terça-feira, 13 de outubro de 2026

PF APONTA QUE VORCARO GASTOU R$ 4,3 MILHÕES FINANCIANDO REDE DE PROSTITUIÇÃO INTERNACIOAL E RECRUTANDO ESTRANGEIRAS REFUGIADAS

 

Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, financiou a partir de 2023 uma rede de prostituição de alcance internacional, injetando ao menos R$ 4,3 milhões no esquema, que envolvia intermediários, recrutamento de estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo. Os agenciadores selecionavam mulheres, muitas delas de fora do país, para participar de eventos privados direcionados a autoridades e amigos do banqueiro.

Mensagens obtidas pelo portal UOL evidenciam que Vorcaro atuava diretamente no negócio, não apenas como consumidor dos serviços, mas escolhendo perfis, ditando ordens e investindo financeiramente. Os diálogos revelam uma preferência do ex-banqueiro por estrangeiras refugiadas para integrar sua agência, mencionando mulheres de nacionalidades russa, ucraniana, venezuelana, argentina e polonesa.

A Polícia Federal abriu inquérito em maio para apurar a contratação dessas profissionais estrangeiras e possíveis ilicitudes. Embora a prática da prostituição não seja considerada crime no Brasil, a legislação penaliza a cafetinagem (quando terceiros lucram com o serviço, situação apontada nas mensagens) e a manutenção de estabelecimentos destinados à exploração da atividade. O eventual enquadramento por tráfico internacional de pessoas depende da comprovação de violência ou coação, aspecto que segue sob apuração das autoridades.

Os principais alvos da investigação são Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos em São Paulo que recebia um salário mensal de R$ 120 mil pagos por Vorcaro. Nenhum dos dois prestou esclarecimentos ao UOL. Nas conversas telefônicas recuperadas, Vorcaro e Diogo utilizavam termos pejorativos como “escravas” e “kengas” para se referir às mulheres, avaliando desempenho e condições de contratação, além de apelidar as mais jovens de “creche”.

Com informações do UOL