Por Denise Rothenburg com Eduarda Esposito
O ingresso oficial do presidente do PP, senador Ciro Nogueira, no rol de suspeitos de ter a digital no escândalo do Banco Master atrasou a definição de palanques estaduais. Ciro é considerado um líder de primeira grandeza nessas negociações do partido nos estados e, agora, terá que colocar essas montagens de palanques em segundo plano para poder cuidar da própria defesa. Para completar, os potenciais aliados do Progressistas também não querem se comprometer com a legenda de Ciro Nogueira e, depois, verem-se obrigados a ficar na defensiva durante a campanha. A ordem agora é esperar os desdobramentos da operação.
Maiores colégios/ Em São Paulo, o Republicanos do governador Tarcísio de Freitas adiou na semana passada o evento em que o PP anunciaria apoio à reeleição de Tarcísio e sequer marcou data para esse embarque. Em Minas Gerais, também está tudo praticamente parado no quesito montagem de palanques. Ninguém tem dúvidas de que, se as citações a Ciro no caso Master mexeram em muitos palanques, vai ser difícil os estados manterem suas composições de chapas.