terça-feira, 6 de janeiro de 2026

É POSSÍVEL CRITICAR O PRIMEIRO ANO DA GESTÃO NOVO TEMPO?

que vimos ao longo de 2025 não foi – nem de longe – aquilo que foi comprometido “em cartório”. Seria uma administração para ficar na história, quiçá a melhor em 250 anos. A começar pela “festa” para retirar jarros da rua, o esbravejamento “aqui quem manda sou eu”, aquela cena hilária de jogar pixe no calçamento do Belchior e a luta para pintar a cidade de azul, havia indícios de uma política retrógrada.



A saúde de Sobral passou por tantas reviravoltas e acabou com incontáveis reclamações de falta de remédio e de médico nos postos; a mentirosa “indústria das multas” recebeu um aporte contratual e mais blitzes e fotossensores instalados; a humanidade e o respeito aos trabalhadores caíram por terra com perseguições políticas e demissões “de quem não balançou a bandeira”, além da economia que se refletiu na diminuição de profissionais de carteira assinada; nem um tijolo colocado ao sol para uma nova obra e a insistência de não inaugurar aquelas que o prefeito Ivo Gomes deixou prontas, que beneficiariam o povo menos favorecido; o Rio Acaraú e a Lagoa da Fazenda cobertos de plantas e nada de limpeza; o sucateamento da Escola de Música e da Banda Municipal, bem como da Cultura; sequer conseguiram conter os egos no Paço Municipal.
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As gravidades recaem também sobre o orçamento: licitações para contratos vultoso para o lixo – ignorando o consórcio dos resíduos sólidos – e o transporte escolar, gratificações concedidas a esmo e sem critério, secretarias criadas sem necessidade (até porque a razão de ser é a efetividade de políticas públicas, e isso não se viu), contratos firmados para terceiros realizarem atividades que os servidores públicos já faziam, a inaceitável ideia de vender imóveis públicos sem qualquer explicação e razoabilidade financeira, a recomposição salarial sem incluir todos os servidores, afora o caso da STDE, cujos servidores não receberam seus direitos e irão à Justiça.
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Com um orçamento de 1 bilhão e 400 milhões de reais nem limpar a cidade souberam. O amadorismo e o abandono, sem dúvida, são as marcas dessa gestão. Parece mais fácil administrar dinheiro privado e nem sempre, com dinheiro público, basta sentar numa cadeira.
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Por Mendes Júnior, advogado