Senador admitiu distanciamento do ministro da Educação, mas reforçou que estará com Elmano no pleito de outubro; declaração ocorre em meio a críticas públicas da família Ferreira Gomes ao ministro da Educação
A declaração, dada ao correspondente do O POVO em Brasília, João Paulo Biage, ocorre em meio ao acirramento de críticas públicas de integrantes da família Ferreira Gomes ao ministro.
Cid governou o Ceará entre 2007 e 2014 e foi o principal fiador político da candidatura de Camilo ao Palácio da Abolição, em 2014. À época deputado estadual pelo PT e menos conhecido publicamente, Camilo foi escolhido por Cid como sucessor, consolidando a aliança que manteria o grupo no comando do Executivo estadual por mais oito anos.
Após dois mandatos como governador, Camilo deixou o cargo em 2022 para disputar o Senado, sendo eleito com votação recorde no Ceará. A sucessão daquele ano, no entanto, marcou uma inflexão na relação entre os grupos que faziam parte da base.
Cid defendia a manutenção da então governadora Izolda Cela à frente da candidatura governista. Derrotado internamente no PDT, que lançou Roberto Cláudio, afastou-se da campanha e não participou ativamente da disputa que terminou com a vitória de Elmano de Freitas (PT) ainda no primeiro turno.
O processo também aprofundou a cisão entre os irmãos Cid e Ciro Gomes, que passaram a trilhar caminhos distintos na política cearense.
(OPOVO)