença do Lula nesse momento é muito importante. Não há o que se discutir. Eu tenho certeza de que, para o bem do Brasil, vamos à busca do voto com muita humildade, com muita tranquilidade […] fazer essa abstenção diminuir e o Lula vencer”, acrescentou.

A abstenção eleitoral deste ano no Ceará ficou em 15,5%, a menor do Brasil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Nós tivemos 30 milhões de brasileiros que sequer foram votar […] Nós não podemos voltar atrás. Vamos fazer uma grande campanha e mostrar que o país tem que continuar com um grande estadista que é Lula”.

(O EstadoCE)