Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, financiou a partir de 2023 uma rede de prostituição de alcance internacional, injetando ao menos R$ 4,3 milhões no esquema, que envolvia intermediários, recrutamento de estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo. Os agenciadores selecionavam mulheres, muitas delas de fora do país, para participar de eventos privados direcionados a autoridades e amigos do banqueiro.
Mensagens obtidas pelo portal UOL evidenciam que Vorcaro atuava diretamente no negócio, não apenas como consumidor dos serviços, mas escolhendo perfis, ditando ordens e investindo financeiramente. Os diálogos revelam uma preferência do ex-banqueiro por estrangeiras refugiadas para integrar sua agência, mencionando mulheres de nacionalidades russa, ucraniana, venezuelana, argentina e polonesa.
Os principais alvos da investigação são Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos em São Paulo que recebia um salário mensal de R$ 120 mil pagos por Vorcaro. Nenhum dos dois prestou esclarecimentos ao UOL. Nas conversas telefônicas recuperadas, Vorcaro e Diogo utilizavam termos pejorativos como “escravas” e “kengas” para se referir às mulheres, avaliando desempenho e condições de contratação, além de apelidar as mais jovens de “creche”.
Com informações do UOL


