Valor de R$ 2,8
bilhões em 2021 foi 13,3% e 21,9% superior que 2019 e 2020, respectivamente
A Grendene encerrou 2021, ano em que completou meio
século de história, em forte ritmo de retomada após o momento mais crítico da
pandemia. O acumulado de receita bruta, em 2021, foi de R$ 2,8 bilhões, 13,3% e 21,9% acima de 2019 e de 2020,
respectivamente.
De outubro a dezembro, a companhia registrou
receita bruta de R$ 946,8 milhões, crescimento de 19,1% comparado com o quarto
trimestre de 2019, quando não havia os impactos da pandemia no mercado.

No acumulado do ano, a receita bruta oriunda das
exportações foi de R$ 686,3 milhões, 28,6% e 59,2% acima de 2019 e de 2020,
respectivamente. Foram embarcados 32,9 milhões de pares no ano, um aumento de
6,6% ante 2019 e de 26,6% versus 2020. “A comercialização de uma excelente
coleção, a nomeação de novos distribuidores internacionais e a penetração em
diversos canais de autosserviço em inúmeros países trouxeram novas
oportunidades comerciais à Grendene. Adicionalmente, existe um movimento no
mercado internacionais em que as empresas estão buscando diversificar seus
fornecedores, buscando reduzir a dependência de fornecedores chineses. Este
fator, aliado ao aumento do frete internacional, principalmente da China e aos
problemas globais das cadeias de produção, tem trazido ótimas oportunidades
para a Grendene”, afirma Alceu Albuquerque, diretor de Relações com
Investidores da Grendene.
Assim, as marcas do grupo avançaram no Brasil e no
exterior, contribuindo para os resultados da empresa. Clube Melissa, por
exemplo, ganhou 45 novas unidades, passando para 391 lojas. “Também avançamos
com o processo de internacionalização da Melissa. Encerramos o ano com cinco
Clubes Melissa em território norte-americano, além de outras 136 lojas
exclusivas Melissa distribuídas em diversas regiões do mundo”, observa o
executivo.
O fortalecimento das vendas internacionais e o mix
de maior valor agregado, combinados aos reajustes de preços concedidos,
permitiram alcançar uma receita bruta/par superior em 14,0% e 11,6% em relação
ao quarto trimestre em 2019 e 2020, respectivamente, contribuindo para mitigar
o impacto do aumento de preços das matérias-primas e da mão de obra na margem
bruta.
Outro aspecto que merece destaque é a conclusão da
internalização de todas as lojas on-line das marcas da Grendene. Desde que a
companhia passou a operar com todas as marcas em plataformas proprietárias,
houve expressivos crescimentos de vendas nas plataformas digitais.
O EBIT recorrente foi de R$ 415,6 milhões, em
comparação a R$ 335,6 milhões em 2019, e a R$ 372,2 milhões, em 2020. Já
a margem EBIT recorrente anual cresceu 1,5 p.p. frente a 2019 e caiu 1,9 p.p.
ante 2020. No trimestre, o EBIT recorrente atingiu R$ 176,1 milhões, ante
R$ 154,8 milhões (+13,8%) no 4T19 e R$ 227,8 (-22,7%) no 4T20.
O resultado financeiro atingiu R$ 54,8 milhões no
trimestre, avanço de 17,3% frente ao 4T19 e retração de 40% ante o 4T20. No
acumulado do ano, o resultado financeiro recorrente alcançou R$159,2 milhões,
queda de 10,6% contra 2019 crescimento de 15,9% versus 2020.
Albuquerque avalia que o desempenho apresentado ao
longo de 2021 foram positivos. “Encerramos o ano com um sólido resultado, mesmo
diante de um ambiente adverso. Os números apresentados hoje refletem nossos
esforços para promover um crescimento sustentável de longo prazo, ainda que
diante de um ambiente volátil no curto prazo, provocado pela COVID-19.”
O executivo também projeta um ano desafiador, mas
com grande potencial de crescimento. “Está claro, que 2022, também será
desafiador dado o cenário atual, mas não estamos desanimados. Pelo contrário,
acreditamos num ano de crescimento de vendas, volume e recomposição de
margens.”