
O
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estima comprar 100 mil urnas eletrônicas para
as próximas eleições municipais, número abaixo do teto de 180 mil equipamentos
previstos na milionária licitação lançada no ano passado – e que até agora não
foi concluída. Em uma sessão extraordinária, convocada às pressas, o plenário
do tribunal analisará o caso na tarde desta quarta-feira, 8, em plena férias
dos ministros. Segundo o Estadão/Broadcast apurou, a sessão não será
transmitida ao vivo pela TV Justiça, diferentemente do que costuma ocorrer ao
longo do ano.
Conforme
o jornal O Estado de S. Paulo informou na edição desta terça-feira, 7, o TSE
corre contra o tempo para garantir a compra de novas urnas para o pleito deste
ano. As duas empresas que se inscreveram no certame (a Positivo e um consórcio
formado pela Smartmatic e Diebold) foram desclassificadas por não atenderem aos
requisitos técnicos exigidos. Um recurso da Smartmatic será julgado nesta
quarta-feira.
A
convocação da sessão extraordinária pegou de surpresa integrantes da Corte,
muitos dos quais se encontravam longe de Brasília – em viagem pelo País ou até
mesmo no exterior. Ministros substitutos foram chamados para garantir que o
tribunal tenha quórum suficiente para discutir o caso, que gira em torno de um
contrato estimado de até R$ 696,5 milhões.
O
Estado apurou que o tribunal precisa de ao menos 60 mil novas urnas para
promover com folga as eleições de outubro, mas possui planos de contingência
para se adaptar aos mais variados cenários, caso nem todas fiquem prontas a
tempo. O TSE prevê agora desembolsar R$ 241 milhões com a aquisição de 100 mil
urnas.