quarta-feira, 28 de dezembro de 2022

Câmara aprova isenção fiscal para bolsa de estudo e refinanciamento para o Fies



Em 2022, foram aprovados em Plenário 101 projetos de lei, 54 medidas provisórias, 39 projetos de decreto legislativo, 15 propostas de emendas à Constituição, 8 projetos de lei complementar e 8 projetos de resolução. Além disso, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, em caráter conclusivo, 93 projetos de lei.

Entre os textos, estão vários que tratam de temas relacionados à educação. Confira abaixo.

Isenção de IR
Aprovado de forma conclusiva pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, o Projeto de Lei 846/11 concede isenção do Imposto de Renda para alunos ou docentes de entidades privadas de fomento que recebem bolsa de estudos. A proposta está em análise no Senado.

De autoria do deputado Hugo Leal (PSD-RJ), o texto tenta resolver questionamentos sobre a isenção para bolsas recebidas por instituições privadas em razão do vínculo empregatício com o órgão concedente. Como condição, as bolsas deverão ser caracterizadas como doação, e não podem integrar qualquer forma de salário ou rendimento.

O benefício valerá para cursos de graduação, pós-graduação, execução de projetos de pesquisa e de extensão. Também estão incluídas as bolsas concedidas em função de acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Fies
Câmara dos Deputados aprovou ainda a Medida Provisória 1090/21, que permite a renegociação de débitos junto ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) relativos a contratos formulados até o segundo semestre de 2017, momento a partir do qual o programa foi reformulado. A MP foi convertida na Lei 14.375/22.

Para estudantes com débitos vencidos e não pagos de 360 dias a 90 dias antes da data de publicação da MP (30 de dezembro de 2021), a lei concede desconto de até 12% do valor principal e desconto total dos encargos para a liquidação do restante à vista.

Se optar pelo parcelamento, haverá desconto de 100% de juros e multas e prazo de até 150 meses para quitação.

Pelo texto do relator, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), mudam também regras do instituto da transação de qualquer tipo de débito e o Ministério da Educação poderá usar visitas virtuais para avaliar cursos superiores. Entidades beneficentes da área da saúde, como santas casas e hospitais filantrópicos poderão parcelar suas dívidas.

No programa do Fies como um todo, o texto aprovado permite o financiamento de cursos a distância e a seleção de estudantes com renda familiar per capita mais alta, com definição do critério de escolha segundo proporção do valor a financiar de mensalidade.

ARTHUR LIRA PULA FOGUEIRA


Errou quem imaginou que o presidente da Câmara, Arthur Lira, estaria totalmente enfraquecido, depois da derrota das emendas de relator, vulgo orçamento secreto, no Supremo Tribunal Federal (STF). Até aqui, ele não só negociou a ampliação de recursos destinados às emendas individuais como também pode ter garantido a própria reeleição no comando da Casa. A redução do período de validade da PEC da Transição, de dois para um ano, acoplada ao aumento de recursos para as emendas parlamentares, mantém Lira na posição de favorito para a Presidência da Casa. Obviamente, como a eleição é só em fevereiro, ainda tem muita água para passar sob a ponte. Porém, até aqui, não apareceu nenhum candidato forte para enfrentá-lo.

E sempre pode piorar: a desconfiança do Centrão em relação aos movimentos do futuro governo não se dissipou com o acordo para tentar votar a PEC da Transição. A certeza do momento é a de que a vida não será fácil depois da posse.

Procura-se um candidato

Até aqui, o senador Renan Calheiros não encontrou um candidato forte para concorrer com Arthur Lira para a Presidência da Câmara no ano que vem. Mas ele vai buscar. É a briga alagoana que, como o leitor da coluna já sabe há tempos, desembarcou com tudo em Brasília.

Noves fora…

O União Brasil de Luciano Bivar e Antonio Rueda já fechou com Arthur Lira. Os candidatos da esquerda não têm chances. O líder do MDB, Isnaldo bulhões (AL), está quieto e é visto com um nome óbvio demais. Eunício Oliveira, deputado eleito pelo MDB do Ceará, é uma das maiores apostas, uma vez que integra o grupo ligado a Renan. Mas ele só pretende entrar se for para vencer. Se houver um candidato contra Arthur Lira — e perder —, vai sobrar para Lula.

Menos um

O futuro governo pensou inclusive em tentar alguma aproximação com Marcos Pereira, presidente do Republicanos. Mas a nota da legenda contra a PEC da Transição foi um divisor de águas na relação com o partido.

Aguinaldo é Progressistas

Arthur Lira e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, presidente licenciado do PP, fecharam a indicação do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) para retomar a relatoria da reforma tributária. Aguinaldo é aliado de Lula, mas sua recondução ao posto de relator da tributária foi decidido sem ouvir o futuro governo nem o PT. É o PP entrando no jogo de 2023.

(Denise Rothenburg)

NO MUNDAÚ, MUNICÍPIO DE TRAIRI, IZOLDA VAI ENTREGAR OBRA QUE REVOLUCIONARÁ O TURISMO


A governadora Izolda Cela entrega, nesta quinta-feira, 29, a avenida Beira Mar do Rio Mundaú, próxima ao encontro com o mar, na praia de Flecheiras, local mais procurado pelos turistas no interior do Ceará. 

A obra é uma vitória do prefeito Gustavo Moreira e de toda a comunidade, que há 20 anos solicitava a urbanização. 

O morador vai usufruir da vista, dos acessos e áreas de lazer. Um novo comércio deve surgir no local, para atender turistas e frequentadores que são nativos do Mundaú e outras localidades de Trairi e municípios vizinhos.

TSE SUSPENDE ELEIÇÃO SUPLEMENTAR EM IGUATU, MAS MANTÉM CASSAÇÃO DE EDNALDO LAVOR


O TSE suspendeu a  eleição suplementar em Iguatu, que estava agendada pra 5 de fevereiro.O caso  agora vai ser  julgado pelo colegiado do TSE ainda sem data marcada.

A decisão monocrática trata-se de uma medida liminar e apenas adia a nova eleição pois mantém a cassação do mandato do prefeito cassado Ednaldo Lavor e do seu vice.

IMPEACHMENT DE FERNANDO COLLOR CHEGA AOS 30 ANOS

O Portal do Servidor inicia, nesta quarta-feira (28/12), uma série especial relativa aos 30 anos do Impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. A decisão do Senado Federal foi tomada no dia 30 de dezembro de 1992. Os historiadores Carlos Pontes e Diego Morais, do Memorial Deputado Pontes Neto (Malce) da Assembleia Legislativa do Ceará, analisam o fato histórico e seus desdobramentos na América Latina.


O encerramento de 2022 marca o transcurso dos 30 anos do fim de um ciclo histórico. Nesta sexta-feira (30/12), decorrem três décadas da sessão em que o Senado Federal afastou do cargo o então presidente Fernando Collor de Mello, por meio de Impeachment. Em30 de dezembro de 1992, Fernando Collor foi condenado em um processo que marcou a história não apenas do Brasil, como também de toda a América Latina. Foi o terceiro presidente do País a sofrer a cassação. Em 1955 foram depostos Café Filho e Carlos Luz, que ocupou a cadeira presidencial por apenas três dias. O episódio foi traumático, pois Collor fora o primeiro presidente eleito após o período de Redemocratização do País (1985), em 1989.

Com a interrupção do mandato de Collor de Mello, pelo Senado, iniciou-se em verdade uma série de crises presidenciais que resultaram em quedas de governo sem colapsos de regime por todo o continente latinoamericano. "Ao todo, 15 presidentes eleitos foram removidos dos seus cargos ou forçados a renunciar, tais o próprio Collor, Jorge Serrano (Guatemala, 1993), Carlos Andrés Pérez (Venezuela, 1993), Joaquín Balaguer (República Dominicana, 1996), Abdalá Bucaram Ortiz (Equador, 1997) e Raúl Cubas Grau (Paraguai, 1999), dentre outros", apontam os historiadores Carlos Pontes e Diego Morais, do Memorial Deputado Pontes Neto (Malce), da Assembleia Legislativa do Ceará.

Os historiadores explicam que até a década de 1990, pouco se discutia no meio científico a respeito do instrumento Impeachment no Brasil e na América Latina. O problema estava centrado na análise sobre a instabilidade do regime e a preocupação fundamental era pela preservação da democracia. O presidente Fernando Collor de Mello foi o primeiro civil eleito diretamente pelo voto popular, depois do golpe militar de 1964. Também foi o primeiro a ser julgado e condenado por crime de responsabilidade, sendo, portanto, o primeiro presidente da República a sofrer o processo de Impeachment. Por isso, sofreu pena de suspensão de direitos políticos por oito anos, tornando-se inelegível para qualquer função pública durante esse período, conforme explicam os pesquisadores.

Eles lembram que Impeachment é um termo do inglês que, na tradução literal, significa impugnação de mandato, denominando o processo de cassação de mandatos dos chefes do Poder Executivo. No Brasil, o Impeachment surgiu com a República, que o instituiu em sua primeira Constituição, de 1891, seguindo os preceitos constitucionais norte-americanos.

Como se deu o processo

Fernando Collor de Mello assumiu a presidência do Brasil em 1990, após vencer as primeiras eleições presidenciais diretas, com votação popular, realizadas em 1989, após o fim da Ditadura Militar. Candidato por uma pequena sigla, o Partido da Reconstrução Nacional (PRN) – em coligação com outros partidos pequenos, como Partido Social Cristão (PSC), Partido Trabalhista Renovador (PTR) e Partido Social Trabalhista (PST) –, ele derrotou Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), no segundo turno daquelas eleições. Lula concorreu pela primeira vez à Presidência pela Frente Brasil Popular, formada por PT, Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Um dos grandes desafios que precisou enfrentar foi a questão da situação financeira do país, já bastante alarmante no governo anterior, de José Sarney (PMDB). Para tanto, a equipe econômica de Collor, liderada pela então ministra da Economia, Zélia Cardoso de Mello, elaborou os planos Collor I e Collor II, com vistas a estabilizar o valor da moeda e controlar a inflação. Todavia, os planos não deram certo, e medidas como o bloqueio de ativos financeiros, relativos às movimentações da caderneta de poupança, e o congelamento de preços dos produtos e dos salários resultaram em fortes reações negativas por parte da população.

"Para agravar a situação, o tesoureiro da campanha presidencial de Collor, o empresário Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, passou a ser investigado por corrupção e o esquema dele foi associado ao presidente da República", apontam os historiadores Carlos Pontes e Diego Morais.Isso assegurou elementos formais para a abertura de processo criminal comum contra Collor, no Supremo Tribunal Federal, e do processo de Impeachment, no Congresso. As denúncias envolviam uso de recursos de Caixa 2 da campanha de 1989 após a vitória de Collor.

Conforme os historiadores do Malce, o processo político de afastamento de Fernando Collor estendeu-se por sete meses, no período de 1º de junho a 30 de dezembro de 1992 (data em que o Senado concluiu o julgamento do Impeachment), havendo interferência do Congresso Nacional, com a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar fatos contidos nas denúncias do irmão do presidente, Pedro Collor de Mello, referentes às atividades de Paulo César Farias, capazes de configurar ilicitude penal.

Impeachment teve apoio maciço da bancada cearense

Do ponto de vista do Congresso Nacional, o pedido de Impeachment de Collor foi entregue à Câmara dos Deputados no dia 1º de setembro de 1992. O documento foi assinado pelos presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelo Lavenère, e da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Barbosa Lima Sobrinho.

Três meses antes da votação pelo Senado, em 29 de setembro de 1992, o plenário da Câmara dos Deputados fez história. O voto do então deputado Paulo Romano (PFL-MG) completou os 336 votos necessários para abrir o processo que resultou no impeachment do então presidente da República. A votação, pela abertura do processo de crime de responsabilidade, somou 441 votos a favor, 38 contra, uma abstenção e 23 ausências.

O voto de Paulo Romano foi proferido às 18h50min do dia 29 de setembro de 1992. Na sequência, parlamentares cantaram em Plenário o Hino Nacional. "Pela ética, mas em nome desta Casa e do povo brasileiro, saibamos ser coerentes. Meu voto pela dignidade, por aquilo que Minas Gerais representa, é sim. Viva o Brasil!", afirmou o deputado pelo PFL mineiro na ocasião.

Dentre os deputados federais cearenses, a aprovação ao Impeachment foi maciça, com 19 dos 22 votos: Aécio de Borba (PDS), Ariosto Holanda e Maria Luíza Fontenele (ambos do PSB), Carlos Benevides, Gonzaga Mota, Pinheiro Landim e Ubiratan Aguiar (todos do PMDB), Edson Silva e Luiz Girão (os dois do PDT), Ernani Viana, Jackson Pereira, Padre José Linhares, Luiz Pontes, Marco Penaforte, Mauro Sampaio, Moroni Torgan e Sérgio Machado (todos do PSDB), Orlando Bezerra e Vicente Fialho (ambos do PFL). Os deputados Carlos Virgílio (PDS) e Etevaldo Nogueira (PFL) votaram contra a medida, enquanto Antônio dos Santos (PFL) faltou à sessão.

Com exceção da TV Record, que só exibiu flashes do momento, todos os principais canais de televisão aberta do Brasil transmitiram a votação do Impeachment ao vivo. Somando canais abertos, foram mais de 50 pontos de audiência registrados durante a votação: 44 da Rede Globo, 4 da Cultura, 4 da Band e 4 da Manchete. A Rede Globo passou cerca de 300 minutos sem interrupções com a cobertura ao vivo da Câmara dos Deputados, ficando no ar das 14 horas às 19 horas.

Além das transmissões televisivas, as emissoras de rádio brasileiras cobriram a votação do início ao fim. Na época, ainda não existia Internet. Quem foi às ruas também pôde acompanhar o que acontecia na Câmara. Nas principais capitais, as votações eram acompanhadas em enormes telões, em locais públicos. Em Fortaleza, um painel montado na Praça do Ferreira exibia os votos dos deputados cearenses.

Votação no Senado consolidou processo

Com o processo político do impeachment tendo se prolongado por sete meses, de junho a dezembro de 1992,a sessão em que o Senado Federal concluiu a votação se desdobrou em dois dias (29 e 30 de dezembro daquele ano).

O então presidente da República, em estratégia para evitar punição decorrente do processo, renunciou ao mandato pouco antes do início do julgamento do Senado Federal, na sessão de 29 de dezembro. Naquela Casa, a decisão gerou polêmica. Alguns juristas consideraram que o julgamento, após a renúncia, não deveria ter acontecido. A questão acabou sendo decidida no Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão presidida pelo ministro Sydney Sanches - que ratificou o resultado do Senado Federal pela perda do cargo de presidente da República e pela inabilitação política de Collor por oito anos.

No Senado, o impeachment foi aprovado em 30 de dezembro, por 76 votos a três. Na ocasião, os três senadores cearenses votaram a favor do afastamento de Collor: Beni Veras (PSDB), Cid Carvalho (PMDB) e Mauro Benevides (PMDB) - que, na ocasião, presidia o Senado Federal. No dia anterior, o presidente renunciou ao cargo, mas não escapou do processo. O então vice-presidente Itamar Franco (na época sem partido) tomou posse em definitivo e Collor teve seus direitos políticos cassados até 2000.

Em 1994, Fernando Collor obteve uma vitória jurídica: foi absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Em 2006, foi eleito senador pelo PRTB de Alagoas, sendo reeleito em 2014. Ao ser empossado no Senado, em 1º de fevereiro de 2007, migrou para o PTB e, posteriormente, para o Pros. Retornou ao PTB, pelo qual concorreu ao governo de Alagoas neste ano. Foi derrotado, sendo o terceiro colocado na disputa, com 14,71% dos votos válidos.

No vídeo abaixo da matéria, o ex-senador Mauro Benevides, que à época presidia o Senado Federal, dá seu depoimento sobre o Impeachment de Fernando Collor de Mello.

Júlio Sonsol e Salomão de Castro, com informações do Malce e Agência Câmara de Notícias

Edição: Salomão de Castro


POSTOS SÃO DOMINGOS: SAIU CARRO ZERO


SAIU o mais novo ganhador de um Fiat Mobi 0km!

Parabéns, José Carlos! 💥👏🏼👏🏼

O último mês da promoção Caminho de Prêmios chegou ao fim, ficamos muito felizes na participação de todos nos últimos meses, foi uma campanha incrível de 30 anos!

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ELMANO ANUNCIA NOVOS SECRETÁRIOS E FAZ OPÇÃO POR SERVIDORES PÚBLICOS


O governador eleito Elmano de Freitas escolheu a cúpula da Secretaria da Fazenda do Ceará, para cuidar das finanças e do planejamento do seu governo. A opção por servidores públicos mostra a intenção de valorizar o funcionalismo público. Fabrízio Gomes,atual secretário executivo da Sefaz, e Sandra Machado, secretária executiva de Planejamento, foram os escolhidos. 

A professora do Estado, Eliana Estrela, seguirá no cargo de secretária de Educação.

A Secretaria da Juventude será Adelita Monteiro. Ela é comunicadora popular e artesã. Estudou Estilismo e Moda na Universidade Federal do Ceará (por concluir) e milita com juventude desde os 15 anos.

ASSEMBLEIA EMPOSSARÁ GOVERNAXDOR E VICE-GOVERNADORA NESTE DOMINGO (01/01/2023)

A Assembleia Legislativa do Ceará empossará, neste domingo (01/01/2023), o governador eleito Elmano Freitas (PT) e a vice-governadora eleita Jade Romero (MDB). A solenidade terá início às 7h30min, em sessão extraordinária, no Plenário 13 de Maio. Os gestores serão empossados pelos deputados estaduais, em trabalhos que devem ser conduzidos pelo atual presidente da Casa, Evandro Leitão (PDT).

Os parlamentares que empossarão governador e vice-governadora serão os da atual legislatura. Já os deputados estaduais eleitos em outubro deste ano assumem os cargos apenas em 1º de fevereiro de 2023.

Conforme o coordenador de Eventos e Cerimonial da Alece, Edson Santos Júnior, antes da posse, Elmano Freitas deverá renunciar ao mandato de deputado estadual, para estar apto a assumir o mandato de governador, o que deve se dar nos próximos dias.

Como será a posse

A previsão do roteiro da posse, conforme a Coordenadoria de Eventos e Cerimonial da Casa, é que Elmano de Freitas e Jade Romero sejam recepcionados pelo presidente da Alece, Evandro Leitão, e por uma comitiva de deputados estaduais, antes de se dirigir ao Plenário 13 de Maio.

Conforme Edson Santos Júnior, a sessão solene será aberta pelo presidente Evandro Leitão, que designará comitiva de parlamentares para conduzir Elmano Freitas e Jade Romero à solenidade. Na sequência, ambos serão empossados. A previsão é de que o governador eleito faça pronunciamento na ocasião. Na Assembleia, o público terá acesso à cerimônia por meio das galerias onde são acompanhadas as sessões ordinárias da Casa.

Após a solenidade na Alece, Elmano e Jade seguem para o Palácio da Abolição, onde a governadora Izolda Cela oficialmente transmitirá o cargo ao governador eleito, a partir das 9 horas.


Perfis

Elmano Freitas - Está em seu segundo mandato de deputado estadual, foi eleito governador do Ceará, no primeiro turno, em 2 de outubro. Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele recebeu 2.808.300 votos (54,02% do total). Natural de Baturité, é filho do agricultor Francisco Feitosa da Costa, “seu Odilon”, e da professora Elma de Freitas da Costa.

Ele se formou em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e é filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde 1989. Sua luta social começou nas Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica (CEBs). Atuou na Rede Nacional de Advogados Populares (Renap), bem como na defesa jurídica e política do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (atual MTST), na condição de advogado. Foi secretário de Educação de Fortaleza e coordenador do Orçamento Participativo na gestão da ex-prefeita de Fortaleza e atual deputada federal Luizianne Lins (PT).

Em 2013, foi eleito presidente do PT de Fortaleza. Nas eleições de 2014, foi eleito deputado estadual com mais de 44 mil votos. Em 2017, assumiu a presidência da Escola Superior do Parlamento Cearense (Unipace). Nas eleições de 2018, foi reeleito para o Poder Legislativo, com 68.594 votos.

Jade Romero - Mestranda em administração pública pelo Instituto de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa (ISCSP/UL), foi secretária executiva de Esporte do Governo do Estado e secretária

Municipal de Participação Popular em Fortaleza.

No dia 2 de outubro, Jade Romero foi eleita na chapa encabeçada por Elmano Freitas para o Governo do Estado. Candidatos pela coligação "Ceará cada vez mais forte", formada pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), PP, MDB, PRTB, Federação Psol/Rede, SD e Pros, obtiveram 2.808.300 votos (54,02% do total).

Texto e edição: Salomão de Castro

A PALAVRA DO DIA


Evangelho (Mt 2,13-18)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos, vos louva o exército dos vossos Santos Mártires!

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”. 16Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18“Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais”.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 27 de dezembro de 2022

O Ministério da Educação (MEC) antecipou os calendários para inscrições nos processos seletivos do Sisu, ProUni e do Fies em 2023.

 


O Ministério da Educação (MEC) antecipou as inscrições do Sistema de Seleção Unificada (Sisu 2023), do Programa Universidade para Todos (Prouni 2023) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies 2023).


Segundo a pasta, os editais, com todos os critérios e cronogramas para o Sisu, o Prouni e o Fies, serão publicados em janeiro.


“O ENEM, que é o Exame Nacional do Ensino Médio, substituiu em boa parte os vestibulares tradicionais das maiores Instituições do Ensino Superior no Brasil, vindo a se tornar a principal porta de entrada dos estudantes ao ensino superior. Além do mais, é através da nota do ENEM que esses mesmos estudantes têm acesso à programas como o FIES e o PROUNI. Portanto é imprescindível que os cronogramas estejam alinhados com o início do semestre letivos das Instituições de Ensino Públicas e Privadas”, pontuou Otaviano Costa Coord.Fies/Prouni FVS. 


PRINCIPAIS MUDANÇAS


Para o Sisu, o prazo de inscrição é de 16 a 24 de fevereiro de 2023, com resultado previsto para o dia 28 fevereiro. Antes da antecipação dos calendários, esse resultado estava previsto para ser divulgado apenas na primeira semana de março. 


O início das inscrições para o ProUni está previsto para o dia 28 de fevereiro, mesma data em que os resultados do Sisu serão divulgados. O encerramento das inscrições será no dia 3 de março. Ainda em março, os candidatos poderão participar do processo seletivo do Fies, que é o Fundo de Financiamento Estudantil. As inscrições terão início no dia 7 e terminarão no dia 10.


De acordo com o Ministério da Educação, a divulgação da quantidade de vagas a serem ofertadas na primeira edição dos processos de 2023 deve ocorrer em datas próximas da abertura de inscrições. Mas antes, em janeiro, ocorrerá a divulgação dos editais com todos os critérios e cronogramas dos três processos seletivos.


Segundo a pasta, a classificação é feita com base na nota obtida no Enem de 2022, em todos os processos seletivos. O ProUni também aceitará notas do Enem de 2021. Já quem participou de edições anteriores do exame, a partir de 2010, poderá se inscrever no Fies.


As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet, por meio do portal Acesso Único.

ELMANO E JADE TOMAM POSSE NESTE DOMINGO (1/1)


O governador eleito Elmano Freitas (PT) e a vice-governadora eleita Jade Romero (MDB) tomam posse no próximo domingo (01/01.2023). Inicialmente a Assembleia Legislativa do Ceará iniciará, às 7h30, uma sessão extraordinária para dar posse ao governador e a vice. Como a nova Legislatura ainda não tomou posse, os atuais deputados serão os responsáveis por empossar os novos mandatários do Estado.

O presidente da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT), deve conduzir os trabalhos. Na ocasião, o petista deve ler o compromisso de posse e a mensagem governamental.

Da Assembleia Legislativa, Elmano e Jade seguem para o Palácio da Abolição, onde a governadora Izolda Cela (sem partido) irá transmitir o cargo ao petista. Lá, eles devem apresentar todos os secretário do novo Governo.

Depois da cerimônia, Elmano deve ir junto com o senador eleito Camilo Santana (PT) participar da cerimônia de posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.

DECRETO EXONERA OS SERVIDORES OCUPANTES DE CARGOS EM COMISSÃO DO PODER EXECUTIVO

 


A governadora Izolda Cela publicou na última sexta-feira (23/12), um decreto em que exonera os servidores ocupantes de cargos de provimento em comissão e de funções de confiança do Poder Executivo do Estado do Ceará e dá outras providencias.

A governadora do Estado do Ceará, no uso das atribuições que lhe confere os incisos IV, VI e XVII, do art. 88, da Constituição


Estadual, DECRETA:

Art. 1º Ficam exonerados todos os servidores ocupantes de cargos de provimento em comissão e de funções de confiança do Poder Executivo
estadual, a partir de 1º de janeiro de 2023, ressalvados os seguintes casos:
I – gestantes ou em licença maternidade;
II – cedidos de órgãos/entidades federais;
III – diretores de hospitais e diretores das unidades ambulatoriais de referência da Secretaria da Saúde (Sesa);
IV – diretores escolares, coordenadores escolares, assessores administrativo-financeiros e secretários escolares da Secretaria da Educação (Seduc);
V – Superintendente, orientadores das células e supervisores de núcleos vinculados à coordenadoria da rede socioeducativa, pertencentes à estrutura
da Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas);
VI – Procuradores Chefes e Auxiliares dos órgãos de execução programática e instrumental, e Assessor de Planejamento e Gestão Interna, da
Procuradoria-Geral do Estado (PGE), bem como Pregoeiros, Membros de Apoio, Presidentes e Vice-Presidentes de Comissões e Coordenadores da Central de Licitação e outros.

Congresso Nacional tem número recorde de emendas constitucionais em 2022

 

O Congresso Nacional promulgou 14 emendas à Constituição em 2022. O número é recorde para um único ano desde que a Carta entrou em vigor.

O número de promulgações de 2022 é quase o dobro do ano recordista anterior — 2014, com oito emendas promulgadas. Além destes, em apenas cinco outros anos houve pelo menos seis promulgações, e dois deles também integram a legislatura atual (2019-2022). A única exceção é o ano de 2020, primeiro da pandemia de covid-19.

Ao todo, a legislatura atual promulgou 29 emendas, ou 22,6% de todas as emendas constitucionais até hoje.


As emendas promulgadas em 2022 não seguiram um padrão temático único. Elas tocam em vários assuntos, como tributação, regras eleitorais, orçamento, administração pública e direitos trabalhistas (ver lista ao final da reportagem). Nenhuma delas, no entanto, veio do Poder Executivo.

Para o consultor legislativo Gilberto Guerzoni, especialista em direito constitucional, uma conclusão que se pode tirar desses números é que eles retratam uma balança política pendendo para o Legislativo, que tomou as rédeas especialmente em 2022.

— O que provavelmente provocou isso foram a falta de articulação e a fraqueza política do governo. Boa parte das emendas são pautas do próprio Congresso, que assumiu um protagonismo que há muito não se via — explicou.

Guerzoni observa que apenas uma das emendas constitucionais de 2022 fazia parte da agenda do Executivo: a EC 123, que reconheceu o estado de emergência em função dos preços dos combustíveis e abriu caminho para despesas excepcionais. Outra também estava no radar do governo, mas, neste caso, do próximo: a EC 126, oriunda da PEC da Transição, que autorizou gastos fora do teto para o Orçamento do ano que vem. As demais emendas do ano foram bancadas pelo Legislativo.

Além disso, Guerzoni aponta para uma simplificação do procedimento de aprovação de emendas constitucionais, o que leva a aprovações mais rápidas. Parte disso se explica pela constatação anterior: temas que são gestados dentro do Congresso ficam menos sujeitos a obstruções. Soma-se a isso a desenvoltura cada vez maior do Congresso com ferramentas criadas para a pandemia e que acabaram sendo incorporadas ao dia a dia, como votações à distância e deliberações diretamente no Plenário.

— Quase todas as PECs do Congresso foram aprovadas por unanimidade ou muito próximo disso. Não foram polêmicas, não tiveram grande oposição nem disputa voto a voto. Os procedimentos adotados durante a pandemia também acabaram facilitando a aprovação de matérias mais consensuais, sem passar pelas comissões ou receber muitas emendas.

O consultor avalia que o ano de 2022 foi “acima do normal” no número de emendas promulgadas, mas que ele reflete uma tendência já duradoura de o Legislativo adquirir mais força nas suas relações com o Executivo e se impôr na definição da pauta nacional. A capacidade de articulação do próximo governo vai dar pistas sobre as chances de um ano como este se repetir.

A Constituição foi modificada 140 vezes desde 1988. Além das 128 emendas regulares, há asFonte: Agência Senado seis emendas aprovadas durante a revisão de 1994 (quando se adotou um procedimento simplificado) e seis tratados internacionais sobre direitos humanos que foram aprovados pelo Congresso com quórum de emenda constitucional e, por isso, têm a mesma força.



Fonte: Agência Senado


SERVIDORES ESTADUAIS E MUNICIPAIS RESPONSÁVEIS POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA TÊ DIREITO A JORNADA REDUZIDA

 


Servidores estaduais e municipais que sejam responsáveis por pessoas com deficiência têm direito a jornada reduzida. A determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) estende a eles o que já é garantido a servidores federais. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 1237867, com repercussão geral reconhecida (Tema 1.097).

Autismo

O recurso foi interposto por uma servidora pública estadual contra decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) que havia negado a ela o direito de ter sua jornada de trabalho reduzida em 50% para que pudesse cuidar da filha com Transtorno do Espectro Autista. O TJ-SP fundamentou seu entendimento na ausência de previsão legal desse direito.

No RE, a servidora apontou violação à Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do Decreto Legislativo 186/2008 e promulgado por meio do Decreto Federal 6.949/2009.

Igualdade substancial

A Corte seguiu, por unanimidade, o voto do relator do processo, ministro Ricardo Lewandowski. Ele explicou que a controvérsia central do RE é saber se servidores estaduais e municipais com filhos com deficiência têm direito à redução de 30 a 50% da jornada, por analogia ao previsto no Estatuto do Servidor Público Federal (Lei 8.112/1990, artigo 98, parágrafos 2° e 3°), mesmo que não haja legislação local específica nesse sentido.

Segundo o ministro, é plenamente legítima a aplicação da lei federal aos servidores de estados e municípios, diante do princípio da igualdade substancial, previsto na Constituição Federal e na Convenção Internacional sobre o Direito das Pessoas com Deficiência. Para Lewandowski, a falta de legislação infraconstitucional não pode servir justificar o descumprimento de garantias constitucionais, sobretudo quando envolvem o princípio da dignidade humana, o direito à saúde, o melhor interesse das crianças e as regras e diretrizes previstas na Convenção Internacional sobre Direito das Pessoas com Deficiência.

Tese

A tese de repercussão geral fixada foi a seguinte: “Aos servidores públicos estaduais e municipais é aplicado, para todos os efeitos, o art. 98, § 2° e § 3°, da Lei 8.112 /1990”.

A decisão foi tomada na sessão virtual finalizada em 16/12.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

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AS EXPERIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO NO CEARÁ QUE LEVARAM CAMILO SANTANA AO MEC


O senador eleito Camilo Santana (PT), escolhido pelo presidente eleito Lula para assumir o Ministério da Educação (MEC) a partir de 1º de janeiro, poderá tomar como exemplo as experiências da educação no Ceará, referência para todo o país. Ele foi governador por dois mandados, entre os anos de 2015 e 2022.

Ao falar sobre a nomeação para ministro da Educação, Camilo disse à GloboNews nesta quinta-feira (22) que pretende realizar um pacto com estados e municípios para recuperar a educação do país, “devastada pelo atual governo”.

“Nós temos que correr o mais rápido possível, construir uma grande pactuação nacional, um regime de colaboração, que foi o que nós fizemos aqui no Ceará quando governador do Estado, com todos os entes federados desse país, os municípios do Estado”, disse Camilo.

O Ceará desenvolveu, no governo de Camilo, um modelo de alfabetização que melhorou, por exemplo, a aprendizagem de alunos em situação de vulnerabilidade social.

Um estudo desenvolvido por um conjunto de pesquisadores brasileiros, chilenos e franceses mostrou que a implementação do Programa de Aprendizagem na Idade Certa (Paic) reduziu desigualdades, aumentou o nível de aprendizagem e ampliou a equidade educacional de alunos em situação de vulnerabilidade social no estado em relação ao Brasil e ao Nordeste entre 2011 e 2017.

O mesmo aconteceu com Fortaleza, em comparação com a situação de outras capitais da região.

Clique aqui para ler na íntegra a matéria do G1/Ceará

ELMANO FREITAS ANUNCIA ALGUNS SECRETÁRIOS DO GOVERNO DO CEARÁ

O governador eleito do Ceará, Elmano Freitas (PT), anunciou na sexta-feira (23) parte de seus secretários, que vão tomar posse em 1º de janeiro. Ele afirmou que vai divulgar os demais nomes "ao longo dos próximos dias".

A equipe de Elmano chegou a marcar um evento para a manhã desta sexta-feira em que anunciaria o seu secretariado, mas o encontro foi cancelado devido a novas rodadas de negociações com o PDT, que deve ser contemplado com algumas pastas estratégicas no governo do petista.


Confira os secretários já confirmados:

Saúde, Tânia Mara Silva Coelho: médica formada pela UFC. Possui Residência em Infectologia e especialização em Medicina do Viajante pelo Royal College of Glasgow, na Escócia, e especialização em Gestão das Clínicas pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Segurança Pública e Defesa Social, Samuel Elânio: possui graduação em Direito e especialização em Direito e Processo Administrativo pela Unifor. É delegado da Polícia Federal há 15 anos e atuou em diversas operações contra o crime organizado no Amapá, Ceará e Rio Grande do Norte.

Administração Penitenciária, Mauro Albuquerque: atual secretário da pasta, ele é policial civil do Distrito Federal e especialista em Segurança Pública e Gestão Prisional. Fundou a Diretoria Penitenciária de Operações Especiais (DPOE) do DF, onde foi diretor de 2000 a 2015.

Controladoria-Geral de Disciplina, Rodrigo Bona Carneiro: atual titular da CGD, Bona é mestre em Direito e Soluções Consensuais pela Unifor. Especialista em Direito Público pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e em Direito Penal e Processual Penal pela Escola Superior do Amazonas. Delegado de Polícia Civil do Amazonas.

Secretaria da Proteção Social, Onélia Santana: graduada em Letras - Língua Portuguesa pela Urca, psicopedagoga clínica e institucional pela Unichristus, com MBA em Administração Pública: Planejamento, Gestão e Finanças pela PUC. É a idealizadora do Programa Mais Infância Ceará, do Governo do Ceará.

Procuradoria-Geral do Estado, Rafael Machado Moraes: Graduado em Direito pela UFC, com especialização em Direito Público. Assumiu a Consultoria-Geral da Procuradoria-Geral em 2013, desde 2019, exerce o cargo de Procurador-Geral -Executivo-Assistente, coordenando juridicamente toda a atividade administrativa, consultiva e legislativa do Poder Executivo.

Secretaria da Cultura, Luísa Cela: Luísa Cela de Arruda Coelho é formada em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com mestrado em Saúde da Família, também pela UFC. Atuou como secretária-executiva da Secult na gestão de Camilo Santana. Integra, atualmente, o Consórcio Nordeste.

LULA PRIORIZA SENADORES NORDESTINOS E ABRE FOSSO GEOPOLÍTICO COM DEMAIS REGIÕES

Obtendo 69,34% de votos no Nordeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, claramente, privilegiar a Região na composição de seu novo ministério, chamando para as pastas mais importantes praticamente todos os ex-governadores eleitos para o Senado.

Ele também convidou nomes como o pernambucano e ex-presidente do TCU José Mucio Monteiro para o ministério da Defesa, além da pernambucana e presidente do PCdoB, Luciana Santos, para o de Ciência e Tecnologia, e da cantora e ativista social Margareth Menezes, para o da Cultura.


Isso não quer dizer que São Paulo não tenha sido contemplado. Afinal, no ministério da Fazenda ficou o paulista Fernando Haddad, assim como são paulistas o presidente do BNDES, Aloisio Mercadante, e o vice-presidente e novo ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin – que, efetivamente, tem o poder de mando no caixa. As informações são do colunista Fernando Castilho, do JC.

Mas, pela primeira vez em muito tempo, a Região Nordeste não terá tantos “paraíbas” em Brasília, como o próprio Lula costuma se referir a quem é nordestino, aliás, como ele.

Como identifica o colunista Igor Maciel, parece claro que o presidente definiu como critério “quem é bom de voto”, fez o sucessor e se elegeu para o Senado.

Como venceu em todos os estados junto com a maioria dos governadores (além dos senadores) já no primeiro turno, faz todo sentido que o presidente privilegie quem provou que, de fato, tem votos e, portanto, capacidade de influir numa possível estratégia de ampliação dos números das prefeituras em 2024.

O que pode explicar Camilo Santana, da Educação que, aliás, pôde escolher a sua vice-governadora Izolda Bastos para uma das mais estratégicas secretarias da pasta, a de Educação Básica.

Outro senador e ex-governador bom de voto, Wellington Dias, foi para a pasta do Desenvolvimento Regional, certamente uma das mais importantes do governo, já que atua essencialmente com municípios nordestinos.

Dias, é importante lembrar, é certamente o petista com maior força política no seu estado, já que conseguiu eleger governador o seu secretário da Fazenda, Raphael Fontelles, um dos maiores articuladores e defensores da Reforma Tributária, junto ao secretário especial Bernard Apy, quando dirigia o Comsefaz (que reúne os secretários de fazenda dos estados).

Outro bom de voto, e que fez o sucessor, é Rui Costa, que foi para a Casa Civil. Costa conseguiu, com sua força política no Estado, não apenas eleger o novo governador, mas derrotar ninguém menos que o ex-prefeito ACM Neto, que partiu na disputa para o Governo com mais de 80% dos votos.

No Maranhão, Lula escolheu antes mesmo da Fazenda e Defesa, o ex-governador Flávio Dino, que certamente foi o primeiro nome definido na nova equipe. Dino se elegeu e elegeu o novo governador.

Em Alagoas, Lula também deve prestigiar Renan Filho com algum ministério, que deve ser o dos Transportes, até mesmo para contrapor o seu grupo político com o de Arthur Lira, com quem Renan Calheiros disputa há várias décadas.

Finalmente, outra que deve ser agraciada com nada menos que a presidência da Petrobras é a governadora do Rio Grande do Norte, que parece estar encaminhando a escolha do senador Jean Paul Prates (seu suplente e que assumiu por quatro anos) quando ela se elegeu em 2018.

Prates não é do setor elétrico como funcionário de uma estatal. Sua careira começou no RN e no Rio de Janeiro como consultor de projetos de energia eólica e, a seguir, de energia solar.

Prates não pode ser classificado como “barrageiro”, como se denominam os engenheiros que dominam a pasta, por terem participado da construção de usinas hidrelétrica e de onde saíram quase 80% de todos os dirigentes das empresas do setor.

Assim como não é da Petrobras na área de petróleo. Mas está surfando na onda das energias limpas há pelo menos uma década.

Todos esse senadores, os novos governadores e os diversos técnicos do segundo e terceiro escalão serão fundamentais para, em 2024, revigorar os candidatos do PT às prefeituras.

Mas a pergunta é: como é que vão reagir as lideranças e entidades das demais regiões, especialmente do Sul e do Centro Oeste?

O ministério de Lula em nada se apresenta como paulista/mineiro/carioca, embora ele tenha sido votado lá. Mas nessas regiões, ele não teve o domínio dos governadores como no Nordeste. E isso com força do PT, com lideranças que deram uma nova cara ao partido, especialmente no Ceará, com Camilo Santana, e Rui Costa, na Bahia.

Isso não quer dizer que as outras Regiões não possam estar representadas. Simone Tebet, pelo Centro-Oeste, e Marina Silva, pelo Norte, são duas expressões que têm brilho próprio, aliás, muito acima da maioria das lideranças do PT nos demais estados.

Mas além de José Mucio, que foi escolhido a dedo para a Defesa e não disputou eleição, ninguém pode negar que o Nordeste não estará representado no futuro governo. E com Lula e o PT mirando 2024.