quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

FUNDEB ULTRAPASSARÁ R$ 370 BILHÕES EM 2026

 

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) deverá movimentar R$ 370,3 bilhões em 2026. A Portaria Interministerial nº 14/2025, que apresenta as estimativas para o exercício deste ano, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira, 31 de dezembro, pelos ministérios da Educação (MEC) e da Fazenda (MF). O crescimento corresponde a um acréscimo de 8,54% no financiamento da educação básica pública em relação a 2025, quando o Fundo fechou o ano com R$ 341,1 bilhões. 

A receita estimada do Fundeb para 2026 será composta por R$ 301,1 bilhões provenientes das contribuições dos estados, do Distrito Federal e dos municípios e por R$ 69,2 bilhões de complementação da União. O cálculo foi realizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação. 

A complementação federal prevista para 2026 representa um aumento de 23,3% em relação a 2025, quando o aporte da União foi de R$ 56,1 bilhões, totalizando R$ 13 bilhões a mais em recursos federais para a educação básica. 

“Esse aumento significativo de recursos impacta diretamente o futuro das nossas crianças, jovens, professores e professoras. Com maior financiamento em 2026, vamos melhorar ainda mais a nossa educação”, afirma o ministro da Educação, Camilo Santana. 

Para Fernanda Pacobahyba, presidente do FNDE, o Fundeb é um pilar fundamental para a equidade na educação pública. “São recursos para melhoria da infraestrutura escolar, aquisição de materiais pedagógicos e valorização docente”. 

Complementação – O crescimento das receitas do Fundeb em 2026 é resultado da elevação das projeções de arrecadação dos impostos e transferências vinculados ao Fundo e da integralização do percentual de complementação da União previsto na legislação do Novo Fundeb, que alcança 23% no próximo ano. Desse total, 10% correspondem à complementação Valor Anual por Aluno (VAAF); 10,5% à complementação Valor Anual Total por Aluno (VAAT); e 2,5% à complementação Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), percentual que encerra o ciclo de ampliação progressiva da participação da União no financiamento do Fundo, conforme estabelecido em lei. 

Aplicação – Do total de recursos do Fundeb, no mínimo 70% devem ser destinados ao pagamento dos profissionais da educação básica em efetivo exercício, reforçando a política de valorização desses profissionais nas redes públicas de ensino. Os 30% restantes devem ser aplicados em ações de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), como melhorias na infraestrutura escolar, aquisição de equipamentos e materiais pedagógicos. 

Matrículas – As estimativas para 2026 consideram um total de 39,3 milhões de matrículas na educação básica pública. No caso da complementação VAAR, 3.076 entes federativos cumpriram as condicionalidades exigidas para o recebimento dos recursos, evidenciando o avanço na adoção de indicadores de melhoria da gestão e dos resultados educacionais. 

Os recursos referentes às complementações da União serão repassados em 13 parcelas mensais, no período de janeiro de 2026 a janeiro de 2027, conforme o cronograma estabelecido na Portaria Interministerial nº 14/2025. As estimativas serão atualizadas a cada quatro meses, conforme determina a legislação do Novo Fundeb, com o objetivo de manter os valores ajustados às projeções de arrecadação ao longo do exercício.

CALENDÁRIO ELEITORAL DE 2026

 

Em pouco menos de um ano, os brasileiros vão às urnas para definir deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente nas eleições gerais de 2026. Mesmo com o 1º turno já confirmado para 4 de outubro, os eleitores e os candidatos devem ficar atentos a outras datas e prazos considerados importantes no calendário eleitoral.

A primeira etapa do pleito ocorre sempre no 1º domingo de outubro — dia 4 em 2026. Já o possível segundo turno para a definição de governadores e presidente está programado para o final do mês: 25 de outubro.

Embora as principais datas estejam na segunda metade de 2026, o calendário eleitoral envolve momentos ainda no primeiro semestre do ano, como o prazo para a desincompatibilização de candidatos que ocupam cargos públicos e até mesmo a regularização do título de eleitor.

Confira as principais datas do calendário eleitoral de 2026

Janela partidária

  • 6 de março a 5 de abril de 2026 – Período no qual deputados federais e estaduais podem mudar de partido político sem correr o risco de perder o mandato por infidelidade partidária. Ocorre sempre seis meses antes das eleições.

Emissão e regularização de título de eleitor

  • Até 6 de maio de 2026 – Prazo final para o fechamento do cadastro eleitoral: alistamento eleitoral, cadastramento biométrico, transferência e regularização do título de eleitor. Os serviços estão disponíveis nos portais dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Registros partidários

  • Até 4 de abril de 2026 – Último dia para registro de estatuto de partidos políticos ou de federações partidárias junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Desincompatibilização

  • Até 4 de abril de 2026 – Prazo para a desincompatibilização de candidatos, ou seja, postulantes devem se afastar de cargos na administração pública para estarem aptos a disputar as eleições.

Registros de candidatos

  • Até 4 de abril de 2026 – Último dia para candidatos poderem se filiar a siglas e alterar o domicílio eleitoral. A data também marca o prazo final para presidente, governadores e prefeitos renunciarem aos mandatos para disputar outros cargos.

Convenções partidárias

  • 20 de julho a 5 de agosto de 2026 – Período para a realização de convenções partidárias, reuniões para escolha de candidatos e outras pautas das legendas visando o pleito eleitoral.

Registros de candidaturas

  • 20 de julho a 15 de agosto de 2026 – Período para apresentação dos pedidos de registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral.

Propaganda eleitoral

  • 16 de agosto de 2026 – Data do início da propaganda eleitoral, o que engloba também o período de campanha nas ruas e de modo virtual, como nas redes sociais.

Eleições 2026

  • 4 de outubro de 2026 – 1º turno
  • 25 de outubro de 2026 – 2º turno

Fonte: Diário do Nordeste

COMPROMISSO ZERO: A FALA DE IVO QUE TENSIONA A BASE DE ELMANO

 

“Não tenho nenhum compromisso, nem de votar, zero compromisso. Está desfeito qualquer tipo de compromisso que a gente tinha”. A fala de Ivo Gomes (PSB) não é um desabafo isolado nem retórica de rádio. Ela precisa ser lida como sinal político, daqueles que costumam anteceder movimentos maiores… e mais silenciosos… no tabuleiro do Ceará.

Ao declarar “compromisso zero” com a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), Ivo rompe publicamente com um arranjo que ele próprio ajudou a construir em 2022. Não é pouca coisa. Naquela eleição, o então prefeito de Sobral foi peça central na engrenagem que garantiu a vitória de Elmano no primeiro turno e impôs uma derrota estratégica ao grupo de Roberto Cláudio, cuja candidatura ao Governo gerou o rompimento do camilo-petismo com a aliança até então hegemônica. No fim das contas, deu-se um resultado que redesenhou o poder no Estado e teve efeitos em cascata, inclusive na eleição municipal seguinte, quando José Sarto naufragou ainda no primeiro turno de Fortaleza.

O Papel de Ivo na Política Cearense
O ponto sensível, agora, não é apenas o afastamento de Ivo em relação ao PT. É o motivo. A aproximação do governo Elmano com o grupo do prefeito de Sobral, Oscar Rodrigues (União), toca num nervo exposto da política cearense: Sobral não é um município qualquer. É território simbólico, histórico e estratégico da familia Ferreira Gomes. Ali, o embate de 2024 foi duro, traumático e, segundo o próprio Ivo, marcado por violência e tentativa de destruição política.

“Por que eu vou estar com uma pessoa que por mim não tem nenhuma consideração? Que se alia a pessoas que só querem o meu mal? Não só querem, tentaram, como tentam diariamente me destruir. Para que vou estar ligado com pessoas que estão alinhadas com outro que é fascista. Porque o que é fascista? É uma pessoa que não acredita na divergência civilizada de ideias. Que acredita que o conflito tem que ser feito com violência”.

Quando Ivo diz que não faz sentido estar aliado a quem se associa a seus adversários diretos, indo além, ao usar o termo “fascista” para caracterizar esse campo, ele está delimitando claras fronteiras. Não apenas pessoais, mas políticas. Para bom entendedor, o recado é claro: há limites para a conciliação.

Mais relevante ainda é o subtexto. Ivo sempre caminhou em sintonia com o senador Cid Gomes, que, para muitos, é o mais brilhante estrategista da política do Ceará. Em 2022, os dois estiveram juntos nas decisões que levaram ao apoio a Elmano no plano estadual e a uma participação apens protocolar na campanha do irmão Ciro Gomes na disputa presidencial. Agora, ao afirmar sem hesitação que faria campanha para Ciro, Ivo recoloca o irmão no centro do jogo estadual. ”Claro que faria [campanha para Ciro], lógico que faria. O Ciro seria o melhor presidente que o Brasil teria, avalie o melhor governador do Ceará”

No “mercado político”, como se costuma dizer, a leitura é inevitável: se Ciro for candidato ao Governo do Ceará, a fala de Ivo abre a hipótese concreta de Cid seguir pelo mesmo caminho. Não como ruptura abrupta, mas como deslocamento gradual provocado, ironicamente por, digamos, uma escolha do próprio governo petista.

O PT, ao buscar ampliar sua base com alianças locais pragmáticas, corre o risco de tensionar demais uma relação que sempre foi sustentada mais por convergência estratégica do que por afinidade ideológica. A declaração de Ivo Gomes não fecha portas, mas acende um alerta. E, na política cearense, alertas raramente são ignorados sem custo.

Em síntese: não se trata apenas de Sobral. Trata-se de 2026. E o relógio, não tão silenciosamente, já está correndo.

(Fábio Campos / Focus)

PRAZO PARA TIRAR O TÍTULO VAI ATÉ 06 DE MAIO

 

As Eleições Gerais de 2026 se aproximam e a Justiça Eleitoral (JE) faz um alerta importante: o prazo para tirar o título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral, regularizar pendências ou atualizar dados cadastrais vai até o dia 6 de maio, ou seja, termina dentro de quatro meses.  

Após essa data, o cadastro eleitoral será fechado e não será possível fazer alterações até depois do pleito. O encerramento ocorre 150 dias antes da eleição, conforme determina a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997). Como o 1º turno do pleito deste ano ocorrerá em 4 de outubro, o dia 6 de maio é a data-limite para o alistamento eleitoral ou para a regularização de pendências perante a JE. 

Quais serviços podem ser feitos até 6 de maio? 

Até o fechamento do cadastro, eleitoras e eleitores podem: 

  • tirar o primeiro título de eleitor; 
  • solicitar transferência de domicílio eleitoral; 
  • atualizar informações cadastrais; 
  • regularizar a situação eleitoral, em caso de pendências. 

Esses serviços podem ser solicitados em qualquer unidade da Justiça Eleitoral, conforme os canais e as orientações dos tribunais regionais eleitorais (TREs). 

Primeiro título de eleitor e o direito de votar 

De acordo com o artigo 14 da Constituição Federal, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para as brasileiras e os brasileiros maiores de 18 anos e facultativos para as pessoas analfabetas, os maiores de 70 anos e os jovens de 16 e 17 anos. 

No entanto, o primeiro título de eleitor pode ser solicitado a partir dos 15 anos, conforme a Resolução TSE nº 23.659/2021, que trata da gestão do cadastro eleitoral. O artigo 30 do texto estabelece que, a partir da data em que a pessoa completar 15 anos, é facultado o seu alistamento eleitoral”. 

Porém, a eleitora ou o eleitor de 15 anos que fizer o alistamento somente poderá exercer, de forma facultativa, o direito de voto nas eleições deste ano se tiver completado 16 anos até a data do pleito (4 de outubro).

PRIMEIRAS VIATURAS SEMIBLINDADAS PARA A POLÍCIA MILITAR COMEÇAM A CHEGAR AO CEARÁ

 

Veículos fazem parte de um investimento de quase R$ 25 milhões e integram as ações de fortalecimento da segurança pública no estado

O governador Elmano de Freitas acompanhou, nesta terça-feira (6), em Fortaleza, a chegada das primeiras 30 viaturas semiblindadas que vão reforçar a frota da Polícia Militar do Ceará (PMCE). A iniciativa integra o conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da segurança pública no estado. Deste modelo, inicialmente, foram adquiridas 136 veículos, investimento na casa de R$ 25 milhões.

Enquanto acompanhava o desembarque dos carros, Elmano de Freitas destacou a importância dessas viaturas para o trabalho diário dos policiais. “Estou aqui com muito orgulho para apresentar essas, que são as primeiras viaturas semiblindadas que estão chegando. Todos esses esforços têm como objetivo garantir a segurança desse grande profissional que protege o povo cearense: o policial militar”, afirmou. Também estiveram presentes o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, e o comandante-geral da PMCE, coronel Sinval Sampaio.

No total, foram adquiridas 136 viaturas semiblindadas do modelo Renault Duster. Até a próxima sexta-feira (9), já estarão em solo cearense 50 novos veículos. “No nosso entendimento, é muito importante garantir mais segurança para o trabalho do policial militar”, complementou o governador. O investimento para a aquisição das viaturas ultrapassa R$ 24,9 milhões.

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, agradeceu o investimento e ressaltou a importância da iniciativa. “Tenho que agradecer pela decisão estratégica e importantíssima de adquirir viaturas blindadas para os nossos policiais. Isso é uma conquista, uma proteção para a vida dos profissionais que trabalham dia e noite protegendo a nossa população”, destacou.

Roberto Sá também comentou a mudança no padrão visual das viaturas, que passam a adotar as cores verde e branca. “Esse novo modelo possui uma identidade visual muito forte com a cor da farda e também atende a um dos quesitos funcionais da Polícia Militar, que é a ostensividade. Dessa forma, aumenta a presença e a visibilidade da corporação”, explicou.

De 2023 para cá, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) já recebeu o reforço de 575 novas viaturas. Com características distintas das viaturas utilizadas anteriormente pela corporação, os novos veículos semiblindados representam um avanço operacional no policiamento ostensivo.

A NOVA ONDA DA OPOSIÇÃO

 

por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito

As narrativas nas redes sociais não deixam dúvidas sobre a primeira estratégia dos bolsonaristas para 2026: espalhar aos quatro ventos que Maduro é Lula e Lula é Maduro. Ainda que a invasão à Venezuela pelos Estados Unidos e a prisão de Maduro tenham sido feitas em total desrespeito às leis e aos tratados internacionais, a ideia dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e do pré-candidato Flávio Bolsonaro será usar essa crise para tentar empatar o jogo depois do desastre da disputa envolvendo o tarifaço. Ali, Lula venceu o embate e ganhou muitos pontos ao manter a soberania que levou à negociação das tarifas.

Crédito: Maurenilson Freire

A aposta do governo brasileiro é de que, até outubro, esse tema ficará em segundo plano. Porém, como seguro morreu de velho, o plano é manter em alto e bom som o discurso de defesa da soberania, da mesma forma como Lula trabalhou na questão das tarifas. Ali, deu resultado. Lula não rompeu relações com os Estados Unidos naquela ocasião e não o fará por causa da Venezuela. A ordem é cuidar mais da vida no Brasil do que se preocupar com o futuro do vizinho.

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Mc 6,45-52)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, aceito pela fé no mundo inteiro!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

-Glória a vós, Senhor

Depois de saciar os cinco mil homens, 45 Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46 Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47 Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48 Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49 Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50 Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: "Coragem, sou eu! Não tenhais medo!" 51 Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52 porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

MICHELLE LEVA LIVRO SOBRE “MASCULINIDADE” PARA BOLSONARO

 

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) visitou, nesta terça-feira (6/1), o marido, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na prisão e levou um livro para ele, que cumpre no local a pena de 27 anos e 3 meses pela condenação por liderar trama golpista. Ela chegou à Superintendência da Polícia Federal por volta das 8h58 carregando a obra de teor religioso A jornada de meninos a homens.
O livro é de autoria do bispo JB Carvalho, publicado em janeiro de 2019, e aborda a transição da infância para a masculinidade sob uma ótica cristã. A publicação aborda temas religiosos em um contexto de crise da masculinidade tradicional, em que se debate a necessidade de ressignificar o papel do homem, fundamentado em valores firmes e exemplos inspiradores.

(Metropoles)

É POSSÍVEL CRITICAR O PRIMEIRO ANO DA GESTÃO NOVO TEMPO?

que vimos ao longo de 2025 não foi – nem de longe – aquilo que foi comprometido “em cartório”. Seria uma administração para ficar na história, quiçá a melhor em 250 anos. A começar pela “festa” para retirar jarros da rua, o esbravejamento “aqui quem manda sou eu”, aquela cena hilária de jogar pixe no calçamento do Belchior e a luta para pintar a cidade de azul, havia indícios de uma política retrógrada.



A saúde de Sobral passou por tantas reviravoltas e acabou com incontáveis reclamações de falta de remédio e de médico nos postos; a mentirosa “indústria das multas” recebeu um aporte contratual e mais blitzes e fotossensores instalados; a humanidade e o respeito aos trabalhadores caíram por terra com perseguições políticas e demissões “de quem não balançou a bandeira”, além da economia que se refletiu na diminuição de profissionais de carteira assinada; nem um tijolo colocado ao sol para uma nova obra e a insistência de não inaugurar aquelas que o prefeito Ivo Gomes deixou prontas, que beneficiariam o povo menos favorecido; o Rio Acaraú e a Lagoa da Fazenda cobertos de plantas e nada de limpeza; o sucateamento da Escola de Música e da Banda Municipal, bem como da Cultura; sequer conseguiram conter os egos no Paço Municipal.
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As gravidades recaem também sobre o orçamento: licitações para contratos vultoso para o lixo – ignorando o consórcio dos resíduos sólidos – e o transporte escolar, gratificações concedidas a esmo e sem critério, secretarias criadas sem necessidade (até porque a razão de ser é a efetividade de políticas públicas, e isso não se viu), contratos firmados para terceiros realizarem atividades que os servidores públicos já faziam, a inaceitável ideia de vender imóveis públicos sem qualquer explicação e razoabilidade financeira, a recomposição salarial sem incluir todos os servidores, afora o caso da STDE, cujos servidores não receberam seus direitos e irão à Justiça.
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Com um orçamento de 1 bilhão e 400 milhões de reais nem limpar a cidade souberam. O amadorismo e o abandono, sem dúvida, são as marcas dessa gestão. Parece mais fácil administrar dinheiro privado e nem sempre, com dinheiro público, basta sentar numa cadeira.
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Por Mendes Júnior, advogado

MINISTÉRIO DA SAÚDE LIBERA RECURSOS PARAS AS SANTAS CASAS

 



Ministério da Saúde publicou uma portaria que destina R$ 1 bilhão para 3.498 hospitais filantrópicos e santas casas de todas as regiões do país. Em nota, a pasta informou que o recurso integra o novo modelo de financiamento do setor, que garante reajuste anual dos valores pagos por procedimentos realizados via Sistema Único de Saúde (SUS), calculado com base na produção hospitalar registrada no ano anterior.

De acordo com o comunicado, o novo modelo de financiamento garante reajustes anuais com valores que variam de duas a três vezes mais quando comparados à antiga tabela SUS para combos de consultas, exames e cirurgias. O repasse será realizado em parcela única, diretamente aos fundos estaduais e municipais de saúde, com expectativa de execução a partir de janeiro.

A pasta informou ainda que, do valor total do repasse, R$ 800 milhões serão destinados ao custeio de procedimentos e R$ 200 milhões, ao incremento do Teto de Média e Alta Complexidade dos estados. “O cálculo do valor a ser repassado considera a produção hospitalar do ano anterior e adota percentual estimado de cerca de 4,4%, superior ao aplicado em 2024, que foi de aproximadamente 3,5%”.

“O investimento reforça a estratégia do Agora Tem Especialistas, programa que reorganiza o financiamento da atenção especializada no SUS e cria incentivos nacionais. Ao fortalecer financeiramente os hospitais filantrópicos, o governo amplia a capacidade do programa de gerar resultados concretos, com mais atendimento, maior previsibilidade para os prestadores e redução das desigualdades regionais no acesso à saúde especializada”, concluiu a pasta.

UNIMED SOBRAL PROMOVE JANTAR DO MÉDICO COOPERADO E ARRECADA DOAÇÕES PARA O PROJETO DR. NOEL

 

Como parte da programação de final de ano, a Unimed Sobral realizou o Jantar Especial do Médico Cooperado, reunindo profissionais para um momento de confraternização, gratidão e solidariedade. O evento também foi marcado pela arrecadação de doações destinadas ao projeto Dr. Noel, iniciativa social da cooperativa voltada ao apoio de instituições e famílias em situação de vulnerabilidade.

Com os valores arrecadados pelos médicos cooperados, foram adquiridas dezenas de cestas básicas, posteriormente entregues à Paróquia do Jordão. A distribuição ficou sob a responsabilidade do Padre Assis, beneficiando famílias acompanhadas pela paróquia.

Para o presidente da Unimed Sobral, Dr. Carlos Arcanjo, a ação reforça o compromisso social da cooperativa. “É uma grande alegria ver nossos médicos cooperados unidos em torno de um propósito tão nobre. O projeto Dr. Noel representa o verdadeiro sentido do cooperativismo: estender a mão a quem mais precisa”, destacou.

QUAL A FORÇA DOS PARTIDOS POLÍTICOS NO CEARÁ PARA NEGOCIAR ESTRATÉGIAS EM 2026?

 

Em meio ao balanço dos trabalhos de 2025 e às projeções para 2026, o governador Elmano de Freitas (PT) recorreu a uma estimativa numérica rápida da força de sua base ao tratar da disputa pela reeleição no próximo ano. No encontro do secretariado realizado no final de dezembro, o petista destacou a quantidade de prefeitos, deputados, vereadores e movimentos sociais que o têm como aliado.

A menos de um ano do próximo pleito, a medição das forças partidárias, o equilíbrio de interesses — muitas vezes concorrentes — entre aliados e a disputa por espaços estratégicos tornaram-se, ao mesmo tempo, o maior trunfo e o principal sinal de alerta do campo governista. Do lado da oposição, o cálculo é semelhante, mas parte de uma lógica defensiva: conter perdas, reagrupar forças e atrair lideranças insatisfeitas com as articulações conduzidas pelo Palácio da Abolição.

Na hora de sentar à mesa para negociar alianças, ganham mais peso as legendas que já ocupam espaços institucionais relevantes, seja na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), na Câmara dos Deputados, no Senado Federal seja no comando de prefeituras cearenses.

Um indicativo claro desse jogo de forças foi o próprio discurso de Elmano aos secretários. Ao elencar as entregas previstas para 2026, o governador fez questão de frisar que conta com o apoio de cerca de 180 prefeitos, 36 deputados, “uma pancada de vereadores” e movimentos sociais organizados.



Na Alece, o PT ocupa nove cadeiras, formando a segunda maior bancada da Casa. Já na Câmara dos Deputados, a legenda conta com três parlamentares cearenses. Entre eles está José Guimarães (PT), líder do Governo Lula, que pretende ser uma das peças centrais da eleição de 2026. O deputado federal é pré-candidato ao Senado, uma das vagas mais disputadas tanto no campo governista quanto na oposição.

A pretensão de Guimarães, no entanto, encontra concorrência interna. A deputada federal Luizianne Lins (PT) também se coloca como pré-candidata ao Senado, acirrando a disputa dentro da própria legenda.

Atualmente, o PT já ocupa uma cadeira na bancada cearense no Senado, com Augusta Brito, que exerce o mandato enquanto Camilo Santana está licenciado para comandar o Ministério da Educação. A pressão interna do partido para ampliar essa representação, porém, esbarra nos interesses de outras siglas do amplo arco governista, que também buscam espaço na chapa majoritária de 2026.

PSB

Se o PT concentra o comando do Executivo estadual, o PSB aparece como um dos principais pilares da base governista. A sigla figura entre aquelas com maior capilaridade territorial e peso institucional no Estado, fatores que a colocam em posição privilegiada nas negociações para 2026.

O partido se destaca, sobretudo, pelo controle de um grande número de prefeituras. Ao todo, são 72 administrações municipais, o que representa mais de um terço dos municípios cearenses. Essa presença territorial, especialmente no Interior, garante ampla influência regionalizada.

Na Assembleia Legislativa do Ceará, o PSB também exerce papel central. A bancada é a maior da Casa, com 12 parlamentares, incluindo a Presidência do Legislativo estadual. Na Câmara dos Deputados, a legenda tem uma cadeira na bancada cearense.

Entre as principais lideranças locais, o PSB tem como figura central o senador Cid Gomes, que segue como um dos nomes mais influentes da política cearense. O ex-governador é o principal articulador de uma extensa rede de influência partidária entre prefeitos e, por anos, comandou o grupo governista no Estado.

Cid mantém forte poder de articulação nas mesas de negociação. Nos últimos meses, tem reiterado que não pretende disputar a reeleição, mas passou a defender a candidatura de um sucessor: o deputado federal Júnior Mano (PSB). O parlamentar, no entanto, enfrenta denúncias relacionadas a suposto desvio de recursos públicos para compra de votos. O político nega todas as acusações.

Mesmo diante da crise envolvendo o indicado, Cid insiste na candidatura. A eleição de 2026, inclusive, será um marco para o político, já que deve ser a primeira disputa nacional em que o senador estará publicamente rompido com o irmão Ciro Gomes.

PSD

Outra sigla com forte influência municipalista é o PSD, um dos partidos mais pragmáticos e estratégicos do Ceará. A legenda comanda 16 prefeituras, tem quatro deputados estaduais e três federais.

O PSD cumpre uma função estratégica nas composições governistas, já que seus gestores municipais administram cidades médias e grandes, e seus deputados têm trânsito fácil entre diferentes campos políticos.

Após fazer oposição ao Governo Elmano nas últimas eleições gerais, a sigla aderiu à base e consolidou a aliança ao indicar a vice-prefeita de Fortaleza, Gabriella Bezerra (PSD). Ela é filha do presidente estadual do partido, Domingos Filho, ex-vice-governador, atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Governo Elmano e já citado por governistas como possível candidato ao Senado. Gabriella também é filha da prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar (PSD), e do deputado federal Domingos Neto (PSD).

O PSD é o quarto maior partido da Câmara dos Deputados, fator que reforça sua importância na distribuição de tempo de propaganda eleitoral gratuita e de recursos financeiros.

Republicanos

Entre as siglas que orbitam o campo governista está também o Republicanos, que administra 14 prefeituras no Ceará e conta com dois deputados estaduais.

O Republicanos é o quinto maior partido da Câmara dos Deputados, representação que amplia seu peso eleitoral.

Progressistas

Com 10 prefeituras no Ceará, o PP vive um momento de incerteza no Estado. Uma das siglas mais fiéis ao Governo Elmano, o partido anunciou, em nível nacional, fusão com o União Brasil, que integra a oposição no Ceará.

Sob o comando do secretário das Cidades, Zezinho Albuquerque, e do deputado federal AJ Albuquerque, a legenda soma três cadeiras na Assembleia Legislativa. Em âmbito nacional, o PP tem a terceira maior bancada da Câmara dos Deputados. Essa representação é um diferencial importante na mesa de negociação, por seu impacto direto no tempo de propaganda eleitoral e no acesso a recursos.

Com a força consolidada no Estado, AJ e Zezinho tentam vencer a queda de braço com lideranças locais do União Brasil e atrair antigos opositores para conduzir a fusão ao campo governista.

MDB

Outra legenda com forte presença municipalista é o MDB, que comanda nove prefeituras no Ceará e conta com três deputados estaduais e dois federais.

Entre suas principais lideranças está o deputado federal Eunício Oliveira, um dos caciques mais tradicionais da política cearense, com interlocução direta tanto com o Palácio da Abolição quanto com a cúpula do Palácio do Planalto.

O político tem manifestado a intenção de disputar novamente o Senado, inclusive com a possibilidade de negociar o espaço atualmente ocupado pela emedebista Jade Romero como vice-governadora do Ceará.

O MDB é o sexto maior partido da Câmara dos Deputados, o que reforça seu peso na distribuição de tempo de propaganda e de recursos eleitorais.

PDT

Além das siglas com maior representação federal, há partidos que mantêm influência relevante no Ceará, como o PDT. A legenda tenta se reestruturar após quase quatro anos de crise, período marcado pela saída de lideranças históricas e pela perda de prefeitos e parlamentares.

Atualmente, o partido comanda cinco prefeituras e tem quatro deputados estaduais — que devem deixar a sigla —, além de quatro deputados federais.

Nas movimentações mais recentes, o PDT sinaliza a intenção de estancar perdas e reorganizar suas bases após o período mais turbulento de sua história no Ceará.

Qual o cenário da oposição no Ceará?

Se no campo governista a disputa se dá pela acomodação de interesses e pela ampliação de espaço, na oposição o desafio central é estruturar um palanque competitivo para 2026.

O bloco reúne partidos e lideranças com perfis distintos, mas que têm feito movimentos de coalizão.

A oposição parte em desvantagem no controle de prefeituras e na ocupação de espaços institucionais, mas aposta no desgaste de governos e na capacidade de mobilização de lideranças com forte recall eleitoral para equilibrar o jogo.

PL

Principal legenda da oposição no Brasil, o PL reúne o campo bolsonarista no Ceará. O partido mantém representação no Legislativo, com dois deputados estaduais e três federais, além de uma base militante fiel, especialmente em segmentos conservadores.

Embora tenha presença municipal limitada, o partido compensa com capacidade de mobilização em disputas polarizadas. A legenda aposta na transferência de votos do bolsonarismo e na narrativa de enfrentamento aos governos federal e estadual.

Tanto nacional quanto estadualmente, o PL foca no fortalecimento no Congresso, especialmente no Senado. Uma das prioridades locais é eleger o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do deputado federal André Fernandes (PL), para o cargo de senador.

A sigla soma, atualmente, a maior quantidade de congressistas, o que também representa uma vantagem importante na divisão do tempo de propaganda eleitoral gratuita e dos recursos de financiamento de campanha.

No fim do ano, o PL Ceará enfrentou um momento tumultuado após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticar articulações anteriormente autorizadas por seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e tiradas do papel por correligionários locais.

A postura travou a aproximação entre o PL e outras siglas da direita e deixou em aberto a formação de uma frente ampla para 2026.

União Brasil

O União Brasil também aparece como uma das principais forças da oposição no Ceará. Reduto daquele que, por anos, foi o principal nome oposicionista no Estado, o ex-deputado Capitão Wagner, a legenda contabiliza cinco prefeituras cearenses, quatro cadeiras na Assembleia Legislativa e quatro na bancada federal.

Apesar disso, a legenda enfrenta um momento de incerteza. Mesmo com a chegada de um novo nome oposicionista, o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, o partido é alvo de uma ofensiva governista, que tenta atrair deputados como Moses Rodrigues — também cotado como candidato ao Senado pelo governismo —, Fernanda Pessoa e Danilo Forte para a base aliada.

A definição dessa disputa interna pode redesenhar o equilíbrio de forças no Estado já no ano eleitoral, seja reforçando significativamente a base governista e desferindo um duro golpe na oposição, seja fortalecendo os oposicionistas diante da ampla coalizão no poder.

PSDB

Após uma sequência de derrotas eleitorais que enfraqueceram a sigla, o PSDB aposta em uma retomada em 2026. Com presença institucional reduzida, o partido mantém apenas quadros pontuais no Estado, com uma prefeitura e uma cadeira na Assembleia Legislativa do Ceará.

No fim deste ano, a partir de uma articulação do ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), a legenda conseguiu a filiação do ex-ministro Ciro Gomes, que retornou ao partido. 

O nome do tucano recém filiado tem ganhado força para disputar o Governo do Ceará, em uma composição que poderia formar uma frente ampla com legendas como PL e União Brasil.

A aproximação, contudo, foi suspensa após críticas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à aliança entre bolsonaristas e o tucano.

Novo

Outra sigla que compõe a oposição é o Novo. A principal liderança do partido no Estado é o senador Eduardo Girão, que lançou pré-candidatura ao Governo do Ceará no fim de 2025 após resistir ao nome de Ciro Gomes. 

No fim do ano, o senador recebeu apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que defendeu uma frente ampla da oposição em torno de seu nome. O peso eleitoral da legenda é limitado, mas o Novo pode ganhar visibilidade nas negociações da oposição em busca de um acordo para 2026.

(Diário do Nordeste)