terça-feira, 1 de setembro de 2026

COBRANÇAS E PROMESSAS: O QUE FOI TRATADO NO JANTAR DE LULA COM O PIB

 

O jantar oferecido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um grupo de 16 banqueiros e empresários nesta segunda-feira, 31, no Palácio da Alvorada, teve como assuntos principais a taxa de juros, um compromisso com a responsabilidade fiscal, embora sem detalhamento, segurança pública e o reconhecimento do petista de que se distanciou do setor privado no atual mandato. A reunião, no Palácio da Alvorada, foi uma resposta ao encontro que principal rival de Lula na corrida presidencial, o senador Flávio Bolsonaro, teve na semana passada com executivos do setor financeiro e da economia real, em São Paulo.

Considerada amistosa e sem constragimentos, a conversa no Alvorada foi dividida em dois momentos. A primeira parte foi dedicada a falas do próprio petista e de integrantes do governo. Lula reafirmou que suas gestões anteriores foram marcadas pela disciplina fiscal e disse não abrir mão das políticas de inclusão social. 

Assim como tem feito nos pronunciamentos públicos, o presidente voltou a culpar os juros altos pelo crescimento da dívida pública e o endividamento das famílias. Segundo ele, a autonomia garantida em lei pelo Banco Central fortaleceu ainda mais os integrantes do Copom (Comitê de Política Monetária). O petista negou, entretanto, que tenha qualquer problema ou indisposição com o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo.

O pedido pela redução de juros foi feito por quase todos os empresários. Os banqueiros presentes, André Esteves (BTG Pactual), Luiz Carlos Trabuco (Bradesco) e Roberto Setubal (Itaú Unibanco) foram unânimes aos afirmar que a Selic alta não beneficia os balanços das empresas e que o setor financeiro prefere inflação baixa e juros de um dígito, para que haja crescimento econômico. 

Peixe e cordeiro
O cardápio do jantar foi variado. Aos convidados foram oferecidas duas opções de entrada: ravioli de lagosta e bisqué de camarão. Como prato principal, havia lombo de robalo e carré de cordeiro com crosta de ervas e mostarda. A sobremesa foi suflê de chocolate com sorvete de baunilha e panna cotta de baunilha com compota de frutas amarelas.

Participaram do jantar Josué Gomes (Coteminas), André Esteves (BTG), Luiz Carlos Trabuco Cappi (Bradesco), Rubens Ometto (Cosan), Joesley Batista (JBS), José Seripieri Filho (Amil), Henrique Constantino (Gol Linhas Aéreas), André Gerdau Johannpeter (Gerdau), Rubens Menin (MRV Engenharia), Eraí Maggi (Grupo Bom Futuro), Fábio Ermírio de Moraes (Votorantim Cimentos), José Luís Cutrale Júnior (Cutrale), Chaim Zaher (Grupo SEB), Roberto Setúbal (Itaú Unibanco), João Alves de Queiroz Filho (Hypera Pharma) e Ricardo Lacerda (BR Partners).

(PLATOBR)


APÓS DENÚNCIA DO MP ELEITORAL, JUSTIÇA MANTÉM AÇÃO CONTRA O EX-DEPUTADO POR DESOBEDIÊNCIA, RESISTÊNCIA E FRAUDE PROCESSUAL NAS ELEIÇÕES DE 2024

 

A partir de denúncia do Ministério Público Eleitoral, a Justiça Eleitoral do Ceará decidiu dar prosseguimento à ação penal movida contra ex-deputado federal Heitor Freire por desobediência à ordem judicial, resistência e fraude processual. O caso ocorreu no pleito de 2024 durante fiscalização da Justiça Eleitoral, quando o então candidato teria impedido a apreensão de um veículo da campanha utilizado para propaganda eleitoral irregular.

Segundo a peça acusatória inicial, manifestada pela Promotoria da 3ª Zona Eleitoral de Fortaleza, por meio do promotor Eleitoral Igor Pinheiro, o ex-deputado retirou o automóvel do local antes da conclusão da diligência, constrangeu oficiais da Justiça Eleitoral e alterou a condição do veículo, entregando-o posteriormente de forma a obstruir a atuação probatória da Justiça Eleitoral, desobedecendo ordem emitida anteriormente.

A defesa tentou barrar o processo alegando nulidade da investigação, usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal, ilicitude das provas e ausência de justa causa. Também pediu a absolvição sumária, sustentando que as condutas não configurariam crime.

O juízo da 3ª Zona Eleitoral, no entanto, rejeitou todos os argumentos, negou o pedido de absolvição sumária por haver indícios de materialidade e autoria, e ratificou a denúncia. O processo seguirá para audiência de instrução e julgamento, quando serão ouvidas testemunhas e produzidas novas provas.

(MPCE)

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Lc 4,31-37)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 "O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!" 35 Jesus o ameaçou, dizendo: "Cala-te, e sai dele!" Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: "Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem". 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.