A Avenida Desembargador Moreira, no bairro Dionísio Torres, foi tomada pela 4ª Marcha em Defesa das Mulheres, iniciativa da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece), por meio da Procuradoria Especial da Mulher (PEM). Parlamentares, servidores e entidades parceiras caminharam em defesa dos direitos das mulheres, partindo da concentração, na sede da PEM, até a Praça da Imprensa, em uma mobilização que pediu justiça, igualdade e o fim da violência contra as mulheres.
O evento reuniu entidades de defesa dos direitos da mulher e representantes do Poder Legislativo de municípios cearenses. A caminhada seguiu ao som do batuque do Bloco Frida Khalo, e a chegada à praça contou com a banda Essas Mulheres.
A marcha teve o objetivo de operar como um reforço público de encorajamento para a mulher que está em situação vulnerável, segundo a procuradora Especial da Mulher da Alece, deputada Juliana Lucena (PT). “Não é só uma marcha. É um grito coletivo, é um grito por todas as mulheres que já foram silenciadas, que já tiveram medo e se sentiram só. E eu quero dizer para elas que vocês não estão sozinhas. Nenhuma mulher merece passar por nenhum tipo de violência”, reforçou a procuradora, que destacou o clima de animação dos presentes.
A primeira-dama da Alece, Tainah Marinho Aldigueri, fala durante a mobilização - Foto: Junior Pio
PRESENÇA DE MUNICÍPIOS
A Procuradoria Especial da Mulher da Alece garantiu a participação de diversos municípios cearenses na 4ª Marcha em Defesa das Mulheres. A procuradora Especial da Mulher no município de Trairi, vereadora Vivianne Macedo (Solidariedade), enalteceu a atuação do órgão na cidade.
“A PEM do Trairi tem feito parceria com órgãos e equipamentos públicos para conseguir acolher, orientar e defender os direitos das mulheres. Me sinto realizada pelo surgimento da Procuradoria, e os resultados já estão surgindo”, disse a vereadora.
Vereadora Vivianne Macedo, do município de Trairi - Foto: Pedro Albuquerque
Representando São João do Jaguaribe, a procuradora Especial da Mulher no município, vereadora Maria do Socorro (PSD), contou que é a terceira vez que participa da marcha promovida pela Alece. “É um momento muito importante para nós, mulheres. Para mim, no sentido de representá-las pela minha cidade. A marcha é sobre a união de todas nós todas”, celebrou a parlamentar.
Vereadora de São João do Jaguaribe, Maria do Socorro está à frente da PEM do município - Foto: Pedro Albuquerque
Sobre os altos índices de feminicídio, a deputada estadual suplente Professora Zuleide (Psol) e representante da Frente das Mulheres do Cariri, frisou a importância de redes de apoio. “Nós estamos num momento em que temos tudo para ter uma grande rede de combate à violência contra a mulher. Esse alto índice de feminicídio tem muito a ver com um cenário onde as mulheres não aceitam mais o machismo e denunciam, e isso é preocupante. Não basta ter política pública para diminuir esses números, é preciso erradicar a violência”, denunciou a deputada.
Professora Zuleide - Foto: Pedro Albuquerque
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Ações de combate à violência de gênero fazem-se cada vez mais necessárias para além dos muros da Casa do Povo cearense e da intensa produção legislativa nesse âmbito. Em 2025, o estado do Ceará registrou o maior número anual de casos de feminicídio na série histórica iniciada em 2018. Entre janeiro e dezembro, foram 47 ocorrências - em média, uma mulher foi assassinada a cada oito dias. Os dados foram compilados e divulgados pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública do Estado do Ceará (Supesp-CE). No ano anterior, 41 mulheres foram mortas no Estado. Ou seja, em um ano, os casos de feminicídio aumentaram quase 15%.
SERVIÇOS
A 4ª Marcha em Defesa das Mulheres ofertou, por meio do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Alece, aferição da pressão arterial e glicemia e divulgação de informações para a população, por meio da Célula de Nutrição. O evento contou com a entrega de mudas pela Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima (Sema) e pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma), além de uma feira de artesanato, composta apenas por empreendedoras.
DENUNCIE
Na Procuradoria Especial da Mulher da Alece, as mulheres vítimas de violência encontram acolhimento e atendimento realizado por uma equipe multidisciplinar, formada por assistentes sociais, psicólogas, advogadas e outros profissionais com treinamento especializado. Os atendimentos podem ser realizados de forma presencial, na sede da PEM, localizada na Avenida Desembargador Moreira, 2.930 - A, ou de forma virtual, por meio do Zap Delas (85) 99814.0754.
Para denunciar episódios de violência contra a mulher, disque para a Central de Atendimento à Mulher, número 180.


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