quarta-feira, 20 de maio de 2026

A RESPOSTA DE MICHELLE EM MEIO À CRISE DE FLÁVIO BOLSONARO COM DANIEL VORCARO

 

Michelle Bolsonaro pretende se manter distante da crise que assolou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro. Apontada como “plano B” do Partido Liberal, a ex-primeira-dama evita as investidas de aliados sobre uma eventual necessidade de troca na cabeça da principal chapa da direita na corrida ao Planalto. Durante rara aparição pública, na noite desta terça-feira, 19, quando apoiava a pré-candidatura da amiga e confeiteira Maria Amélia à Câmara, Michelle ironizou ao ser questionada sobre rolos do enteado com o dono do Master: “Sobre o Flávio, você tem que perguntar para ele”.

Rompida com os filhos do primeiro casamento do marido, a esposa de Jair Bolsonaro tenta evitar novas querelas dentro do clã familiar. Por isso, entre pessoas próximas, ela descarta liderar o movimento que escanteia Flávio na sucessão presidencial. Ela argumenta que a prioridade é cuidar do ex-presidente, que está em prisão domiciliar para tratamento de saúde.

Como as convenções partidárias ocorrem até agosto, a ex-primeira-dama terá tempo para acompanhar o cenário, mesmo de longe, e decidir se vai disputar a eleição de outubro e qual o caminho político deve seguir. Atualmente, ela está à frente, com folga, das intenções de voto ao Senado pelo Distrito Federal.

Dark Horse
Desde a revelação do áudio e das mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, com objetivo de captar cifras milionárias para a produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, Flávio estampa o noticiário político, especialmente pelas seguidas mudanças de versões sobre as conexões com o dono do banco Master.

O presidenciável tem rebolado para tentar driblar a atual crise com potencial de sepultar qualquer candidatura. O resultado está longe do esperado pela coordenação da própria campanha. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta terça mostra que Flávio caiu 6 pontos e entregou a liderança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Depois da divulgação da pesquisa, o senador acionou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e acusou o instituto responsável pela consulta de induzir a resposta dos entrevistados. Ele ainda culpa o levantamento de manipular os números que abalaram o principal núcleo bolsonarista.

(PLATOBR)