A reforma tributária representa uma das maiores mudanças no sistema brasileiro de arrecadação de impostos e promete transformar a forma como as empresas recolhem tributos sobre o consumo.
Para os microempreendedores individuais (MEIs), as microempresas e as empresas de pequeno porte, a principal garantia é a manutenção do Simples Nacional. Isso, porém, não significa que os pequenos negócios ficarão totalmente protegidos dos impactos do novo modelo.
A transição ocorrerá gradualmente até 2033. Durante esse período, os empresários precisarão acompanhar novas regras, atualizar sistemas e avaliar os possíveis efeitos sobre preços, custos e relações comerciais.
O que muda com a reforma tributária?
A principal alteração é a criação de dois novos tributos sobre o consumo:
- Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS): de competência federal;
- Imposto sobre Bens e Serviços (IBS): compartilhado entre estados e municípios.
A CBS substituirá o PIS e a Cofins, enquanto o IBS assumirá gradualmente o lugar do ICMS e do ISS. O objetivo é simplificar a tributação, reduzir a cobrança de impostos em cascata e criar regras mais uniformes no país.