quinta-feira, 15 de outubro de 2026

FIM DA ESCALA 6x1: QUANDO COEMEÇA A VALER E QUAIS SÃO AS REGRAS

 Aprovado em definitivo pelo Congresso Nacional nesta quarta-feira (14), o fim da escala 6x1 não será imediato. A proposta de emenda à Constituição (PEC) garante dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem corte salarial. As primeiras mudanças ocorrerão dois meses após a publicação da emenda constitucional.

O Senado aprovou a PEC 221/2019 em dois turnos, por 75 votos a um em cada votação. Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e não sofreu alterações, falta apenas a promulgação pelo Congresso, prevista para os próximos dias.

Mudanças começam a valer dois meses após promulgação da emenda constitucional, o que deve ocorrer nos próximos dias.Arte Congresso em Foco

Os efeitos da mudança dependerão da jornada atual de cada trabalhador. Quem cumpre 44 horas em cinco dias terá a carga horária reduzida, mas continuará com duas folgas semanais. Já quem trabalha 40 horas distribuídas em seis dias ganhará um dia adicional de descanso, sem redução salarial. A PEC também estabelece exceções ao controle de jornada e permite regimes especiais para determinadas atividades.

Será a primeira redução do limite constitucional da jornada semanal desde 1988, quando a Assembleia Nacional Constituinte diminuiu a carga máxima de 48 para 44 horas. Segundo estudo do Ipea citado no parecer do Senado, mais de 31 milhões de vínculos celetistas tinham jornada registrada de 44 horas semanais em 2023, embora nem todos cumprissem a escala 6x1.

Veja o que muda na prática, quem terá direito e quando as novas regras começam a valer.

Veja as principais mudanças que devem ocorrer após a promulgação da emenda constitucional. Arte Congresso em Foco

Quando acaba a escala 6x1 e começa a jornada de 40 horas?

As mudanças ocorrerão em duas etapas, contadas a partir da publicação da emenda constitucional:

  • Após dois meses: a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais, com direito a dois dias de descanso remunerado.
  • Após 14 meses: o limite será reduzido para 40 horas semanais, mantidas as duas folgas.

Durante a transição, acordos ou convenções coletivas poderão autorizar jornadas diárias superiores a oito horas para acomodar as 42 horas semanais. A data exata de início das mudanças dependerá da publicação da emenda.

O que muda para quem trabalha 44 horas em cinco dias por semana?

Também terá a jornada reduzida, sem corte salarial, mas continuará com dois dias de descanso semanal. A diferença estará no número de horas trabalhadas por dia. Quem hoje cumpre 44 horas de segunda a sexta-feira, por exemplo, trabalha em média 8 horas e 48 minutos por dia. Com a redução definitiva para 40 horas, passará a trabalhar 8 horas diárias, uma diminuição de 48 minutos por dia, ou quatro horas por semana.

Na etapa intermediária, o limite semanal será de 42 horas. A distribuição dessa carga em cinco dias, com jornadas de 8 horas e 24 minutos, dependerá de acordo ou convenção coletiva, conforme prevê a PEC.

Quem já trabalha 40 horas semanais terá algum ganho?

Depende da quantidade de dias trabalhados. Quem cumpre 40 horas de segunda a sexta-feira e já tem dois dias de descanso não terá redução obrigatória da jornada nem direito a uma terceira folga. Já quem trabalha 40 horas distribuídas em seis dias passará a ter direito a duas folgas, sem redução salarial. A empresa precisará reorganizar os horários para manter a jornada nos dias restantes, respeitando os limites legais.

A mesma regra de descanso alcança quem trabalha menos de 40 horas semanais, mas ainda cumpre seis dias de serviço. A PEC não determina redução proporcional das jornadas que já estejam dentro do novo limite.

As duas folgas serão obrigatoriamente aos sábados e domingos?

Não. A PEC estabelece dois dias de descanso remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. As folgas não precisam ser consecutivas. Excepcionalmente, acordos ou convenções coletivas poderão prever compensações, desde que o trabalhador tenha, em média, dois dias de descanso por semana ao longo do mês e pelo menos uma folga a cada período máximo de sete dias.

O salário e o valor da hora trabalhada vão mudar?

O salário não poderá ser reduzido em razão da diminuição da jornada ou do aumento das folgas. A proibição também alcança os pisos salariais das categorias e os contratos de trabalho em vigor. Para quem recebe salário mensal e tiver a jornada reduzida, o valor da hora normal aumentará.

Um empregado que recebe R$ 2.200 por mês por 44 horas semanais, por exemplo, tem como referência habitual uma hora normal de R$ 10. Com a redução para 40 horas, esse valor passará a R$ 11, mantido o salário mensal — aumento de 10% no valor da hora.

As horas extras continuarão permitidas?

Sim. A PEC não proíbe horas extras, que continuarão sujeitas às regras trabalhistas sobre limites e remuneração adicional. A redução da jornada normal também poderá elevar o valor das horas extras dos empregados que tiverem o salário-hora aumentado.

O que acontece com a escala 12x36?

A PEC não proíbe expressamente a escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso, utilizada em setores como saúde e vigilância. O relator da proposta no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), rejeitou uma emenda que pretendia assegurar expressamente a continuidade desse regime, sob o argumento de que ele já está previsto na CLT. A compatibilidade da escala com as novas regras constitucionais, porém, poderá exigir regulamentação ou interpretação da Justiça do Trabalho.

Quem são os superempregados e por que ficarão sem controle de jornada?

A PEC estabelece uma exceção para empregados da iniciativa privada com diploma de ensino superior e remuneração mensal de pelo menos duas vezes e meia o teto dos benefícios do INSS. Em 2026, isso corresponde a R$ 21.188,88. Esses profissionais, chamados informalmente de "superempregados", ficarão fora das regras gerais de duração e controle de jornada, salvo previsão favorável do empregador ou em acordo ou convenção coletiva.

Na prática, poderão trabalhar mais de 40 horas semanais sem que o excesso, por si só, gere direito a horas extras. A exceção poderá alcançar empregados que não exercem cargos de chefia. O direito aos dois dias de descanso semanal permanece. A dispensa do controle de jornada também não se aplica aos empregados públicos.

Algumas categorias poderão ter regras diferentes?

Sim. A PEC permite que uma lei estabeleça regimes diferenciados de jornada e descanso para determinadas atividades, respeitados os limites constitucionais. O texto não especifica quais categorias poderão ter essas regras especiais. A regulamentação poderá tratar de particularidades de setores que precisam manter atividades contínuas, como hospitais e serviços de vigilância.

Essa possibilidade não significa que essas categorias estejam automaticamente dispensadas dos novos limites de jornada e descanso. A Constituição também preserva a regra específica de seis horas diárias para turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação coletiva.

Empregados domésticos e servidores públicos serão beneficiados?

Os empregados domésticos também serão alcançados. A Constituição já assegura à categoria os direitos relativos à duração do trabalho e ao repouso semanal remunerado. No setor público, é necessário distinguir empregados contratados pela CLT de servidores estatutários. Os primeiros estão abrangidos pelas normas trabalhistas pertinentes. Já os estatutários seguem regimes jurídicos próprios e não terão automaticamente a jornada reduzida pela PEC.

As empresas receberão compensação pela redução da jornada?

A PEC não prevê compensação financeira automática, subsídios ou desoneração de encargos para as empresas privadas. O texto, porém, permite que uma lei complementar estabeleça medidas transitórias para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego.

Para empresas que prestam serviços ao poder público, a PEC prevê o ajuste de contratos em vigor para preservar o equilíbrio econômico-financeiro diante da redução da jornada. Os aditamentos deverão ser formalizados em até um ano, observadas as condições previstas no texto. Os trabalhadores terceirizados desses contratos também terão direito às duas folgas semanais após dois meses da publicação da emenda, independentemente do aditamento.

O que acontece se a empresa descumprir as novas regras?

O descumprimento poderá resultar em cobranças trabalhistas e atuação dos órgãos de fiscalização, conforme a legislação aplicável. A PEC não estabelece multas próprias. Dois meses após sua publicação, também perderão efeito as cláusulas de acordos e convenções coletivas incompatíveis com as novas regras de jornada e descanso.

O que falta para a PEC entrar em vigor?

A promulgação pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, seguida da publicação oficial. Diferentemente de um projeto de lei, uma proposta de emenda à Constituição aprovada em dois turnos pelas duas Casas não depende de sanção do presidente da República e não está sujeita a veto presidencial. Cabe ao presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), convocar sessão para promulgação da emenda constitucional. A partir da publicação, começam a ser contados os prazos de transição estabelecidos na PEC.

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Lc 11,47-54)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 47 "Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48 Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52 Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar". 53 Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

CIRO GOMES PEDE CASSAÇÃO DA CHAPA DE ELMANO DE FREITAS E REALIZAÇÃO DE NOVAS ELEIÇÕES PARA GOVERNO DO CEARÁ

A campanha de Ciro Gomes (PSDB), derrotado no primeiro turno da disputa pelo Governo do Ceará para Elmano de Freitas (PT), entrou nesta quarta-feira (14) com uma ação na Justiça Eleitoral pedindo a cassação da chapa adversária e a realização de novas eleições no estado.


Ao longo do primeiro, a campanha de Elmano de Freitas exibiu inserções na TV e no rádio que vinculava Ciro Gomes a Bolsonaro.

Ciro recorreu na Justiça do Ceará mandando retirar as propagandas. A Justiça deu ganho de causa a Ciro e substituiu propagandas eleitorais de Elmano por direito de resposta do adversário.

A campanha de Elmano recorreu em uma instância superior, e o ministro Dias Toffoli, do STF, autorizou novas inserções a favor do petista para compensar as perdas anteirores.

Com a decisão de Toffoli, Elmano teve propaganda eleitoral até o sábado, 3 de outubro, véspera da eleição.

No dia da votação, em 4 de outubro, Ciro Gomes critiou uma decisão do ministro Dias Toffoli, que, segundo ele, desequilibrou a disputa eleitoral.

“A ação pede basicamente a cassação da chapa adversária e a realização de novas eleições”, afirmou o advogado.

(G1CE)

CLÁUSULA DE BARREIRA PÕE DOIS FEDERAIS A MAIS NO COLO DO PSB DE CID GOMES

 

O PSB de Cid Gomes poderá ampliar sua bancada na Câmara dos Deputados com uma possível filiação de Giordanna Mano e Emanuel Acrízio, eleitos em 2026 pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade).

A articulação ganha relevância após a federação não alcançar a cláusula de desempenho, condição que restringe seu acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita, embora os mandatos conquistados permaneçam assegurados.

📊 Os números da eleição:

🗳️ Giordanna Mano: 235.848 votos
🗳️ Emanuel Acrízio: 57.192 votos
🏛️ Dois mandatos federais em discussão nos bastidores

Giordanna tem uma ligação política com o PSB por meio do marido, Júnior Mano, que integra a legenda e mantém proximidade com Cid Gomes. Já Emanuel Acrízio possui vínculos políticos com a gestão do prefeito Evandro Leitão, em Fortaleza.

Para o PSB, a eventual chegada dos parlamentares poderia ampliar sua representação na Câmara, fortalecer a interlocução nacional e aumentar o peso da legenda nas negociações políticas.

A mudança, porém, não representaria transferência automática de recursos partidários ou de tempo de propaganda.

Por enquanto, não há filiações anunciadas. A movimentação permanece no campo das possibilidades e depende das articulações políticas e das condições jurídicas aplicáveis.

Fonte: Focus Poder

ROMEU ALDIGUERI REÚNE APOIO DE GOVERNISTAS E DA OPOSIÇÃO PARA SEGUIR NA PRESIDÊNCIA DA ALECE

 

O presidente da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), Romeu Aldigueri (PSB), reúne manifestações de apoio de deputados governistas e da oposição para continuar à frente do Legislativo estadual no biênio 2027-2028. As articulações ganharam força após as eleições de outubro, que consolidaram o PSB como a maior bancada da Casa.

Entre os parlamentares que defenderam publicamente a recondução estão Fernando Santana (PT), João Jaime (PV), Laís Nunes (PT) e Dra. Silvana (PL), líder da bancada do Partido Liberal na Assembleia.

PSB terá a maior bancada da Assembleia

O PSB elegeu 13 deputados estaduais para a legislatura de 2027 a 2030, enquanto a federação Brasil da Esperança, liderada pelo PT, terá 11 parlamentares. O resultado fortalece a posição política de Aldigueri nas articulações para a composição da próxima Mesa Diretora.

Além do tamanho da bancada, aliados apontam o diálogo com diferentes correntes políticas e a condução administrativa da Assembleia como fatores favoráveis à recondução.

Eleição da Mesa Diretora será definida posteriormente

Apesar das manifestações favoráveis, a composição da Mesa Diretora para o próximo biênio ainda depende de articulações entre os deputados. Outros nomes também são mencionados nos bastidores, e a definição deverá ocorrer em momento posterior.

A eleição interna será responsável por escolher o comando da Assembleia para o período de 2027 a 2028. Até lá, Aldigueri segue reunindo apoios de diferentes partidos, em um movimento que amplia suas condições políticas para buscar a permanência na presidência.

CORTEJADO POR ALIADOS DE FLÁVIO E DE LULA, ALCOLUMBRE PARECE TER ESCOLHIDO UM LADO

 

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), está naquela situação que um legítimo representante do Centrão adora: ainda com poderes para tomar decisões que podem refletir de algum modo na corrida presidencial, ele vem sendo cortejado tanto por aliados de Flávio Bolsonaro (PL) quanto por escudeiros de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em resposta, tem calculado cada passo de olho a possibilidade de ser reconduzido ao comando da casa no próximo ano, mas dá sinais de que está mais disposto a atender um lado que o outro.

No momento, a balança de Alcolumbre parece pender para o lado de Lula. Após atender ao pedido do petista para colocar em votação ainda nesta semana a proposta que altera a Constituição e acaba com a jornada de trabalho 6×1, ele tem se mostrado disposto, segundo integrantes do governo, a também concluir a votação da PEC da Segurança antes das eleições. O texto-base já foi aprovado e o relator, senador Rogério Carvalho (PT), tenta chegar a um acordo para acelerar o processo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, em seguida, submetê-la ao plenário, com o beneplácito de Alcolumbre.

Assim como o fim da jornada 6×1, Lula quer ver a proposta aprovada para reforçar, ainda na campanha, o discurso de que avançou no combate ao crime — ele já chegou a prometer que, tão logo a PEC passe pelo Senado, pretende relançar o Ministério da Segurança Pública. O texto prevê também, entre outras coisas, uma maior integração entre as forças de segurança dos estados com os órgãos federais, motivo pelo qual chegou a ser criticado durante, por meses, por vários governadores.

Se de um lado vem sendo bem explorada por Lula, o desejo de Alcolumbre de seguir no comando do Senado a partir de 2027 também é usado pelos aliados de Flávio Bolsonaro, que o pressionam para que coloque em tramitação ainda neste ano um dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. Senadores do PL argumentam, em favor da ideia, que se Alcolumbre der essa passo, aumentam sensivelmente as chances de ele contar, na tentativa de ser reconduzido, com o apoio da numerosa bancada do partido que toma posse no ano que vem — isso a despeito de o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, já estar trabalhando abertamente para disputar o posto de presidente do Senado.

O esforço da bancada bolsonarista, ao menos por ora, vem se mostrando inútil. Pessoas próximas a Alcolumbre garantem que, neste momento, consideram remotas as chances de ele dar início a um processo para tirar Moraes do Supremo. O ministro é bastante próximo o presidente do Senado. Foi ele, por sinal, quem costurou a reaproximação de Alcolumbre com Lula, após o estremecimento causado pela rejeição do nome do ministro Jorge Messias (Advocacia-Geral da União) para a vaga aberta no STF com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. A lealdade ao amigo também inclui uma dose de autoproteção: assim como Moraes, Alcolumbre também foi pilhado em relações próximas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Outro pedido negado por Alcolumbre a aliados de Flávio Bolsonaro refere-se à votação em segundo turno da PEC da jornada 6×1. O compromisso de Alcolumbre com Lula prevê a conclusão da votação — em primeiro e segundo turnos — antes das eleições. A negativa do presidente do Senado ao pedido para jogar para mais adiante a conclusão da tramitação da proposta foi um dos fatores que levaram Flávio a recuar das críticas à redução da jornada e aniunciar que votará a favor da medida.

(PLATOBR)

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Lc 11,42-46)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 42 "Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as outras ervas, mas deixais de lado a justiça e o amor de Deus. Vós deveríeis praticar isso, sem deixar de lado aquilo. 43 Ai de vós, fariseus, porque gostais do lugar de honra nas sinagogas, e de serdes cumprimentados nas praças públicas. 44 Aí de vós, porque sois como túmulos que não se veem, sobre os quais os homens andam sem saber". 45 Um mestre da Lei tomou a palavra e disse: "Mestre, falando assim, insultas-nos também a nós!" 46 Jesus respondeu: "Ai de vós também, mestres da Lei, porque colocais sobre os homens cargas insuportáveis, e vós mesmos não tocais nessas cargas, nem com um só dedo".

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

CÂMARA DOS DEPUTADOS ABRE CONCURSO PÚBLICO COM SALÁRIOS DE R$ 32 MIL

 

A Câmara dos Deputados anunciou a abertura de um novo concurso público com o objetivo de preencher 66 vagas imediatas e 118 para cadastro de reserva no cargo de analista legislativo. A decisão, que oferece remuneração inicial de R$ 32.070,88, visa fortalecer o quadro técnico da Casa e representa uma oportunidade significativa para profissionais de diversas áreas, garantindo estabilidade e ascensão na carreira pública federal.

Formação e especialidades

O certame abrange carreiras que vão da comunicação social à engenharia, além da especialidade de Registro e Redação, que concentra a maior oferta de postos. Para esta última, o edital exige apenas diploma de curso superior reconhecido pelo MEC, independentemente da área de formação. As demais vagas são destinadas a profissionais com graduações específicas, como jornalistas, relações-públicas, arquivistas, bibliotecários, museólogos e engenheiros.

Processo seletivo e provas

As inscrições podem ser realizadas entre 15/10/2026 e 17/11/2026 pelo site do Cebraspe, mediante taxa de R$ 130. O processo seletivo, que conta com prova objetiva e discursiva, será aplicado em 17/01/2027 em todas as capitais e no Distrito Federal, facilitando o acesso dos candidatos de diferentes regiões.

Validade e convocações

Os aprovados serão lotados em Brasília. Após a homologação do resultado final, prevista para 30/04/2027, a Câmara dos Deputados poderá realizar as nomeações de acordo com a disponibilidade de vagas. O concurso possui validade de dois anos, prorrogável uma única vez, totalizando quatro anos de possibilidade de chamamento para os classificados no cadastro de reserva.

MINISTRO FLÁVIO DINO PARTICIPARÁ DA XVI SEMANA DO DIREITO DA UVA, EM SOBRAL

 

A XVI Semana do Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) confirmou a participação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), como palestrante do evento, que será realizado nos dias 9, 10, 11 e 12 de novembro de 2026, em Sobral.

Jurista, ex-juiz federal e ex-governador do Maranhão, Flávio Dino possui trajetória marcada pela atuação nos campos jurídico e político, além da participação em debates relacionados à Justiça, à democracia e às instituições brasileiras.

A presença do ministro integra a programação desta edição, que tem como proposta promover o conhecimento jurídico, estimular o debate acadêmico e ampliar a reflexão sobre os desafios contemporâneos do Direito e da Justiça no Brasil.

Com o tema “Direito em movimento, justiça que transforma”, a XVI Semana do Direito da UVA reunirá participantes em torno de discussões sobre o papel do Direito na sociedade e suas relações com as transformações sociais e institucionais.

A participação de Flávio Dino amplia a expectativa em torno de uma das principais atividades acadêmicas do curso de Direito da UVA.

CÂMARA TERÁ SEIS DEPUTADOS COM DEFICIÊNCIA EM 2027

 

Seis deputados eleitos para a próxima legislatura (2027-2031) na Câmara dos Deputados declaram ter algum tipo de deficiência. Eles equivalerão a 1,17% do total de 513 deputados, distribuídos da seguinte forma:

Deputados eleitos por tipo de deficiência:

  • auditiva: 2
  • física: 2
  • visual: 1
  • transtorno do espectro autista: 1

Houve um aumento no número de candidaturas de pessoas com deficiência em 2026, em comparação com 2022. Há quatro anos, eram 172 candidatos a deputado federal com deficiência, de acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, foram 205, um crescimento de 19,19%.

Em 2022, apenas dois deputados eleitos declararam ter deficiência. Um possuía deficiência auditiva; outro, visual.

Acessibilidade

A Câmara só computa oficialmente os novos deputados com deficiência após o cadastramento deles na Casa. A informação é solicitada para fins de distribuição de gabinetes e imóveis funcionais acessíveis, caso o parlamentar tenha dificuldades de locomoção.

Os últimos dados catalogados – referentes ao ano de 2025 – registram cinco deputados com deficiência. O aumento em relação à eleição se deve à posse de suplentes.

CONFIRA OS DIFERENTES CENÁRIOS DE VOTAÇÃO PARA O SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES 2026

 

No dia 25 de outubro, data do 2º turno das Eleições 2026, a urna terá menos opções de voto que no 1º turno. A combinação de cargos e consultas varia conforme o estado ou município.  

A depender do local onde a eleitora ou o eleitor vota, há cinco cenários de votação possíveis. Confira o que aparecerá na urna em cada um deles.   

Apenas presidente  

Nos locais sem 2º turno para governador, eleição suplementar para prefeito ou plebiscito, o eleitorado votará apenas para presidente da República (dois dígitos).  

Governador e presidente  

Haverá também votação para escolha de governador no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Tocantins e Rio de Janeiro. Nesses estados, a urna exibirá primeiro o voto para governador e depois para presidente. Para cada cargo, a pessoa digitará dois números.  

Prefeito e presidente  

Haverá votação para prefeito e presidente nos seguintes municípios com eleição suplementar:  

  • Arroio do Sal (RS);  
  • Santana do Itararé (PR); 
  • Porto da Folha (SE); 
  • Macedônia (SP); 
  • Martinópolis (SP); 
  • Narandiba (SP).  

Em cada cargo, o eleitor digitará dois números.  

Prefeito, governador e presidente   

Em Itaguaí (RJ) e Goiatins (TO), onde também terá eleição suplementar, o eleitor votará para três cargos, nesta ordem: prefeito, governador e presidente, todos com dois dígitos.  

Presidente e plebiscito  

Em algumas cidades, além do voto para presidente, os eleitores terão que responder à pergunta de um plebiscito. Veja quais:  

  • Chopinzinho e São João (PR): sobre a redefinição dos limites entre os dois municípios; 

  • Poxoréu e Primavera do Leste (MT): sobre o desmembramento do Distrito de Nova Poxoréu, atualmente em Poxoréu, para incorporá-lo a Primavera do Leste; 

  • Colniza e Cotriguaçu (MT): sobre o desmembramento das áreas conhecidas como Ilhas de Ocupação, no Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, de Colniza para incorporação a Cotriguaçu.  

Nesses locais, a pessoa votará primeiro para presidente, digitando dois números, e depois responderá à pergunta exibida na urna.   

Horário de votação  

A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nas cidades com fuso horário diferente.   

Quem esteve apto para votar no 1º turno e não compareceu poderá votar normalmente no 2º turno. A Justiça Eleitoral considera cada etapa uma eleição independente. A ausência anterior continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa.  

Colinha eleitoral  

Apesar do número mais reduzido de escolhas, a Justiça Eleitoral continua recomendando que a eleitora e o eleitor levem a colinha eleitoral com os números das candidaturas escolhidas. O uso da anotação em papel ajuda a lembrar a sequência e facilita a votação na urna eletrônica.

(TSE)