sexta-feira, 17 de abril de 2026

PRECATÓRIOS DO FUNDEF: 5ª PARCELA COMEÇA A SER PAGA A MAIS DE 50 MIL PROFESSORES DA REDE ESTADUAL

 

A lista de beneficiários segue disponível no site da Seduc

Mais de 50 mil professores da rede pública estadual começam a receber, a partir desta sexta-feira (17), a 5ª parcela do abono dos precatórios do Fundef. O anúncio foi feito pelo governador Elmano de Freitas nas redes sociais. Ao todo, serão destinados mais de R$ 162 milhões a profissionais que estiveram em atividade entre 1998 e 2006.

“Já está na conta o recurso do precatório do Fundef, mais uma parcela depositada em reconhecimento aos nossos profissionais da educação”, afirmou o governador, que também destacou a parceria com o sindicato APEOC para a liberação do benefício.

A Secretaria da Educação (Seduc) disponibiliza, no Sistema Precatórios, a consulta de valores por meio do Índice Multiplicador Anual (IMAi). Na plataforma, também é possível acompanhar recursos apresentados e seus encaminhamentos. Em caso de dúvidas, a Seduc orienta o envio de mensagens exclusivamente para o e-mail precatorios@seduc.ce.gov.br.

PAPA VISITA HOSPITAL SÃO PAULO EM DOUALA E LEVA CONFORTO AOS PACIENTES

 

Após o encontro com a multidão que participou da Santa Missa no estádio Japoma, em Douala, nesta sexta-feira, 17, o Papa ofereceu carinho e conforto aos pacientes internados no Hospital Católico São Paulo, em uma visita privada. Acompanhado pela diretora, ele esteve com alguns pacientes. A instituição, administrada pela Arquidiocese de Douala, está localizada no bairro de Bassa. Houve um momento de reflexão na capela, e o Papa permaneceu no pátio para uma breve saudação aos funcionários e a alguns pacientes.

Todos os dias, sem interrupção, o hospital procura oferecer um atendimento médico acessível e de qualidade. Uma atenção especial é dedicada às mulheres. Alguns pacientes puderam, então, apertar a mão do Pontífice, que, com uma ternura desarmante, se aproximou das dores das crianças e dos adultos. Sobre todos, incluindo os familiares presentes, a bênção antes de saudar individualmente os pacientes.

As feridas da alma e as do corpo

Após rezarem juntos o Pai Nosso, o Pontífice teve a oportunidade de entrar nos quartos onde alguns pacientes se encontram internados para tratamento. Ele se aproximou de crianças e idosos. Ao final da visita, pouco antes das 14h locais, Leão XIV partiu para o aeroporto a fim de retornar a Yaoundé, onde o aguarda o encontro com os estudantes e acadêmicos da Universidade Católica da África Central.


GRITOS, CUSPARADA E EUFORIA: 10 ANOS DA SESSÃO DO IMPEACHMENT DE DILMA

Às 23h07 de 17 de abril de 2016, quando Bruno Araújo (PSDB-PE) deu o 342º voto favorável ao prosseguimento do processo de impeachment, a Câmara explodiu. A barreira constitucional havia sido vencida. O plenário foi tomado por gritos de "Brasil! Brasil! Brasil!", bandeiras erguidas, celulares no alto, abraços, selfies, cartazes de "Tchau, querida" e o coro de "Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor". Do outro lado, em menor intensidade, ouviam-se vaias e palavras como "golpistas" e "canalhas".

Naquele domingo atípico no Congresso, a sessão terminou às 23h50. O placar foi de 367 votos a favor, 137 contra, sete abstenções e duas ausências. Formalmente, Dilma Rousseff ainda não estava fora do cargo. Mas a derrota decisiva já havia ocorrido. A Câmara autorizava a abertura do processo no Senado, que a afastaria temporariamente em 12 de maio, por 55 votos a 22, e definitivamente em 31 de agosto, por 61 votos a 20.

Deputados defensores do impeachment exibem facha contra Dilma e o PT na sessão da Câmara que aprovou a abertura do processo.

Deputados defensores do impeachment exibem facha contra Dilma e o PT na sessão da Câmara que aprovou a abertura do processo.Pedro Ladeira/FolhaPress | Sattu Rodrigues | Arte Congresso em Foco

A mais longa sessão da Câmara

O domingo decisivo foi apenas o ápice de uma maratona iniciada na manhã de sexta-feira, 15 de abril. A fase de discussões sobre o impeachment se arrastou por 43 horas e produziu 389 discursos, tornando-se, até então, a sessão mais longa da história da Câmara.

À medida que o cansaço, o cálculo político e o espetáculo televisivo se misturavam, o plenário deixava de ser apenas espaço de deliberação e se convertia em arena. A votação seria constitucional no rito, mas emocional no ambiente.

Câmara sob cerco

A Casa se preparou para aquele fim de semana como quem se prepara para uma batalha. O acesso foi restringido, a visitação suspensa, e todos que entravam no Congresso, inclusive servidores e jornalistas, passavam por detector de metais e raio X. Para circular nas áreas mais sensíveis, como Salão Verde, galerias e plenário, era preciso portar credenciais especiais com selo holográfico, que delimitavam o deslocamento de cada pessoa.

A moldura de segurança reforçava a percepção de que não se tratava de mais uma votação relevante, mas de um momento excepcional. Antes mesmo de começar, a sessão já era tratada como histórica.

Relator do processo de cassação, Jovair Arantes faz a leitura de seu parecer.

Relator do processo de cassação, Jovair Arantes faz a leitura de seu parecer.Renato Costa/Folhapress

O mundo de olho em Brasília

A cobertura transformou o Congresso num palco global. Mais de mil jornalistas pediram credenciamento, e a Câmara esperava atender cerca de 400 profissionais, entre equipes de TV, rádio, jornais, sites e correspondentes internacionais. O Congresso em Foco estava lá, registrando de perto a sessão que redefiniria a política brasileira.

E não era só o jornalismo que filmava Brasília. O impeachment já mobilizava documentaristas interessados em registrar não apenas os discursos oficiais, mas também a liturgia informal do poder: os corredores, os bastidores, os rostos cansados, os sorrisos tensos e a hostilidade à flor da pele.

Um muro para um país rachado

Do lado de fora, a divisão política ganhou forma física. A Esplanada dos Ministérios foi cortada por um muro metálico que separava manifestantes pró e contra o impeachment. De um lado, o verde e amarelo, as buzinas, os cantos e os pedidos de afastamento. Do outro, movimentos sociais, carros de som e a palavra "golpe" martelada a cada fala.

Um muro dividiu manifestantes no dia da votação em frente ao Congresso: à esquerda, defensores de Dilma; à direita, apoiadores do impeachment da presidente.

Um muro dividiu manifestantes no dia da votação em frente ao Congresso: à esquerda, defensores de Dilma; à direita, apoiadores do impeachment da presidente.Ricardo Stuckert/PR

O país rachado deixava de ser figura de linguagem: estava materializado em aço, no centro de Brasília.

A acusação era fiscal, mas a sessão foi política

No papel, a denúncia contra Dilma era fiscal. O processo se apoiava em dois pilares: os decretos de crédito suplementar editados sem autorização do Congresso, em desacordo com a meta fiscal, e os atrasos de repasses no Plano Safra, classificados pelos acusadores como "pedaladas fiscais", ou seja, operações de crédito vedadas com bancos públicos.

A defesa sustentava que não havia crime de responsabilidade, nem dolo da presidente, e que os decretos não aumentaram despesas de forma ilegal. Mas, no Plenário, prevalecia outra tese. As denúncia falavam de orçamento; os discursos falavam de crise, traição, moralidade, corrupção, fé, família e vingança.

Na presidência da Câmara, Eduardo Cunha foi responsável por dar andamento ao pedido de abertura de impeachment contra Dilma.

Na presidência da Câmara, Eduardo Cunha foi responsável por dar andamento ao pedido de abertura de impeachment contra Dilma.Pedro Ladeira/Folhapress

Lava Jato e desgaste político

Esse ambiente não surgiu do nada. A Lava Jato não era a base jurídica do impeachment, mas ajudou a envenenar o ar que o tornou politicamente possível. A operação ampliou a percepção de colapso do sistema político, atingiu partidos centrais da base e da oposição e lançou sobre o governo um desgaste que extrapolava as acusações formais contra Dilma.

A acusação contra a presidente era fiscal. O ambiente que empurrava a votação, porém, era de saturação política generalizada.

O Centrão desembarcou

Ao mesmo tempo, o governo se desmanchava no centro do tabuleiro. O PP desembarcou oficialmente em 12 de abril, por 37 votos a 9, e fechou posição a favor do impeachment. O movimento pressionou outras siglas do chamado Centrão e acelerou a debandada de uma base já corroída.

Na prática, Dilma chegava ao domingo decisivo sem o bloco intermediário que, em Brasília, costuma separar sobrevivência de derrota.

Os desertores do governo

A decomposição da base ganhou um símbolo adicional: seis ex-ministros de Dilma votaram a favor da abertura do processo. O caso mais ruidoso foi o de Mauro Lopes (PMDB-MG). Recém-saído da Secretaria de Aviação Civil, reassumiu o mandato de deputado e votou a favor do impeachment. Dilma reagiu publicamente: "Mauro Lopes votou a favor do impeachment e, portanto, já não é ministro".

O episódio condensou a humilhação política de um governo que já via antigos aliados aderirem abertamente à sua queda.

Mauro Lopes deixou o ministério de Dilma para votar a favor do impeachment da presidente.

Mauro Lopes deixou o ministério de Dilma para votar a favor do impeachment da presidente.Reprodução/TV Câmara

O áudio de Temer

Quatro dias antes da votação, outro sinal de que a transição de poder já parecia em marcha vazou para o país. Michel Temer enviou a aliados um áudio em que falava como se o desfecho na Câmara fosse fato consumado e defendia um governo de "salvação nacional". Disse depois que o envio havia sido acidental.

No Planalto, a gravação foi lida como prova de conspiração. Em Brasília, reforçou a sensação de que o domingo não seria uma decisão em aberto, mas a consagração de uma troca de poder ensaiada nos bastidores.

Entre o rito constitucional e o espetáculo

Dentro do plenário, a sessão produziu um retrato cru da ruptura. Houve discursos solenes, mas também falas performáticas, surtos patrióticos, dedicatórias religiosas e momentos que lembravam mais um programa de auditório do que uma deliberação constitucional.

Um dos episódios mais folclóricos foi protagonizado por Wladimir Costa (SD-PA), enrolado na bandeira do Pará, ao disparar uma pistola de confetes coloridos da tribuna. O gesto, que assustou parte do plenário, resumiu a mistura improvável de liturgia institucional e espetáculo.

Wladimir Costa protagonizou uma das cenas mais curiosas do domingo: soltou rojão de confetes da tribuna da Câmara.

Wladimir Costa protagonizou uma das cenas mais curiosas do domingo: soltou rojão de confetes da tribuna da Câmara.Antonio Barboza/Ascom/Solidariedade

Glauber, Cunha e o cheiro de enxofre

As frases mais duras vieram carregadas de veneno. Glauber Braga (PSOL-RJ), ao votar contra o impeachment, mirou diretamente Eduardo Cunha: "Eduardo Cunha, você é um gângster. E o que dá sustentação à sua cadeira cheira a enxofre".

A fala condensava o principal argumento dos governistas: o de que o processo contra Dilma era conduzido por um presidente da Câmara já afundado em acusações de corrupção e transformado em símbolo da degradação ética do Congresso.

Bolsonaro, Ustra e o instante em que tudo desandou

O ponto de não retorno simbólico veio com Jair Bolsonaro (PP-RJ). Ao votar "sim", o então deputado dedicou a fala ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, a quem chamou de "o pavor de Dilma Rousseff". A homenagem a um nome associado à tortura durante a ditadura empurrou a sessão para um patamar ainda mais grave.

Discussão entre Jean Wyllys e Jair Bolsonaro foi além dos microfones.

Discussão entre Jean Wyllys e Jair Bolsonaro foi além dos microfones.Pedro Ladeira/Folhapress

Logo depois, Jean Wyllys (Psol-RJ), que votou contra o impeachment, cuspiu em Bolsonaro. Mais tarde, disse ter reagido a insultos homofóbicos. Em poucos segundos, a sessão deixou de ser apenas um julgamento político e passou a condensar, ao vivo, a memória da ditadura, a violência verbal e a desintegração da convivência democrática.

Empurrões e exaustão

Nem esse foi o único momento de descontrole. A maratona anterior à votação já havia registrado empurrões, xingamentos e ameaças. O plenário oscilava entre a solenidade forçada e a beira da briga.

Era uma Câmara exausta, cercada, televisionada, pressionada pelas ruas e contaminada por uma crise moral que se espalhava muito além do processo contra a presidente.

Euforia de um lado, luto do outro

Quando Bruno Araújo atingiu o voto 342, a catarse pró-impeachment tomou o plenário. O lado vencedor comemorou como quem vence uma guerra. O lado governista respondeu com a palavra que atravessou todo o processo: "golpe".

A imagem final daquele domingo não foi apenas a de uma vitória parlamentar, mas a de dois campos em estados emocionais opostos: um em euforia, outro em luto político. E foi isso que fez da sessão de 17 de abril algo maior do que uma votação. Ela não apenas empurrou Dilma para o julgamento no Senado; expôs, sem filtros, um Brasil em combustão.

(Congresso em Foco)

DE ASSIS: VOTOS DE GUIMARÃES VÃO PARA SINDICALISTA RAIMUNDO MARTINS E LÍDERES DECIDIRÃO SOBRE SENADO

Nome de confiança de José Guimarães (PT), o deputado estadual De Assis Diniz (PT) falou que o líder sindical rural Raimundo Martins (PT) é quem vai “herdar” o mandato de deputado federal do agora ministro de Relações Institucionais. 


Ao aceitar o convite do presidente Lula (PT) para comandar a pasta no governo federal, Guimarães ficou impedido de concorrer nas eleições de 2026. O petista deixa uma base eleitoral ampla, com força no interior do Ceará. Na última eleição geral, em 2022, Guimarães foi o sexto deputado federal mais votado do estado e recebeu mais de 186 mil votos.

O PT estadual já vinha se preparando para montar a chapa de candidatos à Câmara dos Deputados sem o agora ministro, até porque Guimarães pretendia inicialmente concorrer ao Senado. Raimundo Martins já era colocado como o seu sucessor na Câmara pelo Campo Democrático, grupo do PT Ceará liderado por Guimarães. 

Segundo De Assis, também membro do Campo Democrático, Martins é a prioridade do grupo e a transferência de votos deve ser “orgânica”. 

“O candidato dele (de Guimarães) chama-se Raimundo Martins. A votação orgânica para deputado federal do Guimarães vai para o Raimundo Martins. Podemos aqui ou acolá ver ajuda para um ou outro, podemos, mas nós vamos primeiro garantir que o mandato do Guimarães seja renovado agora na pessoa do Raimundo Martins, que é o nosso pré-candidato a deputado federal”, falou De Assis em entrevista para O Estado nessa quinta-feira (16).

Com histórico no movimento sindical, Raimundo Martins é atualmente vice-presidente do PT Ceará. Ele já foi presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Ceará (Fetraece) e vice-prefeito de Tamboril.

(OEstado)

POR QUE OS CHINESES ESTÃO INVESTINDO NO CEARÁ

 

ano de 2026 registra investimentos de R$ 200 bilhões no Ceará. O Estado passará por profundas mudanças em seu Produto Interno Bruto, assumindo a liderança no Nordeste.

Os chineses estão investindo em data centers para controlar o fluxo de informação por meio da internet, utilizando cabos submarinos. Também estão adquirindo terras para implantar e gerar energia eólica e solar. Além disso, querem abrir uma nova fronteira industrial, que vai da fruticultura ao carro elétrico.

Os chineses enxergaram no Nordeste o que o Brasil não viu: sol, mão de obra disponível e maior proximidade com a Europa, os Estados Unidos e a África.

O ex-prefeito do Recife, João Campos, agora pré-candidato ao Governo de Pernambuco, criticou a letargia do governo estadual e exaltou o trabalho do Governo do Estado do Ceará.

“Elmano foi aos Estados Unidos e à China e trouxe para o Ceará R$ 209 bilhões em investimentos chineses. O Ceará está liderando a pauta econômica.”

O Nordeste sempre foi desprezado pelo Governo Federal, tendo sido olhado de forma diferente apenas nos governos do presidente Lula. O empresariado do Sudeste sempre observou a região com indiferença. A hora da virada chegou: o Ceará é a porta de entrada da economia nordestina.

(Blog Roberto Moreira)

PARTIDOS OFICIALIZAM SEUS LÍDERES NA ALECE

 

A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) divulgou, nesta quarta-feira, 15, a lista oficial com os líderes e vice-líderes das bancadas partidárias. A definição põe fim ao atraso nas indicações, provocado pela espera de alguns partidos pelo encerramento da janela partidária.

Pelas regras internas da Casa, os nomes devem ser informados à Mesa Diretora no início do ano legislativo ou após a formação de blocos, com o aval da maioria dos parlamentares de cada grupo. Em 2026, as atividades foram retomadas no dia 2 de fevereiro, quando foi apresentada a mensagem do governador Elmano de Freitas.

Mesmo assim, siglas como PSD, PSDB, Republicanos e MDB optaram por adiar as escolhas até o fim do período de troca partidária, que ocorreu entre 5 de março e 3 de abril. Durante esse intervalo, parlamentares puderam mudar de legenda sem risco de perder o mandato.

As movimentações alteraram a composição da Assembleia: algumas bancadas cresceram, enquanto outras deixaram de existir, como PDT e União Brasil.

Até o fim de fevereiro, apenas sete partidos haviam definido seus líderes. Com a atualização desta semana, o número subiu para 11 parlamentares ocupando funções de liderança na Casa.

Liderança do Governo

  • Líder: Guilherme Sampaio (PT)
  • Vice-líderes: Agenor Neto (MDB) e Guilherme Landim (PSB)

PSDB

  • Líder: Cláudio Pinho
  • Vice-líder: Heitor Férrer

Psol

  • Líder: Renato Roseno
  • Vice-líder: —

PP

  • Líder: Zezinho Albuquerque
  • Vice-líder: —

PSD

  • Líder: Simão Pedro
  • Vice-líder: Luana Régia

PL

  • Líder: Dra. Silvana
  • Vice-líder: Lucinildo Frota

PSB

  • Líder: Marcos Sobreira
  • Vice-líderes: Sérgio Aguiar e Guilherme Bismarck

Federação PT, PCdoB e PV

  • Líder: Missias Dias
  • Vice-líderes: Jô Farias e Moisés Braz

Mobiliza

  • Líder: Tomaz Holanda
  • Vice-líder: —

Republicanos

  • Líder: David Durand
  • Vice-líder: Fernando Hugo

MDB

  • Líder: Ap. Luiz Henrique
  • Vice-líder: Davi de Raimundão

Fonte: Jornal dos Municípios


OBRAS DE DUPLICAÇÃO DO EIXÃO DAS ÁGUAS AVANÇAM E ATINGEM 60% DE EXECUÇÃO

 

As obras de duplicação do Eixão das Águas seguem avançando no Ceará e já alcançam 60% de execução. A intervenção tem como objetivo ampliar a capacidade de transferência de água do Açude Castanhão para Fortaleza, passando de 11 m³/s para 22 m³/s, reforçando a segurança hídrica da capital e de municípios ao longo do sistema.

Nesta quinta-feira (16), o secretário dos Recursos Hídricos, Ramon Rodrigues, esteve no município de Jaguaribara acompanhando de perto o andamento das obras. Durante a visita, foram vistoriadas a instalação de novas bombas e inversores de frequência, equipamentos fundamentais para garantir o aumento da vazão e a eficiência operacional do sistemas.

“Essa é uma iniciativa muito importante pro Estado porque vai permitir que a gente atenda a demanda de Fortaleza, como também as demandas de produção ao longo do Eixão. O andamento das obras está muito satisfatório”, destacou o secretário.

A duplicação do Eixão das Águas é uma das principais obras estruturantes da política de recursos hídricos do Ceará, ampliando a capacidade de abastecimento e fortalecendo o desenvolvimento econômico e social das regiões atendidas.

A expectativa é de que a obra seja concluída até dezembro, quando o sistema estará apto a operar com a nova capacidade, garantindo mais segurança no abastecimento de água para Fortaleza e os produtores.

LIA GOMES LÊ O PRESENTE, MAS A POLÍTICA EXIGE CONSTRUÇÃO

fala da deputada estadual Lia Gomes (PSB) situa bem o momento no qual Ciro Gomes é (re)lançado por Aécio Neves no marcado político nacional. Sua fala faz um retrato fiel do agora. Sem maquiagem. Sem ilusão. “Não vejo esse clima para isso aqui no nosso país”, diz. A frase resume o ambiente político. Polarizado. Fechado. Pouco permeável a alternativas.

Lia reconhece o ativo político do irmão. Não desqualifica. Pelo contrário. “Eu acho que o Ciro só aceitaria essa proposta se ela viesse com mais robustez”. E aqui está o ponto central. Não é sobre o nome, mas sim sobre estrutura. Tempo de televisão. Recursos. Alianças. Capilaridade. Sem esse conjunto, candidatura presidencial não se sustenta. Vira intenção. Não vira projeto.

O diagnóstico avança quando ela toca na raiz do problema. “A maior parte do povo brasileiro está votando é um contra o outro, não a favor de alguém”. É a síntese da eleição contemporânea. O voto deixou de ser adesão. Virou rejeição. Esse mecanismo empurra qualquer terceira via para fora do jogo antes mesmo da largada.


Nesse cenário, o convite do PSDB a Ciro Gomes nasce limitado. O partido, isoladamente, não entrega densidade nacional. Falta musculatura. Falta rede. Falta lastro político nos estados. E isso pesa mais do que qualquer discurso.

Há ainda um bloqueio estrutural. A esquerda está consolidada em torno do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Não há espaço para dissidências relevantes. O campo que resta é outro. A centro-direita. Fragmentada. Sem liderança clara. Mas, até certo ponto, aberta a uma construção, se houver articulação das boas. Bom, a grosso modo, a única brecha possível é a partir de uma articulação com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Difícil? Sim, muito!

É aqui que a análise de Lia encontra seu limite. Ela descreve com precisão o presente. Mas a política não é estática. O histórico de Ciro Gomes mostra isso. Entrou em disputas com densidade programática, mas sem aliança robusta. Sem palanques fortes. Sem base suficiente. O resultado foi sempre o mesmo. Competiu. Mas não rompeu a polarização. Pior: sua densidade política descresceu entre uma eleição e outra.

Mudar esse padrão exige coordenação política. Exige engenharia. Exige tempo. E exige comando. A responsabilidade recai sobre quem articula o convite. Especialmente Aécio Neves. Não basta chamar um nome competitivo. É preciso criar as condições para que ele exista no jogo. Ba prátic, até aqui, o que Aéco fez foi o que a crônica política chama de “balão de ensaio”. m teste de laoratório para ver o que dá.

Lia tem razão no agora. Mas o agora, em política, é apenas o ponto de partida. O clima que ela não vê não é dado. É construído. Ou não.

(FOCUS)

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Jo 6,1-15)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2 Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3 Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4 Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5 Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: "Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?" 6 Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7 Filipe respondeu: "Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um". 8 Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9 "Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?" 10 Jesus disse: "Fazei sentar as pessoas". Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. 11 Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12 Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: "Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!" 13 Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14 Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: "Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo". 15 Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

CASO MASTER: COMO VORCARO "COMPROU" O APOIO DE PAULO HENRIQUE COSTA, SEGUNDO A PF

 

A Polícia Federal prendeu preventivamente nesta quinta-feira, 16, o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro. A prisão dos dois foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), na quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura crimes do banqueiro Daniel Vorcaro e do banco Master. 

Segundo a investigação da PF, Costa havia acertado com Vorcaro o recebimento de seis imóveis de alto padrão, em Brasília e São Paulo, avaliados em R$ 146.582.649,50, dos quais R$ 74.604.932,47 já teriam sido efetivamente pagos.

Para operacionalizar o pagamento e ocultar a titularidade real dos bens, teriam sido mobilizados fundos de investimento geridos pela Reag, bem como empresas de fachada, atribuídas formalmente a pessoas interpostas. 

Quem operava toda essa engrenagem era o advogado Daniel Monteiro. A PF teve acesso a uma extensa troca de mensagens entre Vorcaro e Costa em que tratavam da escolha dos imóveis. Em alguns dos casos, o ex-presidente do BRB visitou os apartamentos na companhia da esposa.

(PlatoBR)