quarta-feira, 8 de abril de 2026

MARÇO DE 2026 REGISTRA MENOR NÚMERO DE MORTES VIOLENTAS DA SÉRIE HISTÓRICA DO CEARÁ

 

Taxa caiu 44,9% em relação ao mesmo período no ano anterior; em Fortaleza, a queda foi de 64,5%

Em março de 2026, o Ceará registrou o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) de sua série histórica. O anúncio foi feito pelo governador Elmano de Freitas, nesta terça-feira (7), no Centro Integrado de Segurança Pública (CISP). O índice apresentou queda de 44,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Fortaleza, a redução foi ainda maior: 64,5%.

"O dia de hoje é um dia de agradecer muito aos nossos profissionais da segurança pública. Só estamos no caminho certo pela dedicação de todos os senhores. Neste período, tivemos um fortalecimento de todas as nossas forças de segurança. Esse resultado é, acima de tudo, um muito obrigado aos senhores. Tenho certeza que a sociedade cearense irá cada vez mais reconhecer o trabalho feito pelos senhores”, destacou o governador Elmano de Freitas.

O número de CVLIs, em todo o Ceará, também caiu ao comparar o primeiro trimestre (janeiro, fevereiro e março) de 2026 em relação ao do ano passado: 35,3%. No mesmo período, o índice apresentou queda de 58% na Capital e de 51,9% na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, agradeceu todo o empenho e trabalho de todos os envolvidos na redução dos números, além de também agradecer o apoio do governador Elmano de Freitas. “Não é por acaso que todos esses indicadores estão tendo bons resultados. Muito obrigado aos nossos servidores e é uma grande satisfação estar nesta missão com os senhores. O Ceará se organizou, se estruturou, deu continuidade aos trabalhos, adotou diversas medidas e estratégias e está fazendo história. Tivemos o Carnaval menos violento, a Semana Santa menos violenta, um dia sem homicídio depois dê quatro anos. Espero que os senhores se orgulhem muito desses resultados”, disse.

Queda em crimes contra o patrimônio

Outro dado positivo apresentado pelo governador Elmano de Freitas foi a queda dos Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) no Ceará, no mês de março de 2026, em comparação com o ano passado. No período, os roubos apresentaram diminuição de 46,2%, enquanto os furtos caíram 16,6%.

“Esses dados são consistentes, mas precisamos intensificar cada vez mais o nosso trabalho. Vamos fortalecer ainda mais as nossas forças de segurança. Os resultados são claros que o caminho está correto, mas vamos fortalecer ainda mais os senhores para que os resultados possam ser melhores. Os senhores terão todo o meu apoio para que possamos reduzir cada vez mais esses índices”, completou o chefe do Executivo Estadual.

Em relação ao primeiro trimestre de 2026, os CVPs também apresentaram queda. A redução de roubos em todo o Ceará foi de 43,2%. Em Fortaleza, o índice reduziu em 42,8% e na RMF a taxa caiu em 58,3%.

Confira os índice em todas as regiões do Ceará.

IZOLDA GANHA O MUNDO APÓS DERROTA EM SOBRAL

 

Izolda Cela participou de um dos maiores eventos internacionais de educação, no Suriname. Reconhecida pelo trabalho na alfabetização, apresentou experiências do Ceará, especialmente o programa de ensino na idade certa.

Derrotada na eleição municipal de Sobral, Izolda amplia agora sua atuação internacional. O caso reforça o contraste entre reconhecimento externo e resultado eleitoral local. Fica a reflexão: o eleitor cearense precisa qualificar melhor suas escolhas?

(Blog Roberto Moreira)

CÂMARA APROVA REGRAS PARA TRANSIÇÃO DE GOVERNO E PREVÊ PUNIÇÃO POR OMISSÃO DE DADOS

 

Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece regras para a transição administrativa entre governos após as eleições. A proposta cria um conjunto de obrigações para garantir que o chefe do Executivo eleito tenha acesso a informações e condições necessárias para assumir o cargo sem prejuízos à continuidade da gestão pública.

O texto segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa para a redação final e, posteriormente, vai para a análise do Senado Federal.

Pelo texto, o período de transição começa após a proclamação do resultado eleitoral e segue até a posse, nos casos em que não há reeleição. Nesse intervalo, o governante que deixa o cargo e o eleito deverão indicar, em até 72 horas, uma equipe de transição formada por representantes de ambos os lados.

ELEIÇÕES: MAIS DE 155 MILHÕES DE BRASILEIROS VÃO ÀS URNAS EM 04 DE OUTUBRO

 

Em 4 de outubro deste ano, mais de 155 milhões de brasileiras e brasileiros vão às urnas para confirmar, pelo voto direto e secreto, as candidatas e os candidatos que os representarão pelos próximos anos. A votação ocorrerá simultaneamente nos 26 estados, no Distrito Federal, em diversas localidades no exterior e no arquipélago de Fernando de Noronha, que escolherá representantes para o Conselho Distrital. 

Em disputa estarão os cargos de presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador de estado e do Distrito Federal, senador (duas vagas), deputado federal, estadual e distrital. Os eleitores brasileiros que residem em outros países, porém, só poderão votar para presidente e vice. 

Como ocorre em toda eleição, a votação é realizada no primeiro e no último domingo de outubro. Assim, se necessário, o eleitorado voltará às urnas no dia 25, data do 2º turno. 

Série de reportagens 

A partir desta sexta-feira (3), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passa a publicar a série de reportagens “Por Dentro das Eleições”, sobre os principais assuntos reunidos nas 14 resoluções que vão disciplinar as Eleições 2026 

Com linguagem simples e objetiva, as matérias abordam de maneira didática as normas que deverão guiar eleitores, partidos políticos e candidatos. A publicação ocorrerá uma vez por semana, às sextas-feiras, entre abril e outubro. 

Na primeira reportagem, você confere de que forma se dá a preparação do pleito (Resolução nº 23.751/2026) e como funcionam os sistemas eleitorais (Resolução nº 23.677/2021). 

Quem pode votar? 

Nas Eleições 2026, poderão votar em qualquer turno as eleitoras e os eleitores com 16 anos ou mais que, até 6 de maio, estiverem em dia com a Justiça Eleitoral. Vale lembrar que o voto é obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e aqueles que tenham 16 e 17 anos. 

Ordem de votação 

Cada candidato ou partido político possui um número de identificação utilizado pelo eleitor na hora de votar. Ao digitar o número do candidato, o eleitor verá na tela da urna o nome, a fotografia, o cargo em disputa e a sigla do partido.  

Primeiramente, serão registrados os votos referentes às eleições proporcionais e, em seguida, os relativos às eleições majoritárias, na seguinte ordem: 

  • deputado federal; 
  • deputado estadual ou distrital; 
  • senador (primeira vaga); 
  • senador (segunda vaga); 
  • governador; e 
  • presidente da República.

TRE-CE CONFIRMA CONDENAÇÃO DE VAIDON OLIVEIRA POR USO DE 'CANDIDATURA LARANJA' NAS ELEIÇÕES DE 2018

 

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) confirmou, na terça-feira (7), a condenação do ex-deputado federal Vaidon Oliveira pelo uso de "candidatura laranja" da própria cunhada nas eleições de 2018 e o desvio de verbas de campanha. A sentença foi de três anos de reclusão e multa. 

Débora Ribeiro, candidata a deputada estadual em 2018, é casada com o irmão do ex-deputado, o suplente de vereador de Fortaleza, Tam Oliveira – os dois também foram condenados pela Justiça Eleitoral. A prisão, no entanto, foi substituída por medidas "restritivas de direitos", não detalhadas na sentença. 

A condenação chega quase oito anos depois da eleição citada, e quase quatro anos depois de Vaidon Oliveira encerrar o mandato de deputado federal para o qual foi eleito em 2018A denúncia foi feita pelo Ministério Público Eleitoral em 2023

O desembargador eleitoral José Maximiliano Machado Cavalcanti, que apresentou o voto divergente vencedor no julgamento do recurso eleitoral sobre o caso, relatou os embargos de declaração na sessão desta terça e negou provimento a eles, o que foi acompanhado por unanimidade na Corte.

(Ponto Poder - DN)

UNIÃO BRASIL PERDE FORÇA NO CEARÁ APÓS DEBANDADA E EXPÕE FRAGILIDADE DO GRUPO DE MOSES

 

Após perder o controle da federação partidária para Capitão Wagner, o deputado Moses Rodrigues assumiu o comando do União Brasil no Ceará como um “prêmio de consolação”. A missão era reorganizar e fortalecer o grupo no estado.

O resultado, porém, seguiu na direção oposta. A legenda perdeu força, viu sua bancada estadual ser esvaziada e assistiu à saída de aliados importantes.

O movimento mais simbólico foi a desfiliação do suplente Heitor Freire, que deve assumir mandato em acordo com Moses, mas optou por deixar o partido e migrar para o Podemos.

O cenário expõe fragilidade interna e levanta dúvidas sobre a capacidade de articulação do grupo no Ceará às vésperas das eleições de 2026.

(com informações de Luciano Clever n’O Otimista)

O QUE DIZEM NO PT SOBRE OS RUMORES DE ‘PLANO B’ DE LULA

 

Com certa frequência, os rumores de que o presidente Lula não será candidato à reeleição neste ano vêm à tona em diversas análises de conjuntura política que levam em conta fatores como desaprovação do governo, idade de Lula, força do bolsonarismo, receio de perder depois de quatro vitórias para o Planalto e, ainda, pouco espaço para a conquista do centro político no cenário nacional.

Embora sejam elementos importantes, a ideia de que Lula prepara o “plano B” é recebida por petistas com acesso a Lula como algo irreal, como “desejo da classe dominante, travestido de análise política”, “matéria para tapar buraco”, ou mesmo “maldade de quem teme enfrentar o presidente das urnas”.

Ultimamente, Lula tem usado palanques e redes sociais para reforçar a imagem de novas lideranças do partido e, como quem pega pela mão, chamar a atenção para petistas como o ex-ministro Camilo Santana (Educação) e o próprio Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda, que será o nome do PT ao governo de São Paulo. Fez o mesmo com Guilherme Boulos, deputado e maior liderança do PSOL, levado pelo presidente para o Palácio do Planalto para fazer a interface do governo com movimentos sociais. 

Ao falar bem de Camilo Santana, por exemplo, em uma entrevista no Ceará, Lula apresenta o ex-ministro como um player, no entanto, não para essa eleição nem para o lugar dele de poder. “Quem acha que o Lula aceitaria ser substituído, não conhece a figura que ele é”, disse um petista das antigas, que sempre foi crítico do modo paternalista com que Lula trata o partido que ele criou.

Esses acenos de Lula de certa forma respondem às criticas, que recebe há décadas dentro do partido, de que não deixa que outros nomes cresçam à sua margem e lhe façam sombra. Além dos argumentos que evocam as características pessoais de Lula, outro ponto é citado pelos petistas que minimizam o impacto do crescimento da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para alguns correligionários do presidente, a visão de que o PT foi surpreendido com o crescimento do Flávio é “desinformada ou maldosa” e que Lula sempre enfrentou rejeição alta em suas eleições.

Tem um limite
“Nós nunca ganhamos no primeiro turno, mas todo mundo sabe que o Lula tem um patrimônio eleitoral incrível e tem sua rejeição, afinal, ele é um político rodado”, declarou um ex-presidente do partido, sob reserva. “Além disso, Lula sabe também que, por mais que ele seja forte, faça ginástica, existe o fato de ele não pode ser candidato em 2030, caso reeleito. Só isso já coloca um limite objetivo para ele. Mas ele está muito bem, está consciente do desafio que tem pela frente e não está discutindo a substituição dele”, disse um interlocutor assíduo do presidente.

O PT já decidiu que Camilo Santana será um cabo eleitoral importante no Ceará e aposta em seu potencial de transferência de prestigio como “padrinho político” de Elmano de Freitas (PT), que tentará a reeleição. Haddad vai para a disputa em São Paulo e também é visto como um substituto de Lula, mas não para essa corrida presidencial, seria para as próximas. “É claro que Haddad, por ter sido prefeito de São Paulo e candidato ao Planalto em 2018 ocupa a pole position na substituição de Lula. Mas isso não está em discussão”, disse um dirigente do partido.

Do ponto de vista do PT, outro aspecto desestimula a ideia de trocar o candidato. Lula sempre foi considerado bom de voto e muita gente no partido se preocupa com o dia que ele não puder mais disputar eleições.

(PLATOBR)

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Lc 24,13-35)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

-Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: "O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?" 19 Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos responderam: "O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu". 25 Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: "Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?" 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 7 de abril de 2026

ELEIÇÕES 2026: CIDADÃO TEM UM MÊS PARA TIRAR TÍTULO OU REGULARIZAR SITUAÇÃO ELEITORAL

contar de segunda-feira (6), cidadãs e cidadãos aptos a votar nas Eleições 2026 têm até 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências na Justiça Eleitoral, de acordo com o calendário eleitoral deste ano.

Após esta data, ou seja, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral estará fechado para o recebimento de novas requisições referentes ao pleito, marcado para 4 de outubro (1º turno). A medida cumpre, assim, a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), que estabelece o fechamento do cadastro 150 dias antes do pleito.


Além de não poder votar, quem estiver com o título cancelado ou irregular pode enfrentar outras restrições previstas em lei.

Quem precisa tirar o título?

O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiras e brasileiros a partir dos 18 anos e facultativos para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos em serviço militar obrigatório não podem se alistar.

Documentos

Para tirar o título e garantir o direito de votar no pleito, a eleitora ou o eleitor deve apresentar alguns documentos. Confira quais são: 

  • documento oficial de identificação com foto (como carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte);
  • comprovante de residência recente;
  • comprovante de quitação do serviço militar para homens que completam 19 anos no ano do alistamento.

É importante que o documento de identificação permita a comprovação da nacionalidade brasileira e contenha foto que possibilite a identificação. 

Como solicitar o título 

O pedido pode ser feito de duas formas:

  • pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE);

  • presencialmente, nos cartórios eleitorais ou postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

Quem optar pelo atendimento on-line deve ficar atento: a biometria precisa ser coletada presencialmente. Por isso, a recomendação é não deixar para a última hora. 

No caso de quem vai tirar o primeiro título, é necessário fazer o requerimento pela internet até esta segunda-feira (6 de abril), de modo a garantir tempo suficiente para comparecer ao cartório e concluir o atendimento até 6 de maio. 

Alistamento pode começar aos 15 anos

A legislação permite que o alistamento eleitoral seja feito a partir dos 15 anos. Neste caso, o título de eleitor é emitido, mas a pessoa somente poderá votar, de forma facultativa, nas eleições deste ano se tiver completado 16 anos até o dia 4 de outubro.

ALECE CHEGA AOS 191 ANOS COMO SÍMBOLO DA CONSTRUÇÃO POLÍTICA E SOCIAL DO CEARÁ

 

A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) completa, nesta terça-feira (07/04), 191 anos de atuação como uma das principais instituições responsáveis pela construção política e social do Estado. Criada em 1835, ainda no período imperial, a Casa atravessou diferentes contextos históricos e consolidou-se como espaço de debate, elaboração de leis e representação da população cearense.

Para o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri (PSB), celebrar o aniversário da Casa significa buscar a evolução para atender a população cearense. “Um parlamento com história de 191 anos significa tradição e transformação. Uma busca constante para evoluir, para entender as necessidades do tempo presente e entregar à sociedade a tradução, em forma de trabalho, de um povo que se adapta aos novos desafios. Somos democracia, somos esperança, somos aprendizagens. Todos os dias”.

ORIGEM E MARCOS DO PALRMENTO CEARENSE

A origem do Parlamento cearense está diretamente ligada às transformações políticas do Brasil no século XIX. De acordo com o historiador, educador e curador do Memorial Deputado Pontes Neto da Alece (Malce), Mateus Django, a criação da Assembleia decorre de um processo iniciado com a Constituição de 1824, que instituiu os Conselhos Provinciais, ainda subordinados ao poder central.

“Esses Conselhos Provinciais estavam abaixo do Poder Moderador, onde todo o poder político se centralizava na mão do imperador. Então, essas decisões poderiam ser retificadas ou suspensas”, explica.

Segundo ele, a busca por maior autonomia das províncias levou à criação das assembleias legislativas. “Em 1834, vamos ter o Ato Adicional, que vai estabelecer as Assembleias Legislativas Provinciais e, dentre elas, vai surgir a Assembleia Legislativa da Província do Ceará. Então, a partir desse processo, em 1835 se dá início aos trabalhos da Assembleia”, destaca. O primeiro presidente da Alece foi José Martiniano de Alencar.

Nos primeiros anos de funcionamento, a Assembleia Legislativa tinha como principal função definir os direitos políticos na então província do Ceará, em um contexto marcado por restrições à participação popular. Sobre a época, Mateus Django ressalta que o perfil dos ocupantes das cadeiras parlamentares era bastante limitado. 

“Para poder fazer parte, era preciso ser homem branco, letrado, ter 25 anos ou mais e possuir uma renda mínima. Então, quem decidia as leis eram essas elites, formadas por militares, membros da Igreja, professores, bacharéis e magistrados”, detalha.

Ao longo de quase dois séculos, a Alece acumulou marcos importantes, tanto no campo político quanto institucional. Entre eles estão as mudanças de sede, que refletem o crescimento da Casa. 

Inicialmente instalada em um espaço conhecido como “Salinha”, no Centro de Fortaleza, a Alece passou temporariamente por onde hoje é localizado o Liceu do Ceará e pela antiga Intendência Municipal, até se estabelecer no Palácio Senador Alencar, onde permaneceu por cerca de um século. Funciona em sua sede atual desde 1966, com o Plenário 13 de Maio inaugurado em 1977.

Palácio Senador Alencar, sede da Assembleia Legislativa entre 1871 a 1977. Hoje o prédio localizado na rua São Paulo abriga a sede do Museu do Ceará - Foto: Arquivo/Malce

No campo político, destacam-se debates históricos, como os relacionados à abolição da escravidão no Ceará e à elaboração da Constituição Estadual de 1947, que reforçou direitos após o período ditatorial do Estado Novo. “Vamos ter deputados que vão ser a favor da abolição e deputados que vão ser contra. E também a Constituinte de 1947, que vai trazer um destaque importante para a questão da educação no Ceará”, pontua.

Outro aspecto destacado é o fortalecimento do papel da Alece como espaço de participação popular. Ao longo dos anos, a instituição ampliou serviços e canais de diálogo com a sociedade. “O fato de a Assembleia estar aberta, nessa busca de aproximar a população da própria Casa Legislativa, com a expansão de seus serviços e esse processo de escuta dos deputados, é extremamente importante”, avalia o historiador.

Ele reforça que as comissões da Casa e o próprio Plenário 13 de Maio são espaços fundamentais de debate público e construção coletiva. “Esses processos políticos são pensados nas comissões e decididos em voto no plenário, com divulgação das leis, o que aproxima cada vez mais a Assembleia do povo cearense”.

MEMÓRIA

A preservação da história do Parlamento também é um dos pilares da instituição, com destaque para o trabalho desenvolvido pelo Malce. “O memorial tem como papel não só preservar a memória da política do Ceará, mas também construir cidadania e consciência política”, afirma.

Entre as iniciativas está o programa educativo O Parlamento e sua História, que aproxima estudantes da realidade legislativa. “Levar a possibilidade de um aluno conhecer como funciona a Casa, conhecer deputados e entender o debate político é fundamental para formar consciência política nas novas gerações”, explica.

EX-PREFEITO DE SOBRAL, IVO GOMES ASSUME CARGO NO BNDES

 

Ivo Gomes (PSB), ex-prefeito de Sobral e membro da família Ferreira Gomes, assumiu o cargo de Assessor Chefe de Departamento no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A informação foi divulgada nesta segunda-feira (6), após publicação em suas redes sociais.

Através do Instagram, o político postou uma imagem do crachá da empresa. "Começando uma nova fase. Por aqui às ordens", escreveu na legenda da publicação.

Em nota ao PontoPoder, o BNDES detalhou que o novo cargo de Ivo está vinculado à presidência da empresa, atualmente sob comando de Aloizio Mercadante.

A instituição também afirmou que ele "se dedicará as agendas de desenvolvimento da Região Nordeste e contribuirá na elaboração de programas sociais do BNDES, em especial a agenda de segurança pública".

Além de ter sido chefe municipal de Sobral por dois mandatos seguidos, entre 2017 e 2024, Ivo também exerceu quatro legislaturas como deputado estadual. Ao fim do cargo como prefeito, ele voltou a atuar na Procuradoria Geral do Município (PGM) de Fortaleza, da qual se licenciou novamente para assumir as funções no banco.

Com as divergências dentro da família Ferreira Gomes, Ivo se inclinou para o lado do irmão Ciro Gomes (PSDB) ainda no início deste ano. Na ocasião, ele chegou a romper com o atual governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), e declarou que faria campanha para Ciro em uma eventual candidatura.

(PONTO PODER - DN)

DEPOIS DO FIM DA JANELA PARTIDÁRIA, FORÇAS ANTI-LULA CONSOLIDAM PRESENÇA NA CÂMARA

 

O fim da janela partidária no último sábado, 4, que selou o período em que os parlamentares podem mudar de partido sem perder o mandato, demonstrou o quanto o ambiente do Congresso é dominado pelas bancadas de centro-direita, contrárias ao governo Lula. As maiores fluxos ocorreram entre partidos como o União Brasil, o PP e o PL, que conseguiram manter a hegemonia na casa. A principal federação da base de Lula se manteve como terceira força na Câmara no novo desenho.

No total, cerca de 120 deputados mudaram de legenda. Os números ainda estão sendo fechados e podem ser alterados nos próximos dias com as confirmações das filiações, no entanto, é possível perceber que, apesar de ser o partido que mais mingou na janela partidária, o União Brasil, por exemplo, comandado pelo empresário Antônio Rueda, ainda fará parte da maior bancada da Casa devido à federação formada com o PP.

No saldo entre os que saíram e os que chegaram ao União Brasil, a sigla perdeu 8 cadeiras: 29 deputados deixaram a legenda, sendo 9 rumo ao PL, 5 em direção ao Podemos e mais 5 diluídos em outras legendas. Em compensação, o União Brasil recebeu 21 novos deputados. Comandado pelo senador Ciro Nogueira (PI), o PP perdeu 3 parlamentares.

Apesar das baixas, a União Progressista, federação formada pelas duas legendas, deve permanecer como a maior bancada da Câmara, com 100 deputados federais, 51 do União Brasil e 49 do PP. Com a concentração de parlamentares mais alinhados à direita, a tendência dessa bancada é levar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O PL foi um dos partidos que mais cresceu em presença na Câmara: ganhou 10 novos deputados e terá uma bancada de 97 a 100 parlamentares, um tamanho semelhante ao da federação União Progressista.

Base do Planalto
A federação governista formada por PT, PCdoB e PV somará 81 parlamentares. O PT perdeu a deputada Luizianne Lins (CE), que deixou a legenda rumo à Rede, mas recebeu a filiação do deputado Paulo Lemos (AP), que saiu do PSOL. Assim, o partido de Luiz Inácio Lula da Silva permanecerá com uma bancada de 67 deputados federais.

Presidido pelo prefeito de Recife, João Campos, o PSB obteve um saldo de 4 deputados a mais, contando com 9 novas filiações, mas com 5 saídas. A bancada do partido agora terá 20 deputados, uma retomada de fôlego após o pior resultado do partido, em 2022, quando elegeu apenas 15 parlamentares. O PSB recebeu principalmente deputados que migraram do PDT, sigla que está entre as que mais perderam filiados proporcionalmente. O PDT teve a saída de 8 deputados e a entrada de apenas um. A bancada pedetista passou de 16 para 9 deputados.

Maior crescimento
O Podemos, partido liderado pela deputada Renata Abreu (SP), foi o que mais cresceu proporcionalmente nesta janela partidária, recebendo ao menos 13 migrações e perdendo 2 filiados. Com isso, o partido salta de 15 para 26 deputados.

Entre os que tiveram pouca mudança na bancada está o PSD, que subiu de 47 para 49 representantes na Câmara. O PSDB conseguiu manter o número de 18 deputados federais, podendo chegar a 19. Foram 7 saídas e 11 adesões. O número representa um aumento relevante diante dos 13 parlamentares que compunham a bancada tucana. A federação entre o PSDB e o Cidadania passa a contar agora com 20 deputados.

(LUCIANA LIMA)