segunda-feira, 31 de agosto de 2026

COLINHA ELEITORAL AJUDA A LEMBRAR OS NÚMEROS DE CANDIDATOS NAS ELEIÇÕES 2026

 

Quem vai votar nas Eleições Gerais de 2026 pode preparar a colinha eleitoral para levar no dia da votação. O recurso ajuda a lembrar os números de candidatas e candidatos e evita que o eleitor dependa apenas da memória, já que o celular não poderá ser levado para a cabine de votação. Na hora de votar, basta usar o lembrete e digitar na urna os números correspondentes às escolhas. 

Ordem de votação 

No dia 4 de outubro ( turno), a eleitora ou o eleitor deverá registrar a escolha para seis cargos em sequência previamente definida. Para facilitar a votação, a colinha segue a mesma ordem apresentada na urna eletrônica, conforme especificado abaixo:  

1. Deputado federal (4 dígitos) 

2. Deputado estadual ou distrital (5 dígitos) 

3. Senador 1ª vaga (3 dígitos) 

4. Senador 2ª vaga (3 dígitos) 

5. Governador (2 dígitos) 

6. Presidente da República (2 dígitos) 

Simulador de voto 

Agora, que tal treinar a sequência de votos e tornar a votação ainda mais rápida? Assim, você evita dificuldades no dia do pleito e ajuda a reduzir as filas nas seções eleitorais. Para isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza o simulador virtual de votação, plataforma que permite treinar no sistema utilizando números e candidatos fictícios.  

Título na mão 

O e-Título é o aplicativo gratuito da Justiça Eleitoral que reúne documentos, certidões e serviços para o dia da votação. Quem já cadastrou a biometria tem a foto exibida no aplicativo e poderá usá-lo como documento oficial de identificação, sem necessidade de outro documento impresso. 

O e-Título está disponível na App Store (iOS) e no Google Play (Android). A recomendação é baixar e atualizar o aplicativo com antecedência, pois a emissão fica suspensa temporariamente no dia da eleição.


POLARIZAÇÃO REFLETIDA PARA O SENADO

Senado Federal abre sessão para eleger novo presidente

As primeiras pesquisas de intenção de voto para o Senado nesta largada de campanha eleitoral apontam uma tendência de aumento da polarização na Casa em que 54 cadeiras, duas por Estado, estão em disputa este ano. Considerando os 27 parlamentares em metade de mandato e os candidatos numericamente à frente nos levantamentos, os partidos do Centrão perderiam espaço, mas o bolsonarismo e a esquerda ainda estariam distantes de formar maioria para aprovar projetos de seu interesse que dependem de quórum qualificado. O Partido Liberal (PL), do presidenciável Flávio Bolsonaro, foi a legenda que mais lançou candidatos a senador: são 33 postulantes a uma vaga em 25 Estados — só não há representantes no Amapá e em Alagoas, onde o partido apoia Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados.

ADVOGADA, FILHA DE SOBRALENSE, INTEGRA LISTA TRÍPLICE PARA VAGA NO TRE-CE

 

advogada Júlia D’Alge Mont’Alverne Barreto, filha do jurista e professor sobralense Martônio Mont’Alverne Barreto Lima, está entre as três mulheres escolhidas pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) para compor a lista tríplice destinada ao preenchimento da vaga de membra suplente, na classe de jurista, do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE).

Júlia recebeu 43 votos na sessão realizada na última sexta-feira (28/8), ficando em segundo lugar na disputa. Também integram a lista Larissa de Alencar Pinheiro Macêdo, que obteve 44 votos, e Emmanuela Freitas Gondim Rocha, com 28 votos.


A escolha ocorreu exclusivamente entre mulheres, em atendimento a uma solicitação do TRE-CE. A medida segue a Resolução nº 23.746/2025 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelece mecanismos para ampliar a participação feminina na composição dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Ao todo, seis advogadas participaram da disputa.

Após a votação no TJCE, os três nomes serão encaminhados ao TRE-CE, que remeterá a relação ao TSE, em Brasília. Posteriormente, a lista será submetida à Presidência da República, responsável pela nomeação de uma das três advogadas para ocupar a vaga de suplente, anteriormente exercida pelo jurista Wilker Macêdo Lima.


(Blog Sobral em Revista)

USO IRREGULAR DE TRIOS E MINITRIOS DE CAMPANHAS É O PRINCIPAL TIPO DE DENÚNCIA NO CE, DIZ JUSTIÇA

 

O descumprimento de regras sobre o uso de equipamentos de som — especificamente trios e minitrios — durante as campanhas eleitorais foi a principal irregularidade registrada em denúncias enviadas à Justiça Eleitoral no Ceará. Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados na manhã de sexta-feira (28), foram denunciados 92 casos do tipo desde o início da disputa.

Em seguida, no levantamento constam queixas de irregularidades em vias públicas, com 90 casos; em propagandas na internet, com 62 casos; na utilização de alto-falantes e amplificadores de som, com 27 casos; assim como na distribuição de material gráfico, com 17 casos.

Ainda foram computadas situações irregulares de uso de bens públicos, com 17 casos; na instalação de outdoors e outdoors eletrônicos, também com 17 casos; na utilização de bens particulares, com 11 casos; na fixação de adesivos em automóveis, com 8 casos; além da confecção, utilização ou distribuição de brindes, com 5 casos.


(Diário do Nordeste)


OS ESTADOS ONDE A ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR PODE SER DECIDIDA JÁ NO PRIMEIRO TURNO

 

A eleição para governador pode terminar já no primeiro turno em boa parte do país. Levantamento do PlatôBR com base nas principais e mais recentes pesquisas de intenção de voto aponta que 15 dos 27 estados têm, hoje, uma chance real de definição ainda no primeiro domingo de outubro. 

Para vencer em primeiro turno, um candidato precisa obter necessariamente mais da metade dos votos válidos. Na prática, isso pode acontecer de duas maneiras: quando um candidato abre uma vantagem muito grande sobre os adversários ou quando a disputa fica tão concentrada em dois nomes que um deles consegue superar a marca necessária. Entre os estados com cenários mais consolidados estão Roraima, Amapá, Piauí e Santa Catarina.

Arthur Henrique (PL) aparece com chances de vencer o atual governador de Roraima, Soldado Sampaio (Republicanos), já no dia 4 de outubro. O mesmo acontece no Amapá, com o candidato à reeleição Clécio Luís (União Brasil) correndo risco de ser derrotado de imediato por Dr. Furlan (PSD). No Piauí e em Santa Catarina, Rafael Fonteles (PT) e Jorginho Mello (PL), respectivamente, estão em posição bastante confortável para garantir a reeleição, de acordo com as pesquisas.

Nos maiores colégios eleitorais, a eleição para governador também pode acabar no primeiro turno. Em São Paulo, estado com o maior número de eleitores do país, Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantém vantagem significativa sobre Fernando Haddad (PT). No Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD) lidera com folga a corrida. Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece bastante à frente dos adversários, mas ainda não alcança, ao menos nas pesquisas, mais da metade dos votos válidos.

Polarização
Nos estados do Mato Grosso do Sul, Maranhão e Goiás as chances de vitória no primeiro turno também são grandes. O governador sul-matogrossense Eduardo Riedel (PP) abriu distância significativa para Fábio Trad (PT), enquanto Daniel Vilela (MDB), que assumiu a cadeira do agora presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), pontua bem mais que Marconi Perillo (PSDB). No Maranhão, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) tem chances reais de vencer Orleans Brandão (MDB). 

Em Alagoas, Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco, a polarização pode sacramentar vitórias ainda em primeiro turno. Isso porque os dois favoritos concentram grande parte das intenções de voto, diminuindo o espaço para uma terceira via. Nesse cenário, a disputa voto a voto entre os principais postulantes funciona como um “segundo turno antecipado”, em que o eleitorado fica concentrado nos dois nomes com melhor desempenho nas pesquisas. 

Em Alagoas, por exemplo, Renan Filho (MDB) e João Henrique Caldas (PSDB) protagonizam uma disputa apertada, mas ambos pontuam acima dos 40%. O mesmo ocorre em Pernambuco, com Raquel Lyra (PSD) tendo ligeira vantagem sobre João Campos (PSB), e na Bahia, com ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) praticamente empatados. Já no Ceará, Ciro Gomes (PSDB) aparece à frente, embora por pouco, de Eliano  de Freitas (PT). No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) é quem lidera, com pouca margem para Dr. Daniel (Podemos). O levantamento para esta reportagem levou em consideração pesquisas do Datafolha, da Quaest e do Real Time Big Data.

(PLATOBR)

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Lc 4,16-30)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.

- O Espírito do Senhor repousa sobre mim; e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor". 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir". 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: "Não é este o filho de José?" 23 Jesus, porém, disse: "Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum". 24 E acrescentou: "Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio". 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

DEZ ANOS DO IMPEACHMENT DE DILMA

Em 31 de agosto de 2016, os 81 senadores brasileiros assumiram o papel de julgadores da presidente Dilma Rousseff, em sessão comandada pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski. Ao fim de seis dias e mais de 60 horas de julgamento, 61 votaram pela condenação por crime de responsabilidade e 20 pela absolvição. Dilma, afastada desde maio, perdeu o cargo dois anos e quatro meses antes do fim do segundo mandato.

Exatos dez anos depois, apenas 15 daqueles 81 integrantes continuam no Senado. Entre eles, 11 votaram pelo impeachment e quatro pela absolvição. Os demais foram para outros cargos, deixaram a política, morreram ou tentam retornar ao Legislativo.


15 dos 81 senadores que votaram no julgamento de Dilma, em agosto de 2016, permanecem no Senado.

15 dos 81 senadores que votaram no julgamento de Dilma, em agosto de 2016, permanecem no Senado.Geraldo Magela/Agência Senado | Arte Congresso em Foco

Entre os favoráveis à cassação que permanecem no Senado estão Ciro Nogueira (PP-PI), Davi Alcolumbre (União-AP), Eduardo Braga (MDB-AM), Jader Barbalho (MDB-PA), Magno Malta (PL-ES), Omar Aziz (PSD-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Romário (sem partido-RJ), Sérgio Petecão (PSD-AC), Wellington Fagundes (PL-MT) e Wilder Morais (PL-GO). Do grupo contrário ao impeachment, continuam Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA), Paulo Paim (PT-RS) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).

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Mapa político desfeito

Dos 11 senadores que votaram pela cassação e continuam na Casa, ao menos quatro estão hoje no campo político de Lula: Eduardo Braga, Jader Barbalho, Omar Aziz e Renan Calheiros.

No Amazonas, Aziz e Braga integram a aliança eleitoral que apoia a reeleição de Lula. Aziz disputa o governo com apoio do presidente; Braga tenta renovar o mandato no Senado. Em Alagoas, Renan também busca a reeleição no campo de Lula. No Pará, o grupo dos Barbalho mantém relação próxima com o governo federal, e PT e MDB estão no mesmo palanque.

Davi Alcolumbre também se aproximou do Planalto. Preside o Senado pela segunda vez e contou com o apoio do PT para retornar ao comando da Casa, mas rejeita ser colocado em um dos polos. Neste ano, afirmou que "não atua como aliado nem como oposição".

Aécio Neves, José Agripino e Romero Jucá, três dos principais líderes que atuaram pela queda de Dilma.Geraldo Magela/Agência Senado

Simone Tebet é outro exemplo da recomposição, embora já não esteja no Senado. Votou pela condenação de Dilma, disputou a Presidência em 2022 e apoiou Lula contra Jair Bolsonaro no segundo turno. Depois, tornou-se ministra do Planejamento e deixou o governo neste ano para concorrer ao Senado por São Paulo, agora pelo PSB.

No outro polo, Magno Malta, Wellington Fagundes e Wilder Morais estão no PL e identificados com o bolsonarismo. Ciro Nogueira foi ministro-chefe da Casa Civil de Bolsonaro e preside hoje um PP que adotou neutralidade na eleição presidencial.

Fora do Congresso

Ronaldo Caiado deixou o Senado para governar Goiás e, dez anos depois de votar pela cassação, disputa a Presidência da República para, segundo ele, "tirar o PT do governo". Antonio Anastasia, relator do impeachment, tornou-se ministro do Tribunal de Contas da União.

Aécio Neves, um dos principais líderes da oposição a Dilma, voltou à Câmara. Derrotado pela petista na eleição presidencial de 2014, chegou a questionar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a regularidade daquela disputa. Hoje preside o PSDB. Após anunciar que não disputaria mandato este ano, deve se lançar novamente ao Senado.

Outros integrantes da Casa permaneceram em posições de destaque. Gladson Cameli (PP-AC) deixou o Senado para governar o Acre e tenta retornar ao Senado. Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) tornou-se prefeito do Rio, voltou ao Congresso como deputado federal e disputa novamente o Senado. Eunício Oliveira (MDB-CE) presidiu a Casa entre 2017 e 2019 e retornou à Câmara. Ricardo Ferraço (MDB-ES) tornou-se vice-governador do Espírito Santo e assumiu o governo neste ano. É candidato à reeleição.

Três dos 61 senadores que votaram pela cassação morreram desde então: José Maranhão (PB), Maria do Carmo Alves (SE) e Benedito de Lira (AL).

Prisão domiciliar

Fernando Collor (AL) ocupa um lugar singular nessa história. Ex-presidente submetido a impeachment em 1992, renunciou antes do julgamento final, mas o Senado prosseguiu com o processo e o deixou inabilitado por oito anos para exercer função pública. Mais de duas décadas depois, como senador, votou pela cassação de Dilma.

Hoje, Collor cumpre pena decorrente de condenação pelo STF a oito anos e dez meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso da BR Distribuidora. Preso em abril de 2025, passou dias depois ao regime de prisão domiciliar humanitária.

O caminho dos 20 que votaram contra

Os senadores que tentaram manter Dilma na Presidência também seguiram destinos distintos.

Fátima Bezerra (PT) deixou o Senado para governar o Rio Grande do Norte por dois mandatos. Gleisi Hoffmann elegeu-se deputada federal, presidiu o PT, integrou o terceiro governo Lula e tenta voltar ao Senado. Lídice da Mata (PSB) e Lindbergh Farias (PT) retornaram à Câmara.

João Capiberibe (PSB-AP) e Jorge Viana (PT-AC), derrotados na tentativa de renovar os mandatos em 2018, disputam novamente o Senado em 2026. Roberto Requião (PDT-PR) concorre a deputado federal pelo Paraná.

Kátia Abreu (TO), ministra da Agricultura de Dilma e uma das principais defensoras da presidente durante o julgamento, deixou o Senado em 2023 e se filiou ao PT neste ano. Regina Sousa (PT) tornou-se vice-governadora do Piauí e comandou o Estado em 2022.

Paulo Rocha (PT-PA) assumiu a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) passou a dirigir a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Elmano Férrer (PP-PI) ainda exerceu mandato na Câmara como suplente. Angela Portela (RR), Armando Monteiro (PE), Cristovam Buarque (DF), José Pimentel (CE) e Roberto Muniz (BA) não voltaram ao Legislativo federal.

Dilma perdeu o cargo, mas manteve direitos

Depois de cassar o mandato, o Senado votou separadamente se Dilma ficaria inabilitada por oito anos para exercer função pública. Eram necessários 54 votos. A punição recebeu 42, contra 36, com três abstenções. Dilma perdeu a Presidência, mas manteve o direito de disputar eleições e ocupar funções públicas.

Painel eletrônico mostra rejeição da inelegibilidade de Dilma mesmo com a aprovação do impeachment.Geraldo Magela/Agência Senado

Renan Calheiros esteve entre os 61 que aprovaram a cassação, mas rejeitou a segunda punição. "Além da queda, coice", afirmou. "Nós não podemos ser maus, desumanos."

Dilma voltou às urnas em 2018 e concorreu ao Senado por Minas Gerais. Terminou em terceiro lugar, atrás de Rodrigo Pacheco e Carlos Viana. Em 2023, assumiu a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, o banco dos Brics, sediado em Xangai, e foi reconduzida ao posto em 2025.

O placar de 61 a 20 ficou congelado nos registros de uma das sessões mais importantes da história recente do Congresso. As alianças e trajetórias políticas que produziram aquele resultado, não.

O julgamento de 31 de agosto encerrou um processo iniciado em 2 de dezembro de 2015, quando o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aceitou o pedido de impeachment no mesmo dia em que o PT anunciou que votaria pela continuidade do processo contra ele no Conselho de Ética. Em 17 de abril de 2016, a Câmara autorizou o prosseguimento da denúncia por 367 votos a 137. Em 12 de maio, o Senado abriu o processo e afastou Dilma temporariamente por 55 votos a 22. No dia 31 de agosto, por 61 a 20, os senadores cassaram definitivamente o mandato. Michel Temer, que ocupava a Presidência interinamente desde maio, foi empossado em definitivo no mesmo dia.

(Congresso em Foco)