O que é o Novo Coronavírus (Covid-19)?
Os coronavírus são uma grande família viral, que causam infecções
respiratórias em seres humanos e em animais.
Em 80% dos casos, infecções por coronavírus causam doenças respiratórias
leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum.
Existe vacina para prevenção ao novo coronavírus (COVID-19)?
Até o momento, não. No entanto, cientistas ao redor do mundo (inclusive
no Brasil) já iniciaram pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina. Ainda é
muito cedo para indicar se e quando ela estará disponível.
Quais os sintomas do COVID-19?
Os sinais e sintomas clínicos são principalmente respiratórios,
semelhantes aos de um resfriado comum. Em casos mais graves, podem também
causar infecção do trato respiratório inferior, como as pneumonias. Os
principais sintomas são febre, tosse, coriza e dificuldade para respirar.
O que é o período de incubação?
Consiste no intervalo entre a data de contato com o vírus até o início
dos sintomas. No caso do COVID-19, já se sabe que o vírus pode ficar incubado
por até duas semanas (14 dias).
Como ocorre a transmissão do novo coronavírus?
A transmissão pode ocorrer de forma continuada, ou seja, um infectado
pelo vírus pode passá-lo para alguém que ainda não foi infectado. A transmissão
costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como
gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo (como
toque ou aperto de mão com a pessoa infectada) ou contato com objetos ou
superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.
O coronavírus pode matar?
O óbito pode ocorrer em virtude de complicações da infecção, como, por
exemplo, insuficiências respiratórias. Dados mais recentes da Organização
Mundial da Saúde indicam taxa de letalidade de 2 a 3% dos casos confirmados.
Como se prevenir contra o COVID-19?
As principais orientações são:
a) Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar;
b) Usar um lenço de papel para cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
e descartá-lo no lixo após o uso;
c) Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
d) Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;
e) Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copo, talheres, etc.;
f) Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência;
g) Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
h) Lavar as mãos frequentemente por pelo menos 20 segundos com água e
sabão ou usar antisséptico de mãos à base de álcool quando a primeira opção não
for possível;
i) Evitar contato próximo com pessoas doentes;
j) Ficar em casa enquanto estiver doente;
k) Quem viajar aos locais com circulação do vírus deve evitar contato com
pessoas doentes, animais (vivos ou mortos), além de evitar a circulação em
mercados de animais e seus produtos.
O Ministério da Saúde explica que não há nenhum medicamento, substância,
vitamina, alimento específico ou vacina que possa prevenir a infecção pelo novo
coronavírus.
Como é a prevenção contra o COVID-19 para os profissionais de saúde?
Profissionais de saúde devem utilizar medidas de proteção padrão para
contato e gotículas (máscara cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de
proteção).
Para a realização de procedimentos que gerem aerossolização de secreções
respiratórias, como intubação, aspiração de vias aéreas ou indução de escarro,
deverá ser utilizada máscara de precaução por aerossóis tipo N95.
O que fazer ao sentir os sintomas?
Se a pessoa viajou para um dos países onde foi registrada a doença ou
teve contato com alguém que esteve há menos de 14 dias nestes locais, assim que
surgirem os primeiros sintomas, o paciente deve procurar o serviço de saúde
mais próximo da sua residência. O profissional vai avaliar se os sintomas podem
indicar alguma probabilidade de infecção por COVID-19, coletar material para
diagnóstico e iniciar o tratamento.
A infecção apresenta manifestações clínicas parecidas com as de outros
vírus e não existe tratamento específico para infecções por coronavírus até o
momento. Dessa forma, no caso do novo coronavírus, é indicado repouso, ingestão
de bastante água e líquidos e outras medidas para aliviar os sintomas, de
acordo com cada caso, tais como: uso de medicamento para dor e febre, uso de
umidificador no quarto, tomar banho quente para auxiliar no alívio da dor de
garganta e tosse.
Pacientes com sintomas mais intensos podem ser hospitalizados. A
definição compete ao médico responsável pelo caso.
Como é feito o diagnóstico do COVID-19?
Caso comunicado no sistema de monitoramento do Ministério da Saúde,
abastecido diretamente pelas prefeituras. Pacientes com febre e pelo menos um
sintoma respiratório, como tosse, dificuldade para respirar.
Além disso, é necessário histórico de viagem em área de transmissão
local, de acordo com a OMS ou Ministério da Saúde, nos últimos 14 dias
anteriormente ao aparecimento de sintomas.
Qual é a definição de caso notificado?
Caso comunicado no sistema de monitoramento do Ministério da Saúde que se
enquadra na definição estabelecida pela OMS, a saber: pacientes que apresentam
sintomas respiratórios, como febre e tosse, e viajaram para algum país com
registro da doença; pacientes que tiveram contato com alguém que viajou para
local com registro da doença ou teve contato com um caso suspeito ou
confirmado.
O que é o “comunicante” de um caso confirmado?
Comunicantes próximos são familiares, profissionais de saúde que tenham
prestado atendimento desprotegidos e pessoas que possam ter tido contato
próximo com o caso confirmado para COVID-19. Os comunicantes não são
considerados casos suspeitos se não apresentarem febre associada a sintomas
respiratórios como tosse, coriza ou dificuldade para respirar.
Qual é a definição de caso provável?
Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se enquadra nas
definições estabelecidas pela OMS, mas apresentou resultados não conclusivos
para os exames realizados. Nesse caso, os laboratórios de referência farão
reanálise.
Qual é a definição de caso confirmado?
Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se enquadra nas
definições estabelecida pela OMS e apresentou resultados conclusivos para os
exames realizados, com positividade para o novo coronavírus.
Qual é a definição de caso descartado?
Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se enquadra nas
definições estabelecidas pela OMS, mas deu negativo para o novo coronavírus.
Qual é a definição de caso excluído?
Caso comunicado no sistema do Ministério da Saúde que se não se enquadrou
nas definições estabelecidas pela OMS.
Onde é possível consultar números de casos suspeitos e confirmados no
Ceará, Brasil e Mundo?
Nos canais oficiais da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, do
Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). Não divulgue
conteúdos que não tenham sido produzidos por fontes confiáveis. Evite a
disseminação de fake news.
Quais serão os hospitais de referência?
A Rede Estadual de Saúde está preparada e organizada para receber os
casos. A população deve procurar o serviço de saúde mais próximo de sua
residência, caso tenha os sintomas da doença. Cabe ao médico dessa unidade
avaliar e definir se é necessário encaminhar a um hospital de maior
complexidade, que seja referência para atender os casos considerados graves.
Os hospitais de referência no Ceará para o tratamento de casos graves
são:
a) Hospital São José de Doenças Infecciosas (Fortaleza)
b) Hospital Regional Norte (Sobral)
c) Hospital Regional do Sertão Central (Quixeramobim)
d) Hospital Regional do Cariri (Juazeiro do Norte)
Internação ou isolamento domiciliar?
O isolamento familiar é uma conduta prevista pelo Ministério da Saúde e
que pode ser indicada pelo médico, a depender da condição clínica do paciente.
A internação é indicada para pacientes com febre e sintomas respiratórios
graves. Devem permanecer em casa pessoas com sintomas leves e que já tenham se
consultado com um médico.
Nessa condição, o paciente deve ser mantido em casa, recebendo cuidados
como hidratação e repouso. Os familiares devem tomar as precauções já
indicadas, como evitar compartilhamento de objetos pessoais, contatos com
secreção do paciente e higienização constante das mãos e do ambiente.
É recomendado o uso de máscaras de proteção?
No momento, não há recomendação para uso de máscaras para a população em
geral. Quem estiver saudável, não precisa se preocupar. Mas todos devem,
sempre, fazer a higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel, e evitar
contato com mucosas de nariz, boca e olhos. São cuidados simples, importantes e
que devem ser diários para prevenir qualquer tipo de doença.
Haverá medida de restrição ou bloqueio a pessoas com sintomas vindas de
outros países? E monitoramento de temperatura?
Até o momento, o Governo Federal não definiu medidas nesse sentido.
Qualquer decisão envolvendo fluxo internacional depende das autoridades
federais.
Segundo o Ministério da Saúde, não há impacto efetivo em fazer a medida
da temperatura na entrada no país, até porque as pessoas podem chegar ao Brasil
sem sintomas. O foco é instruir o sistema de saúde, público ou privado, para
identificar prontamente os pacientes que podem se enquadrar em casos suspeitos.
A Anvisa está trabalhando com a orientação de passageiros e pacientes para a
busca por serviços de saúde diante de qualquer suspeita.
Há restrições para comprar mercadorias vindas de países com casos
confirmados da doença?
O vírus tem vida de 24 horas. Tudo que vem da China, por exemplo, demora
mais que esse período para chegar ao Brasil. Por enquanto, não há indícios ou
evidências de que seja preciso evitar a importação de produtos.
Qual é a orientação para quem tem viagens marcadas para os países com
registro da doença?
O Ministério da Saúde orienta que viagens para a China ou países com
transmissão do vírus sejam realizadas apenas em casos de extrema necessidade,
até que o quadro todo esteja bem definido. Como o cenário internacional do
coronavírus é dinâmico, o Ministério está atualizando as áreas com transmissão
local de acordo com as informações da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Canais de comunicação para o cidadão (COVID-19)
(85)3219-5973 | (85) 3219-8582 | (85) 98439-0422 (Todos os dias de 7 às
19h)