A Universidade Federal do Ceará conta com um dos seus professores participando de uma expedição na Antártida, a bordo do Navio Polarstern, do governo alemão, um dos mais avançados quebra-gelos de pesquisa do mundo. É o professor Sérgio Rossi, do Instituto de Ciências do Mar (Labomar). Ele participa dessa missão científica internacional que busca unificar protocolos científicos para compreender os efeitos de longo prazo das mudanças climáticas na Antártida.
A expedição Wobec PS152, segundo a assessoria de imprensa e marketing da UFC, partiu no dia 15 de dezembro último, de Walvis Bay, na Namíbia, rumo à Antártida, e deve retornar no dia 2 de fevereiro. O professor Rossi destaca que um dos objetivos da expedição também é criar as bases para a Área Marinha Protegida (AMP) no mar de Weddell.
“Esta campanha, que agora dura um mês e três semanas aproximadamente, será também a base para fornecer uma série de informações fundamentais para a criação dessa Área Marinha Protegida. Isso está em disputa, mas a coleta de dados é fundamental, assim como outros dados que foram coletados há décadas […] Até agora, a Antártida não tem sido explorada comercialmente (pesca, mineração, turismo). Todas as coisas no futuro podem mudar. Então, agora, temos que tentar proteger ao máximo o continente branco das potenciais fontes de impacto nesse continente. E essa é a parte mais complicada”, explica.
Quarta missão
Em sua quarta missão no continente gelado, o professor Sérgio Rossi atua no estudo e na coleta de dados sobre organismos bentônicos, para compreender como funciona o ciclo do carbono. O trabalho é realizado em colaboração com pesquisadores de vários países que participam da expedição, sob coordenação da Alemanha.
“O meu papel aqui, o papel do Labomar UFC, é basicamente o de realizar a pesquisa das comunidades bentônicas, que são as comunidades que estão no fundo do mar e que aqui representam incríveis florestas de animais marinhos, compostas de esponjas, gorgônias e corais. São comunidades muito frágiles, muito bem estruturadas e biodiversas, que estão em perigo, por exemplo, pela pesca de arrasto ou por algum tipo de intenção de industrialização da zona”, explica.
Fonte: Blog do Eliomar de Lima