quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

ESTUDO CNM: PROTAGONISMO DOS MUNICÍPIOS AMPLIA COBERTURA VACINA, MAS 11 DOS 13 IMUNIZANTES ESTÃO ABAIXO DA META

 

Levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra uma elevação das coberturas vacinais desde 2022, porém 11 das 13 vacinas destinadas a crianças menores de 5 anos estão abaixo das metas estabelecidas. Apesar do cenário desafiador, o protagonismo dos Municípios na cobertura vacinal do público tem apresentado resultados positivos. O estudo, divulgado nesta quarta-feira, 7 de janeiro, faz uma análise das coberturas vacinais de rotina no Brasil entre os anos de 2010 a 2024. 

Segundo o levantamento, em 2024, a média de todas as coberturas vacinais atingiu o índice de 87,6%. No mesmo período, apenas a vacina BCG e a primeira dose da Tríplice Viral (SRC) atingiram suas metas de cobertura. Para o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski, a recuperação está atribuída ao compromisso dos Municípios, que materializam, na ponta, as políticas públicas de saúde, transformando diretrizes nacionais em ações concretas que chegam como serviços à população. “Mesmo com a escassez de recursos, gestores locais têm intensificado a busca ativa de não vacinados e a atualização do cartão vacinal, reforçando a necessidade de articulação entre os entes federados e da garantia, por parte do Ministério da Saúde, da disponibilidade contínua de vacinas, evitando os desabastecimentos registrados em 2025”, defende. .

Ziulkoski lamenta que, de acordo com o estudo, vacinas como a da Poliomielite não alcançam a meta de 95% desde 2016. Já a cobertura da vacina contra Hepatite B não atinge a meta desde 2014. Vacinas como a Penta, Pneumocócica, Rotavírus, Meningocócica C, Febre Amarela, Hepatite A, DTP e Varicela evidenciam os desafios significativos para atingir ou manter suas metas de cobertura ao longo da série histórica analisada.

A CNM reforça a necessidade de um esforço conjunto e sustentável entre União, Estados e Municípios. Entre as soluções propostas estão a garantia da disponibilidade contínua de vacinas, a modernização do Sistema de Informação do PNI (SI-PNI), o aumento do financiamento federal para a vigilância em saúde e a realização de campanhas de sensibilização permanentes.