Os órgãos públicos federais no Ceará estão paralisados. O motivo: falta de dinheiro, apesar dos recursos do Orçamento da União estarem disponíveis. O problema são as investigações sobre desvio de verbas, uma praga que não consegue deixar as instituições do Estado dirigidas por indicados políticos de má-fé.
Na última operação, quando políticos foram investigados pela Procuradoria Geral da República, TCU e Justiça Federal, ficaram claros os desmandos. O principal alvo no Ceará é a Codevasf. Cada trator e estrada tem propina misturada no vale das compras e medições. Os demais órgãos seguem o mesmo esquema.
O resultado das operações e fiscalizações de órgãos como o TCU é a completa paralisação dos trabalhos. Hoje, os órgãos federais no Ceará não têm dinheiro para abastecer uma viatura destinada a vistoriar uma barragem, um poço profundo ou um asfaltamento.
O deputado Felipe Mota defende um debate sério sobre o problema que se arrasta há anos e abraça todos os governos, sejam de direita, centro ou esquerda. “Essas coisas não deveriam mais existir”, disse, defendendo um novo padrão de gestões.
(Blog Roberto Moreira)