segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

DEZ CIDADES TÊM 73% DOS EMPREGOS GERADOS NO CEARÁ EM 2025

Apenas dez municípios são responsáveis por 73,42% dos 60.289 empregos com carteira assinada gerados no Ceará entre janeiro e novembro de 2025, segundo apontam os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Na lista, estão cidades da Região Metropolitana de Fortaleza e do Interior. Para o secretário estadual Vladson Viana (Emprego e Trabalho), a concentração em grandes polos metropolitanos, seja a Capital ou outras cidades, sempre deve existir, mas o governo cearense mira estratégias para descentralizar a geração de empregos.

“Fazemos isso com incentivos fiscais na instalação de uma usina solar, a projetos do Minha Casa Minha Vida ou algum novo polo industrial”, citou em entrevista ao O POVO.

Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego dia 30 de dezembro do ano passado e correspondem aos saldos entre demissões e admissões observadas ao longo dos 11 primeiros meses do último ano.


Neste período, o Brasil gerou 1,89 milhão de vagas com carteira assinada, a partir de 25.055.514 admissões e 24.160.384 desligamentos.

Conheça as cidades que mais geraram emprego no Ceará em 2025

  1. Fortaleza: 26.378
  2. Juazeiro do Norte: 3.823
  3. Horizonte: 3.177
  4. Caucaia: 3.083
  5. Maracanaú: 2.119
  6. Lavras da Mangabeira: 1.755
  7. Itaitinga: 1.241
  8. Tianguá: 1.120
  9. Crato: 805
  10. Itapagé: 766

“Um desses destaques nossos é Horizonte, onde recuperamos os postos de trabalho perdidos com a saída da Ford ao viabilizar a instalação da Planta Automotiva do Ceará”, ressaltou o secretário.

(Opovo)

ELEIÇÕES 2026: VEJA AS PRINCIPAIS DATAS E OS PRAZOS DE SERVIÇOS DO CALENDÁRIO ELEITORAL

(DN - PONTO PODER)

Em pouco menos de um ano, os brasileiros vão às urnas para definir deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente nas eleições gerais de 2026. Mesmo com o 1º turno já confirmado para 4 de outubro, os eleitores e os candidatos devem ficar atentos a outras datas e prazos considerados importantes no calendário eleitoral.

A primeira etapa do pleito ocorre sempre no 1º domingo de outubro — dia 4 em 2026. Já o possível segundo turno para a definição de governadores e presidente está programado para o final do mês: 25 de outubro.

Embora as principais datas estejam na segunda metade de 2026, o calendário eleitoral envolve momentos ainda no primeiro semestre do ano, como o prazo para a desincompatibilização de candidatos que ocupam cargos públicos e até mesmo a regularização do título de eleitor.


Confira as principais datas do calendário eleitoral de 2026

Janela partidária

  • 6 de março a 5 de abril de 2026 – Período no qual deputados federais e estaduais podem mudar de partido político sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Ocorre sempre seis meses antes das eleições.

Emissão e regularização de título de eleitor

  • Até 6 de maio de 2026 – Prazo final para o fechamento do cadastro eleitoral: alistamento eleitoral, cadastramento biométrico, transferência e regularização do título de eleitor. Os serviços estão disponíveis nos portais dos Tribunais Regionais Eleitorais. 

Registros partidários

  • Até 4 de abril de 2026 – Último dia para registro de estatuto de partidos políticos ou de federações partidárias junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Desincompatibilização

  • Até 4 de abril de 2026 – Prazo para a desincompatibilização de candidatos, ou seja, postulantes devem se afastar de cargos na administração pública para estarem aptos a disputar as eleições.

Registros de candidatos

  • Até 4 de abril de 2026 – Último dia para candidatos poderem se filiar a siglas e alterar o domicílio eleitoral. A data também marca o prazo final para presidente, governadores e prefeitos renunciarem aos mandatos para disputar outros cargos.

Convenções partidárias

  • 20 de julho a 5 de agosto de 2026 – Período para a realização de convenções partidárias, reuniões para escolha de candidatos e outras pautas das legendas visando o pleito eleitoral. 

Registros de candidaturas

  • 20 de julho a 15 de agosto de 2026 – Período para apresentação dos pedidos de registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral.

Propaganda eleitoral

  • 16 de agosto de 2026 – Data do início da propaganda eleitoral, o que engloba também o período de campanha nas ruas e de modo virtual, como nas redes sociais.

Eleições 2026

  • 4 de outubro de 2026 - 1º turno
  • 25 de outubro de 2026 - 2º turno

A SUCESSÃO ESTADUAL CEARENSE DEPENDE DOS IRMÃOS CID E CIRO: UM NA SITUAÇÃI E O OUTRO NA OPOSIÇÃO

As duas principais e competitivas chapas que disputarão o Governo do Estado do Ceará, e outubro de 2026, só estarão realmente compostas após as decisões tomadas pelos irmãos Cid Ferreira Gomes, e Ciro Ferreira Gomes, ambos ex-governadores deste Estado. Eles estarão em lados opostos. Cid vota no governador Elmano. Ciro coordena o grupo de oposição, e pelo grupo pode ser compelido a disputar a sucessão de Elmano.


O governador Elmano de Freitas tem pronta a chapa ideal, ao seu sentir, agradando aos aliados. Esta chapa seria integrada pelo próprio governador, postulante à reeleição, tendo como o vice-governador, o jornalista Chagas Vieira, indicado por Camilo Santana, e para o Senado, o deputado federal Júnior Mano, apontado por Cid Gomes, e o deputado federal José Guimarães, nome da direção nacional do PT, do diretório estadual do partido, e de outras lideranças petistas.

O governador, e boa parte dos seus aliados, contrários à participação do deputado federal Junior Mano, na chapa majoritária, por conta de sua “folha corrida”, insistem no discurso apelativo para que Cid seja candidato à reeleição ao Senado, sob a alegação de que Cid ajudaria Elmano, posto sua condição de importante líder político do Estado. Cid, e todos os políticos e observadores que conhecem a situação política estadual, sabem que esse discurso é estratégia para que o senador retire a candidatura de Júnior Mano. Cid só tem demonstrado aborrecimento com o discurso governista.

Mas a um outro fator que preocupa a  base governista. Cid fica contente só com a indicação de Júnior Mano, enquanto o seu partido, o PSB, eleitoralmente, maior que o PT. E os outros partidos aliados não teriam participação na chapa majoritária, enquanto o PT teria três lugares ( o de governador, o de vice-governador e um de senador)? A discussão sobre participação na chapa, será, também, instigante.

Ciro está do outro lado. Não quer ser candidato a governador. Sua pretensão continua sendo a disputa pela Presidência da República, mas o ambiente no meio oposicionista no Ceará está tão determinado a telo como candidato a governador, que, não está fácil ele dizer não. Assim, só depois de sua decisão é que a Federação Partidária (União Brasil com o PP), PL, e outros, incluindo, provavelmente o PSD, dependendo da situação nacional do partido, é que se conhecerá a chapa majoritária concorrente da dos governistas.

(Blog do Edson Silva)

ELEIÇÕES 2026: PESQUISAS ELEITORAIS DEVEM SER REGISTRADAS

A partir desta quinta-feira (1º de janeiro/2026), todas as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às Eleições Gerais de 2026 ou eventuais candidatas e candidatos devem registrar o levantamento junto à Justiça Eleitoral, independentemente de divulgar os resultados. A exigência consta no artigo 33 da Lei das Eleições (Lei n o 9.504/1997).  

O cadastro prévio da pesquisa deve ocorrer até cinco dias antes da divulgação do estudo, acompanhado de informações como: quem contratou a pesquisa; valor e origem dos recursos; metodologia e período de realização; plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área física de realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro. 

O procedimento deve ser feito somente de forma eletrônica pelo sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), após o cadastramento das entidades e empresas no PesqEle. Aquelas que tiverem realizado pesquisas em eleições anteriores não precisam efetuar outro cadastramento, mas o novo estudo deve ser registrado. As informações e os dados inseridos no sistema ficarão à disposição de qualquer interessado pelo prazo de 30 dias.  


Vale ressaltar que a Justiça Eleitoral não realiza nenhum controle prévio sobre o resultado das pesquisas e nem gerencia ou cuida de sua divulgação, bem como atua somente quando provocada por meio de representação.  

Ainda segundo a Lei das Eleições, a divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações sujeita aos responsáveis multa no valor de 50 mil a 100 mil UFIRs. Já a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de 50 mil a 100 mil UFIRs. No período de campanha eleitoral, é proibida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. 

As pesquisas eleitorais são tidas como ferramentas para verificar a viabilidade de possíveis candidaturas e formas de avaliação sobre temas sensíveis que a população gostaria de ver em debates durante a campanha. 

Outras normas  

Começa a valer a partir desta quinta-feira (1º) a proibição da distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, exceto nos casos de calamidade, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior. Nessas situações, o Ministério Público poderá promover o acompanhamento da execução financeira e administrativa.  

Também fica vedada a execução de programas sociais por entidade nominalmente vinculada a candidata ou candidato ou por eles mantida, ainda que autorizados em lei ou em execução orçamentária no exercício anterior.  

Ainda em anos eleitorais, a partir de 1º de janeiro, é proibido realizar despesas com publicidade dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, que excedam a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos que antecedem o pleito.  

Além da Lei das Eleições, as condutas vedadas aos agentes públicos que possam comprometer a igualdade de oportunidades entre pessoas candidatas nos pleitos eleitores estão previstas no capítulo V da Resolução TSE nº 23.735/2024. 

ELEIÇÕES COM NOVO ‘XERIFE’: KASSIO, INDICADO POR BOLSONARO, ASSUMIRÁ O TSE NESTE ANO

 

O ministro Kassio Nunes Marques será o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nas eleições deste ano. A troca de comando na corte está prevista para ocorrer a dois meses do primeiro turno da disputa, e virou motivo de apostas da direita e de aliados de Jair Bolsonaro, responsável por nomeá-lo, por uma uma guinada na condução da Justiça Eleitoral.

Nunes Marques – como é chamado – é hoje o vice-presidente do TSE e assume a cadeira de titular no final de agosto, com o término do mandato da atual presidente, a ministra Cármen Lúcia. Primeiro indicado de Bolsonaro a ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), o futuro presidente é considerado um magistrado de perfil discreto. Ele integra o TSE desde 2023.

Em junho de 2022, Nunes Marques provocou reações indignadas no Supremo ao suspender, em decisão individual, os efeitos de uma sentença de cassação do deputado estadual Fernando Francischini (União Brasil-PR), aliado de Bolsonaro. O deputado, à época, era acusado de difundir notícia falsa sobre as urnas eletrônicas. A perda do mandato havia sido ordenada pelo colegiado do TSE por 6 votos a 1.

Além do próprio Nunes Marques, a troca de comando colocará na cúpula do a mais alta corte eleitoral do país outro escolhido de Bolsonaro: o ministro André Mendonça assumirá a vice-presidência.

O TSE tem sete ministros, sendo três do STF, dois do STJ (Superior Tribunal de Justiça) e dois representantes da advocacia. Eles exercem mandatos de dois anos, com possibilidade de uma recondução – a exceção é para os integrantes do STJ, que ficam por apenas um biênio.

Quatro fatores levam analistas a apontar o pleito como um dos mais imprevisíveis e tensos desde a redemocratização, o que amplia os desafios de quem estará no comando do tribunal. Será a primeira eleição após a condenação e a prisão de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Além disso, há os reflexos institucionais do julgamento, com os atritos entre os poderes em escalada, a polarização na cena política do país e o uso intensivo de ferramentas digitais e de inteligência artificial nas campanhas.

Dobradinha
Considerados os mais “conservadores” entre os integrantes do Supremo, Nunes Marques e André Mendonça podem representar uma mudança de perfil na condução da imagem do TSE. Em uma palestra no início de dezembro, Mendonça mencionou a dobradinha e o que chamou de “perfil discreto” de ambos .

“O TSE será presidido pelo ministro Kassio e terá eu como vice-presidente nas eleições”, disse o ministro no evento Arko Talks. “Vamos esperar a discrição, imparcialidade, fundamentação dessas decisões, ouvir as partes de todos os lados”, completou.

Mendonça afirmou ainda que “as tensões naturais de uma disputa eleitoral” não devem impedir a tentativa de se “criar um ambiente de estabilidade” e de “igualdade de tratamento e igualdade no processo de decisão”.

Combate à desinformação
A troca de comando no TSE não deve, na prática, interferir nas campanhas de combate às falsas notícias e de defesa do sistema eleitoral e das urnas eletrônicas, nem surtir efeito nos julgamentos de casos que continuam sendo analisados conforme as leis e de forma colegiada.

O presidente da corte coordena o funcionamento da Justiça Eleitoral, preside as sessões, representa o órgão institucionalmente e decide questões administrativas. O TSE julga ações de candidatos, de partidos e outras que tratam de forma geral sobre o processo eleitoral. O tribunal é também o último grau de recurso de processos julgados pelas cortes eleitorais dos estados.

Para a oposição e aliados de Bolsonaro, no entanto, a dobradinha dos indicados do ex-presidente virou munição para o discurso em defesa de mudanças de postura do TSE. Duas lideranças do PL no Congresso disseram ao PlatôBR acreditar que o “ativismo judicial eleitoral” de 2022, sob o comando de Alexandre de Moraes, está com seus “dias contados”.

Esses aliados de Bolsonaro torcem por uma atuação menos “intervencionista” da corte em temas como propaganda nas redes sociais, liberdade de expressão em discursos, incluindo o debate sobre o sistema das urnas, e uso de inteligência artificial nas campanhas.


JUAZEIRO DO NORTE RECEBE MAIOR OBRA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA DO INTERIOR DO CEARÁ, COM INVESTIMENTOS ACIMA DE R$ 130 MILHÕES

 

O fato: Juazeiro do Norte passa por uma ampla reestruturação no sistema de abastecimento de água, com a execução de um conjunto de obras conduzidas pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

O contexto: Os investimentos ultrapassam R$ 130 milhões e envolvem ações estruturantes para reorganizar a distribuição de água no município, reduzir perdas e corrigir problemas históricos de pressão e instabilidade no fornecimento, especialmente em áreas mais afetadas.

Os números: O pacote de obras inclui a implantação de Distritos de Medição e Controle (DMCs), ampliação de redes, perfuração de 14 novos poços tubulares, instalação de novas adutoras e a construção de dois reservatórios metálicos com capacidade total de 25 milhões de litros de água. Mais de 15 mil ligações residenciais estão sendo substituídas e padronizadas, além da implantação de cerca de 150 quilômetros de novas redes.

O impacto: A estimativa é que as intervenções beneficiem mais de 550 mil pessoas, considerando moradores e a população flutuante da cidade. Parte das obras utiliza o método não destrutivo, que permite a substituição de tubulações com menor abertura de valas, reduzindo impactos no trânsito e no pavimento urbano.

O objetivo: Os Distritos de Medição e Controle permitirão o monitoramento do volume de água distribuído por setor, facilitando a identificação de vazamentos, desperdícios e falhas operacionais, além de otimizar o controle do sistema.

O que vem pela frente: Considerada a maior obra da Cagece em execução no interior do Ceará, a reestruturação tem previsão de conclusão em julho de 2026. Ao final, a expectativa é de ampliação da capacidade operacional e maior regularidade no abastecimento de água em diferentes áreas de Juazeiro do Norte.

(Focus)

TUDO NOVO DE NOVO


O último ato do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino sobre as emendas parlamentares mostra o que está por vir em 2026. O Congresso está inconformado com a suspensão da proposta aprovada pela Casa, que visava ressuscitar os recursos não pagos pelo governo entre 2019 e 2023, e decidiu que irá procurar o magistrado para buscar um acordo. Hugo Motta (Republicanos-PB) quer evitar atritos com o Judiciário, mas tudo indica que acabarão voltando ao mesmo impasse. Dino está irredutível e, para a surpresa de ninguém, janeiro começará com um embate entre os dois Poderes. 

Quem está tranquilo com isso é o Planalto — que se vê fora dos holofotes e sem desgaste para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

por Luana Patriolino com Eduarda Esposito

QUASE METADE DOS MINISTROS DEVE DEIXAR GOVERNO PARA DISPUTAR ELEIÇÕES

 

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caminha para uma das maiores reformulações ministeriais do atual mandato a partir de abril, quando ministros que pretendem concorrer nas eleições de 2026 precisarão se desincompatibilizar dos cargos. A estratégia definida no Palácio do Planalto é manter a máquina funcionando sem interrupções, promovendo majoritariamente os secretários-executivos — os chamados “números 2” das pastas — que, em geral, têm perfil mais técnico do que político. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

A expectativa é de que quase metade da Esplanada passe por mudanças. A medida, segundo a articulação do Planalto, busca impedir que o governo perca ritmo em obras, programas e entregas, num período em que Lula pretende elevar sua popularidade para disputar a reeleição.

Em conversa com jornalistas em meados de dezembro, Lula reconheceu que a saída de auxiliares será ampla e indicou que não pretende barrar a decisão de ninguém:

“Eu sei que tem uma enxurrada de ministros que vai sair, acho que pelo menos 18. Não vou impedir ninguém de sair, vou apenas torcer”, disse o presidente.

Segundo o desenho discutido internamente, o número de desligamentos pode chegar a 22 ministros, com Lula também sinalizando que pretende conversar pessoalmente com os auxiliares que devem deixar seus postos nos próximos meses.

Haddad e Lewandowski puxam a fila — mas sem candidatura confirmada

Dois nomes aparecem como os primeiros a deixar o governo: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, e Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça. Nenhum dos dois, segundo o relato, pretende disputar eleição, mas ambos comunicaram a intenção de saída.

Haddad disse que já conversou com Lula sobre o tema e, dias depois, indicou que pode se despedir do cargo ainda em fevereiro. Seu plano seria colaborar com a campanha de reeleição do presidente, embora Lula já tenha afirmado publicamente que gostaria de vê-lo candidato em São Paulo — opção defendida por setores do PT, que o pressionam a disputar o governo estadual ou o Senado.

No Ministério da Fazenda, Haddad trabalha para que o comando fique com seu secretário-executivo, Dario Durigan, garantindo continuidade da política econômica.

Já Lewandowski comunicou a Lula em 23 de dezembro que considera sua missão cumprida e quer uma rotina mais tranquila perto da família. Diferentemente da Fazenda, a sucessão na Justiça permanece indefinida.

Alckmin pode sair do MDIC e abrir espaço para Márcio Elias Rosa

Outro movimento relevante envolve o vice-presidente Geraldo Alckmin, que ocupa também o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Ele teria de deixar o cargo caso dispute eleição em São Paulo — hipótese defendida por parte do PT — ou se for novamente o parceiro de chapa de Lula na campanha presidencial.

Nesse cenário, o secretário-executivo Márcio Elias Rosa, ex-procurador-geral do Ministério Público de São Paulo, aparece como possível substituto.

Mudanças no Planalto: Casa Civil, SRI e comunicação no radar

Entre as pastas instaladas no Palácio do Planalto, a reforma deve alcançar Casa Civil e Secretaria de Relações Institucionais (SRI). O ministro Rui Costa pode sair em abril para concorrer ao Senado pela Bahia, e a tendência é que o posto fique com a secretária-executiva Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento no governo Dilma Rousseff.

Na SRI, Gleisi Hoffmann deve tentar novo mandato pelo Paraná. O substituto ainda não está definido, mas uma das possibilidades apontadas é a promoção do secretário-executivo, o diplomata Marcelo Costa.

Há ainda a hipótese de saída de Sidônio Palmeira, ministro da Comunicação Social, caso ele assuma a coordenação do marketing da campanha de Lula à reeleição.

Lista de ministros que podem deixar o governo até abril

Fora do Planalto, o conjunto de saídas pode ser amplo e envolver ministérios centrais. Entre os nomes citados como prováveis ou possíveis candidatos estão:

  •  Marina Silva (Meio Ambiente)
  •  Simone Tebet (Planejamento)
  •  Jader Filho (Cidades)
  •  Waldez Goés (Integração Nacional)
  •  Renan Filho (Transportes)
  •  Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos)
  •  Wolney Queiroz (Previdência)
  •  Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário)
  •  André Fufuca (Esporte)
  •  André de Paula (Pesca)
  •  Macaé Evaristo (Direitos Humanos)
  •  Sonia Guajajara (Povos Indígenas)
  •  Anielle Franco (Igualdade Racial)

Desses, Renan Filho, do MDB, é apontado como o único com perspectiva de disputar um governo estadual: ele pretende voltar ao comando de Alagoas, que governou entre 2015 e 2022.

Outros ministros são mencionados como potenciais candidatos ao Senado, enquanto parte do grupo teria projetos de candidatura à Câmara.

Marina e Tebet: decisões ainda dependem de Lula

Entre os nomes citados, dois casos se destacam por dependerem diretamente das decisões do presidente: Marina Silva e Simone Tebet.

No caso de Marina, a discussão envolve a possibilidade de candidatura ao Senado por São Paulo. Se a estratégia não avançar, ela pode tentar renovar o mandato de deputada, com a ressalva de que talvez precise mudar de partido, diante de conflitos internos na Rede Sustentabilidade. Para substituí-la no Meio Ambiente, o nome mais forte é o do secretário-executivo João Paulo Capobianco, que tem trajetória consolidada na área ambiental e dentro da própria pasta.

Já Tebet avalia disputar o Senado pelo Mato Grosso do Sul — seu estado de origem — ou por São Paulo. A decisão deve ser tomada no primeiro semestre. A expectativa é que seu secretário-executivo, Gustavo Guimarães, com ampla experiência na área econômica, assuma o comando do Planejamento.

Infraestrutura deve seguir a “solução caseira”

A lógica de promover os “números 2” aparece com mais força nos ministérios de infraestrutura, para evitar atrasos e descontinuidade em obras.

Em Transportes, o nome citado como provável sucessor é George Santoro, ex-secretário da Fazenda de Alagoas. Em Portos e Aeroportos, a tendência é a promoção de Tomé Franca, com passagem por cargos estaduais em Pernambuco.

A avaliação no Planalto é que, em áreas com cronogramas sensíveis, trocas políticas com nomes externos poderiam gerar um período de adaptação e reduzir a capacidade de execução.

Outras saídas possíveis: França, Silveira e Camilo Santana

Além do grupo principal, também são mencionadas saídas adicionais até abril, como:

  •  Márcio França (Empreendedorismo e Pequena Empresa), que sonha com uma candidatura em São Paulo
  •  Alexandre Silveira (Minas e Energia), citado como possível postulante ao Senado por Minas Gerais
  •  Camilo Santana (Educação), que pode deixar o MEC para tentar voltar ao governo do Ceará, diante da ameaça representada pela pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) no cenário estadual

No caso do Ceará, Camilo é visto como um nome mais competitivo do que o atual governador Elmano de Freitas, aliado do presidente.

Troca recente no Turismo sinaliza novo método de recomposição política

Antes do fim do ano, Lula já promoveu uma mudança relevante: o Ministério do Turismo passou por troca após a saída de Celso Sabino, substituído por Gustavo Feliciano, indicado por uma parcela da bancada do União Brasil e aliado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Sabino, segundo o relato, foi expulso do União Brasil por não respeitar a decisão da legenda de deixar o governo e agora procura uma sigla para se candidatar ao Senado pelo Maranhão.

Estratégia eleitoral e continuidade administrativa

A reconfiguração planejada por Lula combina cálculo eleitoral com continuidade administrativa. Ao apostar em secretários-executivos, o Planalto tenta garantir que as entregas continuem sem sobressaltos num período decisivo, em que o governo busca reduzir ruídos, manter obras em andamento e apresentar resultados concretos.

Ao mesmo tempo, o movimento abre espaço para reposicionamentos partidários e rearranjos internos — tanto nas alianças quanto nas disputas regionais — que devem marcar o início de 2026 como um dos momentos mais sensíveis do mandato, com o governo já operando sob lógica de campanha.

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Mt 4,12-17.23-25)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Jesus pregava a Boa-Nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

-Glória a vós, Senhor

Naquele tempo, 12 ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13 Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14 no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15 "Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16 O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz; e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz". 17 Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: "Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo". 23 Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. 24 E sua fama espalhou-se por toda a Síria. Levavam-lhe todos os doentes, que sofriam diversas enfermidades e tormentos: endemoninhados, epiléticos e paralíticos. E Jesus os curava. 25 Numerosas multidões o seguiam, vindas da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia, e da região além do Jordão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.