sexta-feira, 9 de outubro de 2026

CAMOCIM TERÁ CONDO-HOTEL COM 28 CHALÉS À BEIRA-MAR

 

Um condo-hotel com 28 chalés será construído em breve na Praia do Olho D'Água, em Camocim, a menos de 10km do centro comercial. Cada chalé terá duas suítes, totalizando 60m². 

O empreendimento, que inclui piscina, quadra esportiva, playground, será totalmente localizado à beira-mar. 

Sobre a modalidade

Condo-hotel é um empreendimento em que as unidades são individualizadas ou organizadas sob uma estrutura imobiliária própria, enquanto a operação de hospedagem é realizada por uma administradora ou operadora hoteleira. O proprietário pode ter direitos relacionados à unidade, à participação na operação ou ao uso, conforme os documentos e regras de cada projeto.

O investimento chancela cada vez mais Camocim entre os locais mais buscados por quem deseja morar bem, além de sua consolidação como destino turístico. 

(Camocim Online - Por Tadeu Nogueira)

ALECE TERÁ A MAIOR PROPORÇÃO DE MULHERES EM UM PARLAMENTO ESTADUAL NO BRASIL

 

No último domingo (04/10), primeiro turno das eleições deste ano, milhões de brasileiros elegeram deputados estaduais ao redor do País. Após apurações dos resultados, o Ceará se destacou na proporção de mulheres que irão assumir o mandato na próxima legislatura. A partir de 2027, a bancada feminina na Alece passa a ter a maior proporção de mulheres em um parlamento estadual no Brasil. 

Das 46 cadeiras da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), 30,5% serão ocupadas por mulheres, eleitas por cinco legendas partidárias. Entre as 14 deputadas eleitas, nove assumirão o mandato pela primeira vez, representando uma renovação de 64,3% da bancada feminina.

Nas eleições de 2022, nove mulheres foram eleitas deputadas estaduais, número que já representava um recorde à época. Quatro anos depois, a presença feminina no Parlamento cearense avançou novamente. Da 31ª para a 32ª legislatura, que terá início em fevereiro de 2027, as mulheres avançaram na representação da Casa em 55,5%. 

Das 14 mulheres eleitas para a 32ª legislatura, o PSB reúne a maior bancada feminina, com Fabiola Carneiro, Manu Pimenta, Paloma Nunes e as reeleitas Lia Gomes e Marta Gonçalves. Na sequência, o PT conta com Jade Romero, Lais Nunes, Liziany Medeiros e Jô Farias (reeleita para mais um mandato).

Pelo PL, foram eleitas Bella Carmelo e Dra. Mayra Pinheiro, além da reeleita Dra. Silvana. Completam a representação feminina na Casa Emilia Pessoa (PSDB), reeleita, e Georgia do Marcelão (Solidariedade), que inicia seu primeiro mandato.

PARTICIPAÇÃO FEMININA E FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL

Reeleita para o quarto mandato, a deputada Dra. Silvana (PL) celebrou o aumento da participação feminina no Parlamento cearense. “É muito bom vermos cada vez mais mulheres aguerridas que disponibilizam seus nomes para enfrentar e participar da vida pública. Eu acredito em um Estado mais justo e igualitário, com a presença de mais mulheres", declarou.

SENADO ALEGA SIGILO PARLAMENTAR PARA NÃO DIVULGAR LISTA DE VISITANTES

O Senado informou ao STF que divulgar registros de entrada e saída de visitantes pode violar o sigilo parlamentar e comprometer a independência do Legislativo. A manifestação foi encaminhada ao ministro Luiz Fux em processo que busca informações sobre visitas à Casa desde fevereiro de 2019. Entre os nomes citados estão Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula; Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes; e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em documento datado de quarta-feira (7), a Advocacia do Senado argumenta que os registros podem revelar fontes, interlocutores e articulações políticas protegidas pela Constituição. Por isso, defende que os dados não sejam fornecidos a particulares apenas com base na Lei de Acesso à Informação (LAI).

O pedido foi apresentado em fevereiro pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo) e abrange oito pessoas. Além das três já mencionadas, inclui Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos, Américo Monte Junior, José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, e Antônio Carlos Camilo Antunes.

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Lc 11,15-26)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Agora o príncipe deste mundo há de ser lançado fora; quando eu for elevado da terra, atrairei para mim todo ser.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. 15 Mas alguns disseram: "É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios". 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. 24 Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: 'Vou voltar para minha casa de onde saí'. 25 Quando ele chega, encontra a casa varrida e arrumada. 26 Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes".

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

479 DOS 513 DEPUTADOS ELEITOS FORAM "PUXADOS" POR PARTIDO OU COLEGAS

Só 34 dos 513 deputados eleitos superaram esse patamar com a própria votação; em 2022, foram 28. Levantamento mostra como o sistema proporcional pesa na formação da Câmara. Veja a lista de quem não preciso dos votos do partido.

Apenas 34 dos 513 deputados federais eleitos em 2026 tiveram votação nominal igual ou superior ao quociente eleitoral de seus respectivos Estados. Eles representam 6,6% da nova Câmara. Os outros 479 eleitos, ou 93,4%, ficaram abaixo desse patamar e chegaram à Câmara dentro das regras do sistema proporcional, que distribui as vagas conforme o desempenho dos partidos e federações.

O número de candidatos que alcançaram ou superaram o quociente com a própria votação cresceu em relação a 2022, quando foram 28 dos 513 deputados, ou 5,5% da Casa. O levantamento do Congresso em Foco considera a votação nominal dos eleitos e os quocientes eleitorais de cada unidade da Federação. O quociente é obtido pela divisão dos votos válidos para deputado federal pelo número de cadeiras em disputa em cada Estado e no Distrito Federal.



Em 2026, variou de 338.203 votos em São Paulo a 39.853 em Roraima. A comparação não significa que esses 34 deputados tenham sido eleitos fora do sistema proporcional. Todos dependem das regras de distribuição de cadeiras entre partidos e federações. A diferença é que, isoladamente, eles receberam votos em quantidade igual ou superior ao quociente eleitoral de seus Estados.
Quase 95% dos deputados eleitos domingo dependeram de votos de partidos e colegas para conquistar a vaga na Câmara.Arte Congresso em Foco

Nikolas supera quociente mineiro em mais de 14 vezes

O caso mais distante do quociente foi o de Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele recebeu 3.119.318 votos, diante de um quociente eleitoral de 214.720 em Minas Gerais. A votação equivale a cerca de 14,5 vezes o quociente eleitoral mineiro e supera em aproximadamente 2,9 milhões o patamar correspondente ao quociente estadual. Na prática, a votação dele ajudou a puxar para a Câmara mais nove deputados.

Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) recebeu 3.038.438 votos, quase nove vezes o quociente paulista, de 338.203. Com essa votação, ele ajudou a eleger mais seis deputados do partido no Estado.

São Paulo concentrou o maior número de deputados acima do QE: seis. Além de Pavanato, aparecem Erika Hilton (Psol), Sâmia Bomfim (Psol), Kim Kataguiri (Missão), Tabata Amaral (PSB) e Renato Bolsonaro (PL), irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Rio Grande do Sul teve cinco; Minas Gerais, quatro; Ceará e Paraná, três cada; Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro, dois cada; e Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Rondônia e Santa Catarina, um.

Em 12 Estados, nenhum deputado eleito alcançou individualmente o quociente eleitoral: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.

Alguns passaram por margem mínima

Se Nikolas e Pavanato ficaram muito acima do quociente, outros chegaram praticamente no limite. Em Minas Gerais, Reginaldo Lopes (PT) teve 215.192 votos, apenas 472 acima do QE estadual, de 214.720. No Rio de Janeiro, Rick Azevedo (Psol) recebeu 191.371 votos, diante de um quociente de 190.082 — diferença de 1.289 votos.

O grupo dos 34, portanto, reúne situações bastante distintas: de candidatos com votação equivalente a várias vezes o quociente a outros que o superaram por poucas centenas ou milhares de votos.

Votação individual não garante mandato

O contraste entre os 34 e os outros 479 ajuda a explicar uma característica central das eleições proporcionais. As cadeiras não são distribuídas simplesmente pela ordem dos candidatos mais votados em cada Estado. A votação conjunta de partidos e federações define quantas vagas cada lista conquista, e só depois elas são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada grupo.

Por isso, um candidato pode receber mais votos do que outros que foram eleitos e ainda assim ficar fora da Câmara. Em São Paulo, por exemplo, Rui Falcão (PT) recebeu 106.443 votos e não se elegeu. Sua votação foi superior à de 22 candidatos eleitos no Estado, mas a federação da qual fazia parte não conquistou cadeiras suficientes para incluí-lo entre os eleitos.

Mais casos que em 2022, mas ainda uma minoria

O aumento de 28 para 34 deputados acima do quociente entre 2022 e 2026 representa uma alta de 21,4% no número de eleitos nessa situação. Ainda assim, eles continuam sendo exceção: mais de nove em cada dez deputados eleitos em 2026 ficaram abaixo do quociente eleitoral de seus Estados.

A fotografia da nova Câmara reforça, assim, o peso da votação coletiva de partidos e federações na definição dos mandatos. Mesmo em uma eleição marcada por alguns campeões de votos, alcançar individualmente o quociente eleitoral continua sendo incomum.

(Congresso em Foco)

O TAMANHO DAS NOVAS BANCADAS NA CÂMARA DOS DEPUTADOS DEPOIS DE 2026


Assim como aconteceu no Senado, o PL conseguiu eleger nesse domingo de eleições gerais a maior bancada na Câmara dos Deputados. Para a próxima legislatura, o partido deverá ter 121 deputados, ou seja, 24 parlamentares a mais do que no pleito de 2022, o que representará 23,6% das 513 vagas. Os números mantém o partido como o de maior extensão na Casa.

A segunda maior bancada ficou com federação PT-PCdoB-PV, que obteve 88 cadeiras, com acréscimo de seis parlamentares eleitos na comparação com a última eleição. Desse total, 70 são do PT.

O União Progressista, que reúne os partidos União e PP, conquistou 87 vagas. No pleito anterior, eles obtiveram 105. Para 2027, o PSD terá 43 cadeiras, o Republicanos, 41, e o MDB, 36.

O índice de reeleição na Câmara foi de 58,67%, ou seja, 301 deputados voltarão a ocupar os gabinetes da Casa na próxima legislatura. Os dados são referentes aos parlamentares que também foram eleitos titulares em 2022. Já outros 183 eleitos se apresentarão para o primeiro mandato na Casa. Esse grupo representará 35,67% dos eleitos.

Bancadas eleitas20222026
PL 97121
PT/PCdoB/PV 8288
União/PP 10587
PSD4243
Republicanos4041
MDB4136
Pode2027
PSB1515
PSol/Rede1515
PSDB/Cidadania1811
Novo310
PRD/Solidariedade127
PDT166
Avante75
Missão01
Fonte: SGM/Câmara dos Deputados

Divisão de cadeiras

As vagas na Câmara dos Deputados são calculadas por meio do sistema proporcional. Cada estado tem direito a um número de deputados, que deve ser proporcional ao número de eleitores. São Paulo tem a maior bancada, com 70 cadeiras.

Na primeira fase, os candidatos são eleitos pelo quociente partidário. Inicialmente, define-se o quociente eleitoral, a partir da divisão da quantidade votos válidos pelo número de vagas a serem preenchidas. Depois define-se o quociente partidário, que é o total de votos de cada partido ou federação dividido pelo quociente eleitoral. São considerados apenas números inteiros.

Os partidos elegem seus candidatos mais votados, mas dentro do número de vagas que obtiveram. E cada candidato deve ainda garantir votos equivalentes a pelo menos 10% do quociente eleitoral. Em uma segunda fase, há ainda cadeiras remanescentes provenientes das sobras, que deverão ser preenchidas pelo cálculo de média de votos.

MARINHO PÕE O COMANDO DO SENADO NA VITRINE, MAS O PLANO PODE SER OUTRO. ENTENDA

 

Há em Brasília quem veja as movimentações de Rogério Marinho pela Presidência do Senado menos como uma candidatura para valer e mais como uma jogada para marcar território.

Não negar que queira chegar ao topo do Congresso seria, nessa leitura, uma maneira de se colocar no jogo, ocupar espaço, reunir a grande base de direita eleita no primeiro turno e, ao mesmo tempo, deixar que nomes mais plausíveis façam a articulação de verdade longe dos holofotes.

Qual seria a estratégia?

A avaliação de interlocutores de Marinho é que Flávio Bolsonaro não abrirá mão de tê-lo por perto se for eleito presidente da República. Marinho é o coordenador-geral da campanha e, sem dúvidas, um dos principais responsáveis pela engrenagem política do filho 01.

“Sem o Marinho, o Flávio não sobrevive politicamente. O Marinho é o coringa, é a cabeça do Flávio. É o Marinho, muito esperto e habilidoso, que sabe de tudo da campanha, que tem tudo na cabeça. Se o Flávio virar presidente, esquece: ele não vai deixar o Marinho virar presidente do Senado e ficar ‘preso’ lá. Vai precisar dele pertinho, tocando o governo junto com ele, cuidando das demandas no dia a dia”, comentou com a coluna um senador reeleito muito próximo do colega potiguar.

Já durante a campanha de primeiro turno, circulou nos bastidores a ideia de que Marinho seria “um excelente ministro da Casa Civil” de Flávio.

“A verdade é que ele vai ser o que ele quiser. O Marinho pode dizer que é soldado do Flávio, mas é ele que vai escolher o que ele quer. Ele tem autoridade para poder escolher, conquistou essa autoridade”, acrescentou, sob reserva, esse senador-chave na nova configuração de forças do Congresso.

A frase revela uma possibilidade que, até aqui, estava fora do radar.

Se for mesmo esse o desenho, o comando do Senado poderia acabar nas mãos de outro partido aliado.

E aí entram dois nomes do PP, legenda que, junto com o União Brasil, fechou nesta terça-feira, 6, apoio a Flávio no segundo turno.

Um deles é Tereza Cristina, ministra da Agricultura de Jair Bolsonaro, que nunca escondeu o desejo de presidir o Senado e poderia se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo.

O outro é o Arthur Lira, ex-presidente da Câmara com o apoio de Jair Bolsonaro e eleito senador em primeiro lugar por Alagoas no último domingo, 4.

Tereza tem a seu favor uma imagem de política simpática, acessível e “querida por todos”. Lira, por sua vez, é tido como liderança com força política, capacidade de articulação, trânsito e experiência suficiente para não ser tratado como figurante em qualquer disputa pelo comando do Congresso.

(PLATOBR)

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Lc 11,5-13)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 "Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer', 7 e se o outro responder lá de dentro: 'Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães'; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!"

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

PP E UNIÃO CONFIRMAM APOIO A FLÁVIO: VIROU O JOGO, VIROU A CANOA DO CENTRÃO

 

O Centrão está sentindo cheiro de poder do lado de Flávio Bolsonaro.

A conta mudou para valer no domingo, 4.

O resultado do primeiro turno mostrou uma direita maior no Congresso e, por consequência, um pequeno encolhimento do “Centrão raiz”.

Só que há uma velha regra de Brasília que continua valendo: ninguém governa sozinho.

Por maior que seja a bancada governista, sempre haverá uma tema para aprovar, um projeto para negociar, um orçamento para liberar. E é aí que entra sempre o Centrão — menor, talvez, mas ainda necessário.

Lá no início da pré-campanha do primeiro turno, a federação PP-União e o Republicanos consideravam Lula o grande favorito. Um dos presidentes desses partidos chegou a dizer a esta coluna que Lula seria reeleito agora em outubro “com certeza”. Preferiram, no entanto, esperar para ver.

No caso de PP e União, havia ainda uma conta particular. Pesou a favor da neutralidade o fato de Flávio ter largado a mão de Ciro Nogueira, presidente do PP, quando o senador piauiense foi alvo da Polícia Federal no âmbito das investigações do caso Master.

O PL tentou, tentou, mas não conseguiu levar o Centrão para o seu lado na composição da chapa. Restou ao partido acreditar que dava para seguir sozinho.

Tiraram da cartola o deputado Alfredo Gaspar como candidato a vice e tocaram a vida.

Agora, o jogo virou.

PP e União fizeram, somados, a terceira maior bancada do Congresso. Os dirigentes da federação — Ciro Nogueira, derrotado no Piauí, e Antonio Rueda, eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro — anunciaram apoio a Flávio, como esperado.

O Republicanos ainda não bateu o martelo, mas o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, correligionário mais ilustre atualmente, tem buscado garantir a aliança com Flávio. Marcos Pereira, presidente da sigla e reeleito deputado pelo estado de Tarcísio, afirmou à coluna que as negociações ainda estão em andamento. A decisão não deve demorar a sair.

No PSD, Gilberto Kassab, especialista em canoas do poder, não vai pular para a de Flávio. Mas a confirmação do apoio de Ronaldo Caiado ao candidato do PL nesta segunda etapa é suficiente para abrir uma porta que Kassab conhece bem: a de espaço num eventual novo governo. O ex-governador de Goiás já aparece como nome possível para um ministério, como o da Segurança Pública, que teria de ser recriado.

O MDB, que abriga lulistas e bolsonaristas, como o PSD, manteve a neutralidade e liberou suas lideranças.

E o Podemos, já cortejado por Flávio no primeiro turno, voltou ao radar do PL: pode dar samba.

A vantagem de Flávio sobre Lula forçou um ajuste das forças em Brasília.

O Centrão pode até ter perdido algum espaço proporcional no Congresso. Mas, por mais forte que seja um eventual governo de Flávio, com o PL dominando Câmara e Senado, ninguém chega ao Palácio do Planalto tão autossuficiente a ponto de dispensar o tradicional pêndulo do poder.

(PLATOBR)

ALECE AUTORIZA APROVEITAMENTO DE APROVADOS EM CONCURSO PÚBLICO DA POLÍCIA PENAL

 

O Plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) aprovou, durante sessão plenária de terça-feira (06/10), quatro projetos de lei de autoria do Poder Executivo. Entre as proposições está o projeto de lei (PL) 84/2026, que amplia o número de vagas dos aprovados no concurso público da Polícia Penal do Ceará, como medida de fortalecimento da segurança pública e do Sistema Penitenciário Estadual.

A matéria consiste na ampliação do aproveitamento, na função de Policial Penal, de candidatos do concurso público regido pelo edital nº 007/2024-SAP. Também foi aprovado o PL 82/2026, que institui a Rede Cearense de Bancos de Alimentos (RECEBA) e altera a Lei 15.002, de 21 de setembro de 2011, que dispõe sobre a Política de Segurança Alimentar e Nutricional do Ceará, e cria o Sistema de Segurança Alimentar e Nutricional do Ceará. 

O Plenário 13 de Maio ainda aprovou o PL 83/2026, que autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para financiamento do Programa de Modernização do Poder Judiciário do Estado do Ceará. Já a matéria 85/2026 autoriza a transferência de recursos financeiros por meio de regime de parceria para a organização da sociedade civil Associação Lírio do Sertão, voltada para a XXIII Romaria da Bem-Aventurada Benigna Cardoso da Silva.

TAINAH MARINHO É A DEPUTADA FEDERAL MAIS VOTADA DO NORDESTE


A deputada federal eleita Tainah Marinho (PSB) é a mais votada entre as mulheres nordestinas que chegarão à Câmara dos Deputados em 2027, conforme ranking da revista Veja. Com 265.585 votos obtidos no dia 4 de outubro, ela é ainda a única mulher nordestina entre os 25 nomes mais votados para a Câmara dos Deputados nestas eleições.

Com raízes em Barroquinha, Tainah Marinho chega ao seu primeiro mandato como deputada federal tendo sido a mulher mais votada entre os 22 nomes eleitos pelo Ceará para a Câmara dos Deputados. Ela é, ainda, a parlamentar mais votada entre os deputados federais eleitos no Ceará que integram a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e do governador reeleito Elmano de Freitas (PT).

A engenheira civil Tainah Marinho (PSB) foi eleita com o equivalente a 4,81% dos votos válidos no Ceará. Com o resultado, Tainah se tornou a mulher mais votada da história do estado para a Câmara dos Deputados. A marca anterior pertencia à senadora eleita Luizianne Lins (Rede), que em 2022 obteve 182.232 votos e conquistou seu terceiro mandato como deputada federal. Neste ano, além de Tainah, o Ceará elegeu outras quatro deputadas federais.

EM 16 ANOS, BANCADA FEMININA ELEITA NA ALECE VAI DE 04 PARA 14 MULHERES

 



Por Hyago Felix

Das Eleições Gerais de 2010 para as Eleições Gerais de 2026, a bancada feminina eleita na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) mais do que duplicou. Neste ano, 9 mulheres foram eleitas e outras cinco foram reeleitas para um novo mandato. Em 2010, quatro mulheres haviam conquistado uma cadeira no Legislativo Estadual, e uma havia se reelegido, totalizando 5 parlamentares. Com o resultado deste ano, a Casa terá, a partir de 2027, a maior bancada feminina de sua história.

Das 46 cadeiras da Assembleia para a legislatura de 2027 a 2030, pouco mais de 30% do plenário deve ser ocupado por mulheres. As eleitas estão distribuídas entre cinco partidos: PL, PSB, PT, Solidariedade e PSDB. A nova composição reúne as parlamentares estreantes: Bella Carmelo (PL), Liziany Medeiros (PT), Lais Nunes (PT), Jade Romero (PT), Fabiola Carneiro (PSB), Paloma Nunes (PSB), Manu Pimenta (PSB), Georgia do Marcelão (Solidariedade) e Dra. Mayra Pinheiro (PL). 

Foram reeleitas Jô Farias (PT), Dra. Silvana (PL), Lia Gomes (PSB), Emília Pessoa (PSDB) e Marta Gonçalves (PSB). O crescimento observado neste ano dá continuidade a uma trajetória de aumento da representação feminina no Legislativo estadual. Em 2014 e 2010, cinco mulheres foram eleitas em cada pleito. Em 2006 e 2002, foram quatro em cada eleição. O número caiu para três em 1998 e duas em 1994. Já em 1990, apenas uma mulher foi eleita diretamente para a Assembleia, Gorete Pereira (PSB).

CHAGAS E ALCIDES FALAM EM VINDA DE LULA E FLÁVIO BOSLSONARO AO CEARÁ NESTE 2º TURNO

 

A disputa para o segundo turno das eleições presidenciais, no último domingo deste mês, tem um lastro de 18 dias para acontecer a partir desta quarta-feira (7).

Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) passaram os dois últimos dias organizando estratégias das respectivas campanhas e, segundo aliados no Ceará, consideram vim ao Estado nas próximas semanas.

Coordenador da campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) e eleito senador suplente no último domingo (4), Chagas Vieira (PT) disse nesta terça-feira (6) ao O Estado que há “grande possibilidade de Lula”, mas que “ainda não está fechado”.

Chagas está em Brasília participando de encontros entre estrategistas ligados ao presidente Lula, que terminou a disputa do primeiro turno em segundo lugar; Derrotado nas urnas ao Senado, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL) afirmou, em conversa também nesta terça com jornalistas, na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), que Flávio Bolsonaro virá ao Estado.

Assim como a ausência de data para que Lula venha, o mesmo cenário, apontou Alcides, se estende ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio, que venceu massivamente em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, contudo, perdeu em todo o Nordeste. “Vamos fazer uma grande campanha para ele […] Chegou a hora da mudança”, argumentou Alcides.

O deputado estadual concorreu ao pleito ao lado de Ciro Gomes (PSDB), que não conseguiu vencer, após ver cerca de 53% dos eleitores que foram votar escolherem a permanência de Elmano.

O gestor reeleito, após sua vitória, afirmou que a base governista local vai atuar para ampliar em cerca de, pelo menos, sete pontos percentuais a votação de Lula no Estado.

Eleitos ao seu lado para o Senado, Cid Gomes (PSB), reeleito, e Luizianne Lins (Rede) se somaram ao senador Camilo Santana (PT) para ampliar a margem de Lula nos próximos dias.

“Não preciso de Ciro”
Do lado oposicionista, segundo o deputado estadual Felipe Mota (União Brasil), a aliança aguarda posicionamento de Ciro Gomes sobre se haverá apoio a Flávio Bolsonaro. Em visita a Fortaleza no mês passado, o senador chegou a dizer que não precisaria do apoio de Ciro, pois venceria ao Palácio do Planalto “no primeiro turno”.

Até pelo menos o meio desta tarde, o tucano não havia se manifestado sobre sua derrota. No dia 4, Lula somou cerca de 63% dos votos. O objetivo é passar dos 70%. O Ceará tem, ao todo, 7 milhões de eleitores.

No primeiro turno, em passagem por Fortaleza em 29 de setembro, Lula fez um apelo para que pessoas com mais de 70 anos fossem às urnas. 

“Agora é convencer”
Em coletiva de imprensa por ocasião da retomada dos trabalhos legislativos da Alece, o presidente da Casa, Romeu Aldigueri (PSB), deputado reeleito, argumentou que, com foco na reeleição de Lula, a “estratégia é conversar com cada um, com a imprensa, andar, fazer campanha de rua, convencer [sobre] o momento importante entre uma nação segura, respeitada, ou a barbárie”.

Romeu voltou a se referir a expressões como “terra sem lei” ao citar o ambiente digital, principal espaço de confluência da direita mais radical.

“A presença do Lula nesse momento é muito importante. Não há o que se discutir. Eu tenho certeza de que, para o bem do Brasil, vamos à busca do voto com muita humildade, com muita tranquilidade […] fazer essa abstenção diminuir e o Lula vencer”, acrescentou.

A abstenção eleitoral deste ano no Ceará ficou em 15,5%, a menor do Brasil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Nós tivemos 30 milhões de brasileiros que sequer foram votar […] Nós não podemos voltar atrás. Vamos fazer uma grande campanha e mostrar que o país tem que continuar com um grande estadista que é Lula”.

(O EstadoCE)